Praça Mauá – Clássica
Nosso post de hoje foi retirado de uma foto postada pela comunidade Rio Antigo do Facebook, que conta com inúmeros apaixonados pelo Rio de ontem e quem publicando ótimas fotos, como esta, da Praça Mauá na metade dos anos 50, possivelmente no seu período de maior fama graças a Rádio Nacional que ficava ( e fica) no topo do Ed. A Noite.
Essa era a praça das histéricas filas das Macacas de Auditório, dos marinheiros em busca de algo que não tinham nos navios, dos bares e inferninhos, do Zica que além dos bares como o Flórida comandava uma ramificada quadrilha de contrabando, das reportagens polêmicas de O Cruzeiro sobre o consumo de Maconha, das batidas policiais … mas tudo até pueril comparado aos dias de hoje.
O urbanismo da praça mantem seu arranjo básico feito no final dos anos 40, onde a grande área arborizada do período Passos foi retalhada em várias ilhas para facilitar o tráfego de veículos, sendo o maior marco dessas alterações a ida da estátua de Mauá da embocadura da Av. Rio Branco para o resto de uma das ilhas do início do século.
No início da década de 50 as ilhas que ficavam perto do Casa Mauá e do A Noite foram estreitadas e algumas eliminadas, ficando os postes especiais de grande tamanho isolados no meio do mar de asfalto. Tais postes conviviam com os antigos postes a gás de 3 combustores, convertidos para luz elétrica da era Passos e até mesmo um modelo do DF com lâmpadas fluorescentes.
A foto nos dá uma ótima idéia do mal que o Rio Branco fez a ambiência do local ao esconder totalmente o Morro de São Bento

Marco de Yparraguirre comentou,
Magnifica foto. Porque um prédio tão grande ?
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15 de maio de 2013 às 9:11
Derani comentou,
Mar de asfalto e de carros…
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15 de maio de 2013 às 15:17
Augusto comentou,
Foto sensacional.
Ou os carros passavam bem rápido ou o ônibus ficou parado um bom tempo na pracinha.
A foto foi tirada dos arredores do atual MAR.
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15 de maio de 2013 às 20:35
Niuxa Drago comentou,
Que linda a foto, André! Me parece tirada mesmo de cima do edifício que agora abriga o acervo do MAR. E o pobre do Mauá aí no meio do caos, uma ironia com o arauto do progresso!
Sabe dizer se essa é a estátua que vi outro dia sendo colocada na frente do Palácio do Comércio, na Candelária? Achei que era, mas não entendi o sentido de tirarem o Mauá de sua própria praça…
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Andre Decourt respondeu em maio 16th, 2013 às 10:25:
A foto foi tirada do topo da estação de passageiros do Touring
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15 de maio de 2013 às 23:58
PauloZ comentou,
Muito boa a foto!
O principal prédio da Praça Mauá é o Edifício A Noite. Pelas suas qualidades construtivas e o seu ineditismo ‘A Noite’ é bem mais importante que todas as outras edificações dessa área.
Os burocratas de plantão acionados pelos empreendedores imobiliários, que estão na administração carioca, encomendaram então “alguma coisa” para tentar apagar ‘A Noite’ (prédio que já pensaram em demolir). ‘Bolaram’ então a “cobertura fluída”.
Como de praxe o povo foi afastado dos prédios da tal “cobertura”, com a extinção dos pontos de ônibus da antiga rodoviária.
Aguardem. Os planejadores imobiliários continuam solapando o Centro e a Z. Sul em favor da Barra e arredores. Pobre Rio!
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Andre Decourt respondeu em maio 16th, 2013 às 10:26:
Paulo, afinal o migo do Dudu o tal do Carvalho H. tem que desencalhar suas leguas de terra que comprou de outras construtoras falidas na área de Curicica e Gardênia Azul, para dar uma força a outros amigos do Dudu está colocando corredores de ônibus a diesel ao invés de VLTs ou metrô.
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Gabriel Sperandio respondeu em maio 19th, 2013 às 21:03:
Maneiro saber que não sou só eu que acha meio nada a ver aquela ondinha em cima de dois prédios no MAR. E concordo: não deveriam querer concorrer com o A Noite. Claro que eu desejava a reforma do palacete, mas aquela cobertura foi uma ânsia idiota de deixar arca registrada.
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16 de maio de 2013 às 9:21
Orlando Magalhaes comentou,
Qual era o nome daquele bar que ficava na saída do cais à esquerda com Av Rio Branco.
À noite era um pedaço do paraiso.Que beleza de Brasilidade, tudo era família naquele ambiente de magia. Gringo que entrava lá custava para saír. Muitas vezes o Navio “apitava” dando sinal para o pessoal (trabalhador) voltar mas o gringo não queria deixar o paraíso e acabava por ficar no Brasil. Nos países deles não tinha essa caldeira de calor humano e fantasia.Eu me lembro, era
por volta de 1962. Nunca mais se apagou essa deliciosa visão de minha memória. Brasil maravilhoso desse tempo… que pena que se foi. Me sinto privilegiado ter vivido esses momentos.
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Andre Decourt respondeu em maio 16th, 2013 às 18:32:
Era o bar Flórida, quartel general do Zica, dono do pedaço
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16 de maio de 2013 às 16:26
André Mendonça comentou,
http://www.pbase.com/andremendonca/pracamaua
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18 de maio de 2013 às 22:50
Luiz D´ comentou,
O Facebook tem realmente fornecido grandes fotos. Há tesouros à espera de descoberta.
Pena que, algumas vezes, o texto lá seja superficial e não deem os créditos de fotos e textos.
O número de interessados pelo Rio Antigo cada vez aumenta mais.
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20 de maio de 2013 às 12:05