Nossa foto de hoje mostra a mesma região do post do dia 17 , 49 anos depois da corrida que fazia parte da 1ª Exposição Automobilística do Rio de Janeiro, o fotógrafo de 1925 estava a apenas um quarteirão para a direção da Av. Rio Branco que o nosso e as diferenças são impressionantes.

Da poeirenta área descampada nada mais sobra, vemos um bairro já implantado, arborizado, edificado e com toda a infra-estrutura instalada, não temos também mais o horizonte livre, pois com os aterros da Ponta do Calabouço do final dos anos 20, modificados no início dos anos 40 temos bloqueando o horizonte o prédio do terminal terrestre do Aeroporto Santos Dumont.

O  edificado faz parte da segunda leva de um conjunto  clássico em art-déco da cidade por sua hegemonia arquitetônica, embora os que vemos na imagem foram construídos em datas levemente posteriores aos prédios do quarterião que está atrás de nós, já no início dos anos 40, e alguns já flertam com o modernismo, embora respeitem drasticamente as diretrizes do Plano Agache, inclusive face a via de serviços interna do quarteirão.

A abertura do Aterro e suas pistas de rolagem criou adaptações viárias na região, sinalizadas com os famosos “gelos bahianos” instrumentos para segmentação de tráfego para serem usados de forma provisória, enquanto o sistema básico não era estabelecido e que em nossa cidade se tornaram praticamante permanentes. Tudo indica que a Pres. Antônio Carlos já operava em sentido único em todas as suas pistas com o tráfego segmentado por acesso, tal como permaneceu até pouquíssimo tempo atrás quando os estacionamentos subterrâneos da avenida foram inagurados, voltado ela a ter mão dupla o que aliviou em muito o fluxo de saída do Centro.

Em destaque vemos 2 postes de estilo canadense balizando a entrada a Pres. Antônio Carlos e mais ao fundo o modelo Light para largas avenidas, usado na Beira Mar, Park Way da Praia de Botafogo, Av. Norte (incorporada a Av. Brasil), Rodrigues Alves e algumas ruas de Copacabana como a Rainha Elizabeth.