Colégio Cícero Penna, 1971

O atual prédio substitui a casa original, que era um palacete doado pelo Dr. Cícero Penna para que em seu imóvel após a sua morte, fosse ali feito um estabelecimento de ensino.
Da casa original podemos ver o pequeno muro,que até hoje existe, acrescido de grades, a casa original funcionou durante muitos anos como colégio, mas com o aumento da população do bairro as adaptações feitas nas casa ainda nos anos 40 para transformá-la em colégio já não eram mais suficientes.
Foto 1971 escaneada do Anuário da Associação Brasileira de Arquitetura 1972 – Escolas
Comments (19)
Rafael Netto disse em 18/08/05 10:06 …
Taí um ponto da Atlântica que quase não mudou nesses anos. Não tem muito tempo soube que queriam comprar o terreno, um dos últimos “disponíveis” da Atlântica, e viram que isso não é possível por causa desse termo de doação do Cícero Penna.
Algo parecido ocorre com aquela área da Help.
Em 1971 a pista ainda era assim?
AG disse em 18/08/05 10:27 …
“Rétómando uma quéstão antérior” — acho que este é um projeto de escola muito mais humano, agradável, amigável.
Posso não entender nada de arquitetura nem de ensino (de Brizolismo já desisti há muitos anos) mas que, aparentemente, esse tipo de planta poderia ter sido seguido pelos CIEPS não tenho dúvidas. Mas o poço de individualismo e vaidade em que estavam mergulhados Brizola, Darcy e seu Oscar, não permitia que nascesse alguma coisa humana e simples.
Cada vez que eu penso que o primeiro ministro sueco vai trabalhar de bicicleta…
Luiz D´ disse em 18/08/05 10:29 …
Bons tempos em que a Escola Pública funcionava bem.
Quantos amigos estudaram (e aprenderam muito) na Escola Cócio Barcelos, ali em frente da Colombo, na esquina da Av. N.S.de Copacabana com Barão de Ipanema.
E continua o desafio: quem irá publicar uma foto da Biblioteca Thomas Jefferson na Av. Atlântica, perto da Santa Clara?
http://fotolog.terra.com.br/luizd
andredecourt disse em 18/08/05 10:33 …
Luiz a Córcio Barcelos também tem um cláusula de doação igual a da Cícero Penna, só que mais anterior, dizem que o Dr. Córcio morreu afogado na praia na frente da Barão de Ipanema, e seus pais penalizados, doaram a sua casa para a municipalidade para lá ser feita uma escola.
Acho que a casa original foi posta abaixo já nos anos 40, pois o prédio lá flerta com o Art Decô
betotumminelli disse em 18/08/05 10:33 …
Sorte da garotada ter uma paisagem tão bonita como a Atlantica. Me lembrou meus tempos de Colégio São Paulo, onde as aulas de matematica, fisica e quimica rolavam e eu olhava a praia doido pra tocar a maldita campainha e ir dar um tchibum.
)))
JRO disse em 18/08/05 10:38 …
Pegando o gancho do AG sobre a Suécia, soube de uma pessoa que fez um estágio lá numa grande fábrica do setor automotivo.
Ele (ou ela) ia de carro com um amigo para o trabalho e sempre que eles chegavam cedo o amigo parava o carro longe da entrada.
Indignado o brasileiro perguntou porque que o amigo sempre parava longe, e a resposta foi de que, fazendo assim, aquele colega que chegasse tarde ou atrasado teria a chance de parar seu carro mais perto e consequentemente poderia entrar mais rápido em seu trabalho, enquanto que eles tinham tempo de sobra para caminharem até a entrada.
De fato esta escola deve ser muito melhor do que as drogas dos CIEPS.
JRO
)
Waldenir disse em 18/08/05 10:51 …
Interessante reparar na placa de rua da esquina,com plástico inteiramente branco,ao invés do atual,azul e branco.Do que será o anúncio em cima?
andredecourt disse em 18/08/05 11:23 …
Waldenir, essas eram as placas de esquina da época da Guanabara, poste prateado, placas de acrilico brancas, com a fusão o contrato deve ter caducado, foi feito certamente um novo e elas foram obedecer o mobiliário da PCRJ do meio para o final dos anos 70, pretas e placas azuis, como os sinais de transito e as antigas placas de direção
AG disse em 18/08/05 12:02 …
Bela escola também é a Henrique Dodsworth ali na Epitácio Pessoa, antes de chegar à Lagoa.
