foto de andredecourt en 23/01/08 

Como esse desenho pode mostrar claramente a idéia do Aterro do Flamengo não é nova, e muito menos do governo Carlos Lacerta, ou até mesmo do Plano 100 dos anos 40. Ela vem de muito antes, dos anos 20, em pleno Plano Agache.

Além do aterro da região do Calabouço e da Glória, já mostrados aqui ( http://www.rioquepassou.com.br/2005/07/25/ ) como as esplanadas governamentais do Castelo (  http://www.rioquepassou.com.br/2005/07/28/) o plano era muito mais abrangente, promovendo modificações em quase toda a cidade, do Leblon até ao Meier. Fora a criação das vias de penetração na Leopoldina como a Av. Norte.

É sabido que o plano foi jogado no lixo quando do Golpe de 1930, mas que muitos poucos sabem é que durante o Estado Novo vários elementos do P. Agache foram sendo implantados como coisa nova, o que era uma grande mentira, e o pior na totalidade das vezes muito piorados como é o caso da Av. Pres. Vargas e dos primeiros projetos do Aterro nos anos 40.

No nosso desenho de hoje, vemos que o Aterro imaginado por Agache não seria com o volume do construído seguindo os traços de Reidy e Lota Machado, mas muito mais discreto, comparativamente quase como a Av. Atlântica atual.

Estamos no trecho de fronte a Rua Ferreira Viana, vemos que o Dakota carioca o Ed. Seabra é representado no desenho como um dos marcos do local, e no desenho podemos perceber que ele já exedia o gabarito previsto pelo plano nessa região, que também previa o escalonamento das alturas máximas das construções.

No solo, apesar da baixíssima resoluçõa da imagem percebemos a pista interna da praia se elevando no cruzamento para a pasagen de pedestres, que teriam tipo uma grande praça de pedestres. É interessante notar na parte direita da imagem várias quadras, possivelmente de tênis, quase no mesmo lugar dos campos de futebol de hoje.

É de se imaginar em que cidade viveríamos hoje se o plano de Agache tivesse sido concluído em grande parte, uma Copacabana mais baixa talvez com sua praia original, uma Ipanema com mais 4 praças, um Leblon só de casas e com espaços abertos, uma Central do Brasil na Praça da Bandeira, e uma Esplanda do Castelo e Calabouço muito diferentes de hoje. Além do mais metrô já nos anos 40.

 

Comments (7)

tumminelli 23/01/08 9:50 …

Interessante isso. Curioso a linha das árvores.

Eu não consigo distiguir a elevação da pista nesta foto.

:-)

famadas 23/01/08 10:10 …

Seu fotolog é minha lavagem cerebral matinal. Abraços! (e voltamos ao mundo cão da vida real rsrsrs)

luiz_o 23/01/08 10:53 …

Aparentemente teria sido uma Zona Sul muito boa.

Mas, como sempre, a grana fala mais alto.

derani 23/01/08 11:52 …

Acho que se esse plano tivesse sido eecutado na íntegra, desde os anos 20, com certeza teríamos uma cidade muito melhor. Diferente, mas muito melhor.
Hoje mesmo passando sob as arcadas agachianas na Av. Almte Barroso, em frente ao “Bolo de Noiva”, Andorinha e afins, é que percebi como é bom andar na calçada, chovendo, protegido da chuva pelos próprios prédios.

flaviom 23/01/08 16:39 …

Sei não, sei não. Acho que, no Centro, ia sobrar muito pouca coisa de antigo. Tudo com cara do prédio do Ministério do Trabalho e com as famosas Galerias Agache (vide Pres. Vargas e alguma coisa em Copa (Roxy, por exemplo).

Para a Esplanada do Castelo, teria sido muito melhor que a Babel que foi feita. Mas o resto do Centro, sei não.

Em tempo: o Plano Agache foi encomendado pelo Pref Prado Junior, cujas obras em Copa estou documentando em uma série.

Para o Plano, ver matéria publicada na “Cruzeiro” (http://www.armazemdedados.rio.rj.gov.br/arquivos/1415_a%20cidade%20que%20ser%C3%A1%20a%20mais%20linda.PDF )

triunfodapintura 23/01/08 21:09 …

O plano era bom em determinadas soluções mas a ideia dos predios colados nas laterais contraria a natureza da ventilação e fecha a paisagem.

jban 24/01/08 19:52 …

Não gosto das galerias Agachanas. Escurece a calçada e degrada o entorno.