Largo do Moura 1922

Nessa foto de Malta vemos os últimos dias do Largo do Moura, o pelo menos o que restava dele depois da construção do Mercado Municipal na Adm. Passos.
Os pavilhões da exposição de 22 sobem em meio a um dos tecidos urbanos mais ancestrais da cidade, modificando para sempre o local, que passaria todo o séc.XX e início do séc. XXI sofrendo transformações.
Na extrema esquerda vemos o mercado, que junto aos seus torreões virados para o Calabouço ganhava uma máscara neo-colonial, disfarçando sua fachada Art-Noveu que em nada combinava com o novo estilo arquitetônico oficial do Brasil.
Ao seu lado, praticamente colado em sua fachada que abrigava o portão de número 1 era erguido o Pavilhão das Pequenas Indústrias, ao fundo, no local do antigo Largo da Batalha subia o imponente Pavilhão dos Estados, o mais alto da exposição. A sua direita, discreto, mas já terminado vemos o Pavilhão do Distrito Federal e Administração da Exposição, a única construção que permanece de pé nos dias de hoje como Museu da Imagem e do Som.
Na direita, em primeiro plano temos o luxuoso Pavilhão da Agricultura e Viação, que contava com um elaboradíssimo interior.
A via entre os pavilões era no meio do novo Largo do Moura, pós Passos, podemos até ver o meiofio, os postes de iluminação e o piso de saibro entre o pavimento da paralelepípedos das vias circundantes. O pavilhão das Pequenas Indústrias inclusive está sobre o leito de uma linha de bonde. Fora das obras a vida corre normal, com as carroças que transportavam os gêneros do mercado para a cidade, e carrinhos de burros sem rabo.
Curiosamente poucos anos após o término da exposição, esses dois pavilhões mais próximos foram demolidos, voltando o Largo do Moura a ter uma configuração muito próxima ao período anterior ao da exposição, mas pouco tempo depois a pequena praça foi tomada por uma estação do bonde bagageiro.
O Pavilhão da Agricultura e Viação ficava onde até pouco tempo atrás tinhamos um grande estacionamento e onde há pouquíssimos anos foi construído mais um prédio do complexo do Fórum, que vem ocupando todos os espaços da região.
Ricardo comentou,
André,
o prédio no centro desta foto é o mesmo da foto do dia anterior que está no canto direito (foto: Panorâmica da Expo de 22)?
abraços
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decourt respondeu em abril 14th, 2009 às 7:54:
No extremo direito da foto de ontem é o Pavilhão de Estatística, o Pavilhão dos Estados é o de maior altura, na parte direita da foto
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14 de abril de 2009 às 0:19
Carlos Paiva comentou,
André, o centro cultural da Saúde que fica aí próximo, não seria também um remanescente da Expo?
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decourt respondeu em abril 14th, 2009 às 7:52:
O Centro Cultural da Saúde é o Pavilhão de Estatísitca de expo de 22, embora hoje esteja sem sua cúpula e com um terceiro pavimento
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14 de abril de 2009 às 0:33
Rafael Netto comentou,
A construção clara à esquerda é a fachada cenográfica do Mercado ou o pavilhão de Pequenas Indústrias?
Já fiz umas comparações cartográficas nesta área, infelizmente agora não posso “pescar” os links.
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decourt respondeu em abril 14th, 2009 às 15:40:
É o pavilhão, a fachada cenográfica está sendo montada junto aos portões 6,7 e 8 do Mercado (extremo esquerdo superior da foto), na face virada para a Casa do Trem, onde ficava o largo na frente do Pavilhão de Estatística. Nesse lado Pavilhão das Pequenas Indústrias encobriu a fachada do Mercado
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14 de abril de 2009 às 13:19
Luiz D´ comentou,
E esta foto faz 87 anos amanhã!
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decourt respondeu em abril 14th, 2009 às 15:43:
Faz aniversário junto com o meu velho,tinha visto a data, mas não dei conta que era amanhã, que ha 87 anos atrás a foto foi feita
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14 de abril de 2009 às 13:44
Derani comentou,
Imagino o dinheirão que gastaram aí para depois demolir quase tudo…
A Justiça, quanto mais prédios faz hoje em dia, mais ineficiente fica.
É só fachada mesmo.
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Leonardo respondeu em abril 14th, 2009 às 15:10:
E a cada vez que se precisa ‘autenticar’ qq coisa, mais dinheiro entra para os cofres do Tribunal de Justiça…
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Rafael Netto respondeu em abril 14th, 2009 às 17:54:
Para o Tribunal, ou para os donos dos cartórios?
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Andre Decourt respondeu em abril 14th, 2009 às 18:27:
Nos cartórios de registro de imóveis, pessoas, notas etc grande parte vai para o titular do cartório e uma pequena parte para o TJ, já nos processos judiciais, vai quase tudo para o TJ, e umas pequenas porcentagens para OAB-CAARJ, Associação de serventuários etc…
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14 de abril de 2009 às 13:55
JBAN comentou,
Que coisa… Quanta construção , demolição, desmonte, mudança em um trecho tão pequeno e em um tempo tão curto… no final não temos nada.
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14 de abril de 2009 às 22:03