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Nos anos 70 com a implementação do sistema expresso na Av. Brasil os cruzamentos com sinais foram sendo paulatinamente abandonados e em breve as pistas centrais seriam alargadas com a substituição do canteiro central por mediana de concreto.

Por isso, a travessia começava a se tornar cada vez mais impossível, pois perigosa já era há décadas, e atravessar fora dos sinais era um convite ao suicídio. Por isso o governo da Guanabara juntamente com as modificações começou um programa de instalação de passarelas, a fim de dar alternativas seguras ao pedestre.

A fim de adiantar a implantação foram instaladas passarelas com vãos metálicos, que pré fabricados necessitavam no local apenas  construção dos pilares e o encaixe dos tabuleiros superiores por um guindaste. Práticas e rápidas esse modelo de passarela só tinha um enconveniente, a ausência de rampas, que pela questão custo/rapidez eram substituídas por escadas, também metáticas que eram aparafusadas no local já prontas.

Isso desestimulava o uso da passarela pelos pedestres, que preferiam se arriscar por debaixo, onde fatalmente eram atropelados. Na Av. Brasil esse problema só acabou  com a instalação das medianas de mais de 1.70 metro, que inviabilizaram a travesia. Mas em vários pontos da cidade essas passarelas pré moldadas ainda existem e os pedestres continuam se arriscando.

Na foto vemos a inauguração de uma sequência de passarelas na altura de Manguinhos/Bonsucesso, por volta de 1974, vemos que a Av. Brasil não tinha sido reformada, os canteiros eram ainda planos, havia algumas árvores de fracassados planos de arborização e a iluminação ainda por luminárias com lâmpadas fluorescentes.