Em mais essa foto de cotidiano do Correio da Manhã vemos um pequeno trecho do Rua da Carioca, na realidade do 47 até 55. A foto mostra a liquidação do comércio dos imóveis a partir do 53 até o 75 que estavam condenados a demolição para a passagem da Av. Norte-Sul bem como a área lindeira, que teoricamente não afetaria os imóveis até o 61. Mas possivelmente a intenção do EGB era desaparecer com toda a Rua Gustavo de Lacerda, antigo Beco da Carioca e os imóveis que nesse trecho tinham duas frentes seriam todos demolidos até o prédio de número 49, o Cine Iris, onde o antigo beco termina. Não sei qual seriam os planos para os prédios além do 77, que em tese estavam fora do traçado da Norte-Sul e até hoje estão de pé, ao lado dos restos da atabalhoada abertura da via, hoje com nome de República do Paraguai.

Por algum motivo os prédios do 53, até o 61 resistiram, decadentes sem o charme da foto antiga, mas  a Rua Gustavo de Lacerda teve seu trecho desconectado bloqueado e  ocupado por algum órgão municipal, ficando os imóveis até hoje com as fachadas mudas viradas para esse terreno.

Embora o 53 tenha lambido num incêndio no dia 4 de março de 1969 ( incêndio número 53 ) o imóvel não desabou totalmente, dois pavimentos ainda resistem, embora no prédio de número 55 vemos na divisão dos lotes restos dos pavimentos( link street view ) hoje desaparecidos do prédio, seu imóvel hoje é ocupado pelo restaurante Pilão de Pedra , um dos típicos quilos “de carregação” da Cidade.

Chama atenção o contraste da outrora vibrante Rua da Carioca com a via de hoje, ferida de morte por mais uma das artimanhas imobiliárias da prefeitura de Dudu.