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Nessa foto do acervo da Revista Life, vemos um ângulo que estava no seu canto do cisne, uma panorâmica da Praça Paris, tirada de um dos torreões do Cassino Beira Mar.

Em 1937 o conjunto do Theatro Cassino e Cassino Beira-Mar seria demolido pela Adm. Dodsworth encerrando a curta, confunsa e intensa vida dos prédios geminados, construídos para a Expo de 22, e que nunca chegaram a ser usados para este fim. Foram demolidos para melhorar o fluxo de bondes que saia do Passeio rumo a Z. Sul, eliminando uma curva abrupta na Rua Luiz de Vasconcelos e criando mais uma pista, paralela na Beira Mar, em partes do ancestral terraço.

A velha Avenida Beira Mar de Passos ainda pode ser imaginada na esplanada recém aterrada e urbanizada, as pistas em primeiro plano ainda conservam os postes da Av. Central, a partir da senhora que atravessa a via, tudo é aterro, na realidade mais aterro, pois o mar batia muito mais para dentro, na linha da Rua do Passeio, mas podemos ter como histórica a linha imaginada onde nosso fotógrafo estava.

Vemos uma cidade bem cuidada, sem a verticalização excessiva que achatou o espaço público e o horizonte, os anos 30 talvez  foram o apogeu urbano da cidade do Rio, que foi inchando e perdendo qualidade até o caos dos anos 50, tendo respirado de novo do estado da Guanabara até meados dos anos 80, onde mergulhou em novo período negro, do qual  espera um novo grande administrador para retirá-la da lama.