Estamos em rítmo de post duplo com o Saudades do Rio – O Clone, falando de Canal do Mangue

Ao contrário das belas imagens do renque de palmeiras imperiais mostradas por AD em O Clone ( http://fotolog.terra.com.br/sdorio:1524 )  mediante décadas de pesada poluição de grande tráfego, principalmente após a abertura da Av. Pres. Vargas, vemos que pouquíssimas resistiram.

No canteiro central, não havia nem mais o interesse de replantá-las, já estavam substituídas oitis, notadamente porque os canteiros foram em muito estreitados quando da abertura a ignóbil via, que acabou absorvendo as velhas ruas de Senador Euzébio e Visconde de Itaúna.

O tráfego pesadíssimo conduz o transito ao Centro numa manhã de dia útil, mas onde a foto mais esclarece e impressiona é o velho tecido urbano da Cidade Nova, condenado, mas na área focada pela foto, intácto.

A ponte que vemos em primeiro plano, já sem uso para o tráfego de autos era certamente a da Rua Luis Pinto, as seguintes na imagem correspondiam as Ruas Carmo Neto e Marquês de Sapucai. Ainda na esquerda acompanhamos a linha das ruas Gal Pedra e João Caetano, paralelas ao canal do Mangue, hoje completamente desaparecidas com as desastradas reformas urbanas da área. Ainda na esquerda temos a esquina da Rua Dr. Ezequiel.

Mais a frente vemos o velho prédio da CEG, com sua caracteristica torre e o único prédio moderno da região o da TELERJ, a época CTB, que obedecia um novo PA, possivelmente o do natimorto bairro  “Avenida-Cidade” (  http://www.rioquepassou.com.br/2008/04/17/ ) , que com todas as demolições perdeu completamente o sentido, estando totalmente inviabilizado, ainda mais com a nova enganação, chamada Linha 1-A.

Na direita vemos outro conjunto edificado, equilibrado e conciso, onde hoje temos terrenos baldios e a tentativa estéril de se colocar altíssimos prédios, com os dos Correios e da Própria prefeitura.

Uma foto para se ver na resolução máxima, sem dúvida.