Tem, também aquela que fica no Largo do Machado; como é mesmo o nome ?
São vários belos exemplos que, se os “brizolontes” quisessem, poderiam ter sido modelos para muitos CIEPS. Vários arquitetos, seguindo característica próprias dos lugares em que estariam as escolas, poderiam ter concorrido e, com certeza, teríamos várias novas idéias interessantes.
E não me venham com aquela velha história que o sistema modular dos CIEPS era para baratear a obra; de babaquice eu já estou cheio.
Outra coisa: quero deixar bem claro que nunca fui contra o sistema de ensino em um único turno em que a criança entrasse às 7 da manhã, estudasse, almoçasse, à tarde praticasse esporte e fosse para casa, à tardinha, banhado e lanchado. Infelizmente neste país o radicalismo impera. Se você não for comunista é porque você é facista. Se você acha que o Zé Dirceu é um pulha é porque você é fã do A.C.M.
Vão parar aí com estes maniqueísmos de estudante idiota de cara pintada e idéias envernizadas.
RICK disse em 18/08/05 13:43 …
Voce tem a foto da casa antes do monstrengo de ensino?
andredecourt disse em 18/08/05 13:46 …
Não em detalhes, só de longe
Rafael Netto disse em 18/08/05 13:47 …
Acho que os CIEPs são pinto perto dos CAICs (ou CIACs?) do Collor. Enquanto aqueles, mesmo com todos os seus defeitos, foram efetivamente construídos e funcionam, estes viraram elefantes brancos e foram depredados.
Meu pai visitou as obras do futuro “CIAC Esportivo” em Jacarepaguá, que teria quadras, ginásio, velódromo e alojamentos. Muita coisa já estava quase pronta. Hoje em dia não há mais NADA no lugar.
photomechanica disse em 18/08/05 17:37 …
A Atlântica começou a ser duplicada em 71, no final, não é?
andredecourt disse em 18/08/05 17:45 …
Exato começou no Leme onde não havia a necessidade de passar o interceptor, em homenagem ao carrinho que está no seu flog, farei um post amanhã com ele na ativa em 1942 !!!
jason_1900 disse em 18/08/05 18:39 …
Quando criança, uma das minhas maiores alegrias era era brincar de carrinho de ferro em coma dessa mureta do Cícero Penna.
Nos anos 80, se não me engano no governo Moreira Franco, falaram várias vezes em demolir essa escola, para construir garagem subterrânea. Fico imaginando os problemas que teriam com o lençol freático.
leflaneur disse em 19/08/05 00:53 …
É melhor do que qualquer coisa da tartaruga, mas ainda assim ainda é ruim
Marcelo Almirante disse em 19/08/05 06:25 …
Fiz o primário e o ginasial nessa escola. Um privilégio estudar com a brisa do mar. Estudava-se francês também.
Outro ponto escandaloso dos Ciep’s é que foram projetados para serem produzidos em série, o que na verdade não acontecia, pois em cada obra as peças eram feitas no próprio canteiro, ou seja, não havia produção em série.
brites disse em 19/08/05 07:08 …
Me lembro bem desta escola na paisagem da av Atlântica. Bem mais simpática q os cieps, não?!?
*s Bom dia!
Manuel Rivas comentou,
Estudei do C.A. até a 6a.série nessa escola, nos anos 70 e 80. Lembro de brincar ali em frente pois na minha época já havia uns banquinhos de concreto. Antes da entrada, comprava bala nos ambulantes que ficavam ali também. Quanto ao muro que fica em volta da escola, brinquei muito ali. Apesar de ser uma escola municipal, não tive o que queixar da estrutura e nem das instalações. Ainda tenho fotos das minhas turmas de lá. Muita saudade!
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1 de março de 2010 às 15:38
Paulo Augusto comentou,
Eu estudei lá desde a sua inauguração. Fiz a 1ª série no Colégio Mal. Trompowski e a partir de então concluí o primário no Cícero Penna. Da 2ª até a 6ª.
