andredecourt's Foto von 25.11.05

As 13:30 do dia 27 os revoltosos, sem o apoio de outras unidades militares, inclusive das unidades de aviação do Campo dos Afonsos se rendem no meio da destruição causada, o prédio pega fogo, paredes desabaram, e a Av. Pasteur está coberta de destroços. Com a rendição dos rebeldes bombeiros, jornalistas podem acessar a área, o cordão de isolamento é relaxado para permitir inclusive o livre ir e vir dos moradores da Urca que estavam isolados pela fuzilaria.
Rapidamente a multidão que se acotovelava nas amuradas da Av. Beira Mar corre para a Av. Pasteur…no fundo o velho prédio semi-arruinado ainda solta rolos de fumo.

Nessa foto da manhã do dia 28 vemos que o prédio bombardeado ainda continua sendo atração para os populares, podemos reparar o prédio sem cúpula, mas já há um que de normalidade na região.

Comments (15)

luiz_d 25.11.05 06:54 …

À esquerda, a janela de onde a Milu viu todo o desenrolar dos acontecimentos.
Assim que ela voltar da viagem nos contará os detalhes.
Agora, destroços na Av. Pasteur só se for em alta resolução…
http://fotolog.terra.com.br/luizd

Leflaneur 25.11.05 07:02 …

Como assim um quê de normalidade, tá doido, André? Essa multidão se acotovelando na Urca só quando enguiça o bondinho do Pão de Açucar. Na ponta direita da foto o Leflaneur. No centro, de terno branco, o André. E mais para a esquerda, olhando para o fotógrafo o célebre AG. A Milu tinha ido comprar café, pois foram dias muito emocionantes e a despensa ficou vazia…

jban 25.11.05 07:11 …

Muito me admira que nenhum transeunte tenha sido atingido por um projetil.

AG 25.11.05 09:33 …

Eita, bando de desocupados.
Neguinho não tinha nada pra fazer ?
Foram todas assistir o rescaldo da “quartelada” ridícula, que teve até espectadores como numa carreira do Derby Club.

Contam uma história engraçada no início do golpe de 64. Um turista argentino, estava por aqui de bobeira, exatamente de 31 de março para 1º de Abril. Hospedado no Hotel Guanabara, esquina de Rio Branco com Pres. Vargas, o homem não viu nada na rua que lhe parecesse “una revolucion”. Resolveu então, na consdição de turista, dar uma voltinha pelas redondezas. Depois de alguns minutos de flanância o portenho, fica assustadíssimo; vindo da Praça Mauá, três majestosos tanques de guerra tomam a avenida.
Apavorado, o homem começa a procurar abrigo; vai que aqueles malucos resolvam disparar em direção ao Monroe. Encostado a um desvão qualquer, o cara reza para que os tanques saiam logo do seu campo de visão. Mas, eis senão quando, fecha o sinal da Rio Branco com Rosário, e os tanques, obedientemente, pararam respeitando o sinal.
O argentino,arregalou os olhos, não entendeu nada e, putzgrila da vida, saiu do escondeijo e começou a caminhar pela rua já com um certo sorriso de escárnio;
- Revolucion, revolucion…una broma, esto é que és.

betotumminelli 25.11.05 09:41 …

Devia ter algum defunto ai… o povo não pode ver um presunto na rua que logo se forma um multidão.

:-) )

Jorge da Silva 25.11.05 10:17 …

André, voce é sensacional,a continuar assim qualquer carioca estara sabedor da história de nossa cidade. Veio o camelo vender anel,cordão,perfume barato…. etc

Rafael Netto 25.11.05 14:09 …

Hoje em dia o camelô não vende anel, vende Corel…

http://fotolog.terra.com.br/rafael_netto

eduardo bertoni 26.11.05 06:00 …

Bela aula, André.
A gente aprende um bocado no seu flog.
Parabés!
Bertoni

comida_de_buteco 26.11.05 09:44 …

Meu avô era sargento de artilharia, chefe de uma “peça”, um canhão, e foi mobilizado às pressas para combater os revoltosos no Campo dos Afonsos. Ao chegar, ainda de manhã lá já não havia mais nada, a “revolução” havia terminado.

comida_de_buteco 26.11.05 09:57 …

E, acabo de me lembrar, eu mesmo “participei” de alguma comemoração, em 1981, aos onze anos (e eu só me preocupava com o Flamengo naquele ano!), do aniversário da Intentona. Estudava na Escola Municipal Minas Gerais, ali pertinho da Praia Vermelha e haveria uma cerimônia qualquer, com a presença do “Presidente” Figueiredo, e como precisavam de claque convocaram a escola. Há claque melhor, crianças uniformizadas? E me lembro do meu avô, divertido, engraxando os meus sapatos (naquele tempo as crianças ainda iam de sapatos para a escola…), com a sua (dele) “segunda participação” na Intentona (que ele as vezes, mais divertido ainda se referia usando o outro apelido, “A Canalha”)…

comida_de_buteco 26.11.05 09:58 …

E, acabo de me lembrar, eu mesmo “participei” de alguma comemoração, em 1981, aos onze anos (e eu só me preocupava com o Flamengo naquele ano!), do aniversário da Intentona. Estudava na Escola Municipal Minas Gerais, ali pertinho da Praia Vermelha e haveria uma cerimônia qualquer, com a presença do “Presidente” Figueiredo, e como precisavam de claque convocaram a escola. Há claque melhor, crianças uniformizadas? E me lembro do meu avô, divertido, engraxando os meus sapatos (naquele tempo as crianças ainda iam de sapatos para a escola…), com a sua (dele) “segunda participação” na Intentona (que ele as vezes, mais divertido ainda se referia usando o outro apelido, “A Canalha”)…

leflaneur 28.11.05 08:22 …

Acabou a Intentona ? Muda de revolta, faz uma série sobre a Revolta dos Barbeiros. Essa eu conheço bem, toda vez que eu deixo o cabelo crescer e entro na barbearia eles se revoltam e fazem uma piada no meu cabelo…