A imagem de hoje, possivelmente feita pelo CAN no final dos anos 20 foi nos indicada pelo amigo Ricardo Galeno que a apontou num link e é muito interessante.

A foto mostra o planejamento e preparação para algo que nunca existiu, embora como vemos esteve bem perto de se concretizar que era a Esplanada do Castelo segundo o urbanismo de Agache, que já tinha como realizado a Praça Paris, que vemos mais ao fundo na imagem.

Vemos os contornos da Ponta do Calabouço imaginada para abrigar um grande parque público na concepção do urbanista francês, é impressionante constatar o avanço do aterro se pensarmos que a antiga ponta está sob o bico do Pavilhão das Grandes Indústrias da Expo de 22, ainda não demolido. Podemos também observar os núcleos urbanos isolados pela demolição do Morro do Castelo e não ocupação imediata da espalanda. Temos a antiga área do Moura, ocupada pelos restos da Expo de 22, o Bairro da Misericórdia e seu denso casario, nessa época já condenados e o trecho antes praiano da Santa Luzia separado pela projetada avenida principal da nova esplanada.

Na área vazia vemos algumas vias abertas seguindo o traçado de Agache, que pouquíssimo tempo depois simplesmente sumiriam, algumas tragadas pela Feira de Amostras outras pelo novo re-arranjo viário, que inclusive destruiria o Forte do Calabouço, transformado em pastiche Neo-Colonial, mas se tivesse sobrevivido estar restaurado como foi a antiga Casa do Trem.

De lambuja a foto nos mostra ainda os diques do Arsenal de Marinha na Ilha das Cobras e a construção das pontes que ligaram a Ilha Fiscal a esta.

Por fim notem o movimento de pequenas embarcações atracadas junto ao desparecido Mercado Municipal, a época tão importantes para o escoamento dos gêneros produzidos no Recôncavo de Inhaúma, Sertão Carioca, Baixada e Região Serrana.