Vendo o arquivo do Correio da Manhã, num subpasta de figuras populares dei de cara com essa bahiana, e levei um susto.

Ela me acompanhou da minha infância até o início da minha juventude do caminho da casa das minhas tias avós ( http://www.rioquepassou.com.br/2010/05/10/av-copacabana-esquina-com-constante-ramos-final-dos-anos-60  )  até minha casa e vice-versa. Ela era uma das duas bahianas do caminho, a outra ficava quase na esquina com a Rua Dias da Rocha, na estrada da agência bancária, que até hoje existe ali, na época acho que do Mercantil de São Paulo. Nessa época além dos camelôs oficiais, com barracas na esquinas existiam além dos sorveteiros e pipoqueiros poucos outros ambulantes, como o das uvas cristalizadas na frente da galeria Menescal ou um ou outro ceguinho vendendo brinquedos de corda made in hong kong ou badulaques como Pentes Flamengo.

Ela ao contrario de suas colegas resistiu a invasão dos camelôs da era Brizola e seu socialismo moreno que lançou as pedras da destruição desta cidade, e até mesmo ao projeto Rio-Cidade, mas do meio dos anos 90 para frente sua presença foi rareando em horários cada vez mais restritos até desaparecer. Talvez por ser mais jovem que suas colegas conseguiu comerciar por mais tempo, ou o fato de só vender quitutes prontos a ajudou a se manter à selvageria dos tempos dos camelôs dos anos 80. Mas esse tabuleiro com o vidro basculante a acompanhou até seus últimos dias.

Ao fundo vemos a grande loja da Ducal ( http://www.rioquepassou.com.br/2011/12/02/av-copacabana-esq-com-constante-ramos-1971  )e o mobiliário urbano típico da Guanabara.