Excelente colégio.
Também tive a oportunidade de assistir pelas suas janelas, de camarote, o aterro de Copacabana. Viamos as balsas carregadas de areia chegando e uma nova praia surgiu. Testemunha ocular da historia.É uma pena existirem tão pucos registros fotográficas daquela época.
Eu também tenho algumas fotos tiradas com a turma, anualmente.
Bons tempos.
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19 de agosto de 2010 às 12:19
adriano comentou,
Estudei ai da quarta a oitava repetindo uma quinta (
) era uma escola publica mas muito cotada, o ensino era excelente com otimos professores, professores bons de verdade e olha que estudei antes em colegio de freira particular e hoje minha filha infelismente não pode desfrutar de um ensino publico de qualidade e tenho que pagar 600,00 em uma mensalidade de um colegio particular se quero que ela aprenda algo.
Em minha época de 91 a 96 vc estudava francês e inglês fora as materias basicas, e ainda tinha o privilégio de fazer educação física no forte do leme.
DETALHE PARA O QUE VOU DIZER:
mesmo sendo publica não so as classes desfavorecidas estudavam lá, classe media alta tambem estudava lá, sim é verdade os pais que moravam em plena avenida atlantica faziam questão de por seus filhos lá, naquela época não tinha esta de ricoxpobre, na mesma sala que estudava um morador da atlantica, estudava um morador do tabajara.
Tenho saudades..muita saudades.
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17 de outubro de 2010 às 13:25
Marco Antonio comentou,
Estudei no Cícero Penna de 1966 a 1975, na época era escola estadual, antes da fusão. Foram 10 anos entre primário e ginásio, primário com direito a admissão (6º ano). São 12 salas de aula, 6 no segundo andar e 6 no terceiro, estudei em quase todas, mas as melhores eram as de frente para a Atlântica. Gostava de me sentar próximo as janelas para poder olhar para praia.
É uma escola pequena fisicamente o que me proporcionou conhecer não só quase todos os alunos como todos os professores, serventes, merendeiras que lá trabalharam naqueles anos.
Como bem disse o Adriano a escola era tida como referência no ensino e por conta disso havia alunos de todas as classes sociais que conviviam na mais perfeita harmonia.
A foto mostra que no acesso ao patio interno (refeitorio) não havia nehuma porta, bons tempos.
No ginasial faziamos aulas de educação física no Forte Duque de Caxias (Leme) às terças e quintas das 10h às 11h. As aulas começavam às 15h.
Tenho algumas fotos de turma também. Sinto muita saudade daqueles anos, para mim, dourados.
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19 de dezembro de 2010 às 2:07
Verónica martorell comentou,
Estudei na Cícero Penna de 1976 a 1980 em 80 infelizmente voltei para Portugal, foi a escola que masi gostei e onde mais me diverti, os professores e director da escola tudo faziam para que os resultados fossem os melhores, lembro de juntarem bons alunos com maus alunos para que os bons ajudassem os menos bons, foram os anos que eu mais gostei de estar na escola, antes das aulas saltavamos ao elástico e depois delas iamos para a praia e ainda sobrava muito tempo para estudar.Já la vão 30 anos, só voltei agora ao Rio de Janeiro após 30 anos e volto amanhã a Portugal gostava muito de ter o contacto da Simone Oliveira da minha turma, se for possivel enviarem-me o contacto que tem eu adoraria.
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28 de janeiro de 2011 às 10:01
Raffaella Manoni comentou,
Estudei na escola desde a sua inauguração e tenho belas recordações. Lembro das ótimas professoras Lúcia, Stella e Ruth. A casa que existia foi demolida nos anos 60 . Tenho uma foto dessa casa tirada da praia. Lembro de eleiçôes para representante de alunos (chapas amarelo e azul) antes do golpe militar onde se estabeleceu uma chapa única. Também na escola foi abolida a eleição! Aconteciam festivais de música e nós representávamos a escola cantando “era uma garoto que como eu…”. Antes da apresentação fomos ‘aconselhadas’ pela professora de música a não nos apresentarmos porque a música não era adequada…
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27 de fevereiro de 2011 às 0:09