foto de andredecourt em 17/07/06

Rua de Santa Luzia, final do Sec. XIX

Vemos nessa foto a fachada da famosa fábrica de gelo da rua de Santa Luzia.

Antes da inauguração desta fábrica, por incrível que pareça havia gelo no Rio, ele vinha em porões de navios vindo de regiões frias como o sul da Argentina ou Canada, como lastro, chegando no porto esses navios eram descarregados, e o lastro trocado por pedras, notadamente granito e mármore.

Com a construção da velha fábrica, vários produtos, antes caros e exclusivos da elite se popularizaram, dando o destaque o sorvete, quase como uma raspadinha nessa época, embora curiosamente as carrocinhas que vendiam sorvete continuaram mantendo o formato de barco estilizado até os anos 20/30 do sec. XX

Comments (22)

angemon disse em 17/07/06 08:17 …

esse flog é uma verdadeira aula de História!
saudade de vc, mininim!
bjs

glenlivet disse em 17/07/06 08:21 …

O final é na Igreja ou na Cinelândia? Pra onde estou olhando?

Waldenir disse em 17/07/06 08:36 …

Bom dia, André.
Como o gelo não derretia durante a viagem das regiões frias até aqui? A gente vê icebergs derretendo algum tempo depois de sair dos pólos.Imagina durante o (já quente) verão carioca…

Rafael Netto disse em 17/07/06 08:41 …

Dá pra ler o nome da fábrica? “Empreza Brazileira…”

Também não localizei o trecho. Seria entre a Rua México e a Cinelândia, ou mais adiante onde está o Ed. Santos Dumont?

http://fotolog.terra.com.br/rafael_netto

luiz_d disse em 17/07/06 08:49 …

A fábrica de gelo ficava pertinho do Palácio Monroe, para os lados da Cinelândia.

jban disse em 17/07/06 08:50 …

Rafael,

Ficava entre a México e a Cinelândia..

Waldenir,
Câmaras isoladas nos porões dos barcos, com o uso de muita serragem e sal, conseguiam conservar razoavelmente o gelo até o seu destino.

Devia ser um bom negócio na época !

jban disse em 17/07/06 08:51 …

O nome devia ser “Empresa Brazileira de Água Solidificada” ou Embrasol…

andredecourt disse em 17/07/06 09:08 …

O nome é “Empreza Brazileira de Fabricação de Gelo”

patrício disse em 17/07/06 09:17 …

Lá ao fundo surge o Passeio Publico. Atrás da fileira de casas á dta. estava uma das vertentes do Morro do Castelo. Na verdade esse grupo de pessoas que se encontram reunidas próximo á arvore estavam na porta de uma Carpintaria que existia no local (e mais tarde foi comprada pela Familia do Pereira Passos).
Perfeita a explanação do Jban sobre o transporte do gelo!

Abraço

Lefla disse em 17/07/06 09:54 …

Na canícula carioca, as pessoas deveria adorar trabalhar aí… Só fica a dúvida de como era fabricado o sorvete. Devia ser alguma coisa com gás, não? Para gelar o local?

jban disse em 17/07/06 09:54 …

Minha avó, quando chegou da Itália aos 14 anos, em 1922, foi morar em uma dessas casas na Rua Santa Luzia, encostada no Morro do Castelo. Logo depois o que restava do Morro foi abaixo …
Me dei conta agora que ela estava por aqui durante a Exposição de 1922 e nunca tive a oportunidade de conversar com ela sobre isso. Infelizmente ela faleceu quando eu tinha 20 anos e ainda não me interessava pelo tema. Meu avô, mais longevo, me contava histórias interessantíssimas sobre a cidade.

Waldenir disse em 17/07/06 10:01 …

Em outras palavras,era salmoura congelada,tendo a serragem como isolante térmico.Boa sacada.

jban disse em 17/07/06 10:29 …

Lefla,

Isso já foi discutido em um dos fotologs. Era um processo rudimentar de resfriamento por compressão usando amônia como fluido refrigerador. No evaporador, a amônia virava gás e fazia a temperatura cair…
Vou pesquisar nos alfarrábios e volto…

betotumminelli disse em 17/07/06 10:49 …

Na foto que tenho está escrito o seguinte:

“Fabrica de Gelos e Camaras Frigorificas
Sistema Privilegiado por Carta Patente n. 3662″

Essa fábrica podemos ter uma ideia onde ficava qd vemos fotos da região onde no lado esquerdo há uma chaminé dessa fábrica

isabelaca disse em 17/07/06 11:31 …

Eu adoro admirar as fotos do Rio Antigo!

Bjs*************

Rafael Netto disse em 17/07/06 12:37 …

O JBAN tá inspirado hoje…

O processo de refrigeração com amônia ainda é usado em escala industrial. É mais eficiente e/ou mais barato que usando freon, mas obviamente mais perigoso, por isso não se usa em equipamento doméstico.

A minha avó era criança em 1922. Mas se lembra das visitas dos Zeppelins!

http://fotolog.terra.com.br/rafael_netto

Jorge Silva disse em 17/07/06 16:37 …

Maravilhosa foto,até então eu so tinha visto a chaminé,agora sei que este prédio era o da fabrica de gelo, valleeuuuu!!!
André,quando vai publicar aquela pintura dos Padres Beneditinos em cima do morro de S Antonio e ao fundo a Rua São José?

Evelyn disse em 17/07/06 17:12 …

Só para situar melhor, então a esquina da direita seria hj o Club Militar, e à esquerda teria sido o Ed Lafond?
Essa construção com as estatuetas já não pertence à fábrica, estou certa?
Vcs sabem dizer o que funciona hj no local da antiga fábrica, edifícios comerciais comuns?

Rafael Netto disse em 17/07/06 21:14 …

Evelyn, nesse trecho existem uns prédios comerciais bastante antigos, com pilotis agachianos.

Pelo que eu entendi, essa área foi arrasada junto com o Castelo para a exposição de 1922, e reocupada somente décadas mais tarde, junto com a Esplanada.

http://fotolog.terra.com.br/rafael_netto

maira2d disse em 18/07/06 02:14 …

Nunca comento, ate porque mais de 67686582 pessoas sempre falam tudo que há para falar antes de mim, mas só quero deixar registrado que para uma estudante de Geografia, como eu, esse fotolog é um prêmio.
Visito sempre.
Um abraço a todos

Marcelo Almirante disse em 18/07/06 07:39 …

Parece que essa rua foi aberta a mando de Dom João VI, para chegar na Igreja de Santa Luzia.

Quanto aos famosos carrinhos da Yopa, lembram também o desenho de um barco