andredecourt's foto van 4-12-06

A foto de hoje, de autoria de Malta mostra um pedaço das obras de melhoria da Av. Niemeyer para a visita do Rei Alberto da Bélgica em Setembro de 1920.

A visita do Rei, além de turismo nos trópicos tinha a missão e explorar o potencial Brasileiro para a aplicação dos recursos financeiros Belgas em áreas não exploradas, diversificando a economia colonial do país europeu, que nunca foi muito forte em concessões na África e na Ásia.

O Rio como sede da república sofreu melhorias, principalmente em áreas turísticas, regiões como Copacabana, Ipanema, Leblon, São Conrado, Alto da Tijuca ganharam obras urbanizadoras definitivas para que o monarca, herói da primeira grande guerra pudesse aproveitar o “novo Rio” que surgia, fazia menos de 20 anos. Além disso para a cidade a visita do monarca implementou o germinar da Universidade do Distrito Federal no dia 7 de Setembro de 1920, hoje UERJ, pela necessidade de se dar um título de Doutor Honoris causa ao monarca. A universidade vinha sendo criada já ha anos, mas sem nenhum resultado concreto.

Para a cidade as obras realizadas que são notadas até hoje, é o alargamento da Av. Niemeyer, com a retificação de curvas e a criação de mirantes e áreas de pic-nic, e a construção de uma escada escavada na pedra do Pico da Tijuca.

O traçado da avenida de hoje é praticamente o mesmo do da visita do monarca, as áreas de pic-nic existem até hoje, algumas cobertas com asfalto na beira da pista, e outras mais abaixo dela em platôs nas pedras foram isoladas com a construção das muretas nos anos 70 e esquecidas por quase todos, sendo algumas usadas por pescadores. A gruta de Imprensa apesar de ser a mais conhecida só foi urbanizada poucos anos depois, na Adm. Alaor Prata.

Na foto vemos operários da PDF executando os últimos ajustes na pavimentação da via, os detalhes interessantes são: o canteiro ajardinado separando a pista de rolamento do mirante/refúgio, o pequeno quiosque junto a ele e a grande quantidade de pedras quebradas se espalhando pela encosta logo a frente.

Comments (18)

edubt 4-12-06 8:20 …

Como é bom ver esse paraiso com a mata das encostas intocada e sem construção nehuma, barraco ou casa de rico. Hj ta tudo misturado, colégio, favela, predios, motéis…

:-) )

andredecourt 4-12-06 8:28 …

Roberto, esse trecho tirando a movimentação dos carros ainda está muito parecido, é quase em São Conrado

derani 4-12-06 8:30 …

.. e a vegetação natural que lá existia era completamente diferente da de hoje em dia…

FlavioM 4-12-06 9:48 …

Este pequeno mirante ainda existe até hoje, mas na forma de um trecho com o asfalto mais largo (sem o canteiro).

Bem embaixo fica, hoje, o chamado “Chapéu do Pescador”, construído na década de 60 para ser uma boate e parcialmente demolido anos depois (a cobertura de concreto, em forma de bico de pato, ameamçava ruir). Ficou tristemente famoso por ser o lugar onde encontraram o cadáver da Clúdia Lessin Rodrigues.

As árvores plantadas parecem ser palmeiras ou coqueiros, mas foram substituídas, depois, por amendoeiras, que ficaram até as chuvas de 66 ou 67. Acima deste mirante foi construída uma casa, que foi arrasada por uma barreira e arrastada quase até o mar. Morreu toda uma família , com excessão de uma menina, salva por milagre, e do pai, que não conseguiu chrgar em casa por causa da chuva.

www.flaviorio.globolog.com.br

FlavioM 4-12-06 9:55 …

André, pelo menos parte da Gruta da Imprensa deve ter sido feita para a visita o Rei Alberto, porque a pista é, na verdade, um viaduto, que leva o nome de Viaducto Rei Alberto, gravado em pedra.

FlavioM 4-12-06 10:03 …

(continuação – enviei antes de acabar)

Já li muitas vezes que o nome Gruta da Imprensa era por que o mirante junto à gruta (abaixo da pista) era destinado à imprensa, durante as provas do Circuito da Gávea, alguns anos depois.

Mas tenho lembrança de ter visto uma foto de um coquetel ou cerimonia parecida dentro da Gruta da Imprensa, com a presença do Rei Alberto. Vou ver se acho…

Waldenir 4-12-06 10:08 …

Boa tarde,André.
Até hoje podem-se ver as placas da inauguração,talhadas na pedra,junto ao início da pista,no Leblon.Uma delas mostra um logo inusitado,uma roda com asas.
Há uma placa semelhante no Itanhangá,próxima a um hotel vagabundo,quase em frente às pontes da lagoa de Marapendi. Seria da mesma época,construída com a mesma finalidade?
E a escada escavada no morro,ainda existe?

fotoshistoricas 4-12-06 10:09 …

Sem dúvida as fotografias são fundamentais para conhecer melhor o passado. Se estiver interesado nalguma da Europa (especialmente), passe por aquí.
Está nos meus F/F.

andredecourt 4-12-06 10:35 …

Flávio, certamente a “gruta”já existia, mas a urbanização, construção de mesinhas, amuradas, bancos etc..foi patrocinada na Adm. Alaor Prata.

Waldenir, só conheço a placa do Leblon, a do Intanhangá eu já reparei, mas nunca a li.

A Ponte sobre o Canal da Barra é muito posterior, já dos anos 40, nessa época a Estrada Velha da Barra da Tijuca estava dendo aberta e possuia um quarto da largura atual

rock_rj 4-12-06 11:31 …

Que beleza!
Dos platôs, só conhecia a Gruta da Imprensa, que na vez que descí lá, parecia ser o mictório dos motoristas, tal o cheiro ruim…

jban 4-12-06 11:52 …

Essa história da Gruta da Imprensa ser local para a cobertura das corridas do circuito da Gávea é muito interessante. Será verdadeira ?

andredecourt 4-12-06 11:54 …

Sim, sim é verdade !!!

alo_helo 4-12-06 14:41 …

Lindo tudo, a história e a foto, a vegetação era muito diferente da “nativa” de hj.

Parabéns.

Luiz D’ 4-12-06 14:44 …

Região paradisíaca. Imagine um condomínio de casas no lugar do Vidigal. Ficaria mais bonito que Positano.

Solange Passos 4-12-06 16:37 …

Se não me engano, para este rei também foi preparado especialmente um luxuoso trem que está (se degradando, é verdade) hoje em dia no Museu do Trem.

FlavioM 4-12-06 23:54 …

Waldenir, a escada existe, sim, mas provavelmente sem o cabo de aço que fazia as vezes de corrimão (estava caido a última vez que vi, uns 12 anos atrás). Ainda é o principal acesso ao alto do Pico da Tijuca.

FlavioM 4-12-06 23:55 …

Lembrando: a Rainha Elisabeth (com “s”), que deu nome à rua, era a esposa do Rei Alberto.