Rua Frei Caneca, Catumbi, anos 70
Hoje temos um post duplo com o Rio de Fotos, do amigo Derani que publicou uma foto da Rua Frei Caneca nos anos 50, mostrando um conjunto de quatro edificações, http://fotolog.terra.com.br/nder:1694 .
Nada mais existe, esse pedaço da Rua Frei Caneca era praticamente paralelo a Marquês de Sapucaí e ficava exatamente o trajeto da Linha Lilás, o sistema viário que ligaria Botafogo ao Gasômetro, via Catumbi e Santo Cristo, nunca terminado. Mas mesmo sem terminar a Linha Lilás ajudou a destruir pelo menos 2 bairros, Catumbi e Cidade Nova, arrasados para nada.
Meu pai como arquiteto do EGB na época lotado na toda poderosa SEP ( Secretaria de Projetos Especiais) tentou demover o grupo de urbanistas e arquitetos, seus pares, que a destruição total do conjunto edificado seria um erro, que custaria muito dinheiro para ser reparado e possivelmente décadas para ser dada vida a região. Defendia a manutençao de conjuntos ainda íntegros e de importância arquitetônica e para isso produziu uma série de transparências entre os anos de 1971 e 72 para expor seu ponto de vista, várias imagens já foram inclusive publicadas por aqui. Como todos sabemos sua opinião não foi acatada e toda a região foi demolida, deixando áreas vazias e sub utilizadas e pedaços do antigo tecido urbano desconectado e que por força disso decai cada dia mais.
Os imóveis que vemos, inclusive o casarão com entrada para carruagem ficavam num pequeno largo na parte curva da rua logo após o Chafariz do Lagarto e que é o único objeto do antigo tecido urbano que sobrevive, até mesmo esse trecho (como traçado) da rua desapareceu completamente, ficando a Frei Caneca dividida em dois pedaços distintos. Aparentemente a Escola Visc. de Ouro Preto já se encontrava desativada pelo estado do prédio com janelas caídas e cara de abandonado
Foto do arquivo da família.

Ricardo Galeno comentou,
Impressionante!
Sempre tem alguém que ganhar dinheiro demolindo a cidade!!
Obras enche o bolso de muita gente, pois é fácil de desviar!
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Strix respondeu em agosto 28th, 2010 às 11:20:
Qual o endereço prá mandar colaborações?
Strix.
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27 de agosto de 2010 às 9:39
Derani comentou,
Se na década de 50 o casario já estava ruim, nesta foto então…
Essa rua, vi em outra foto, era formato de arco, muito bonita.
Uma pena.
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27 de agosto de 2010 às 12:16
Rafael Netto comentou,
Esse trecho da Frei Caneca na verdade existe hoje, espremido entre o viaduto e o sambódromo e fazendo a ligação entre a Rua do Catumbi e a entrada da Salvador de Sá. Mas não sei se o traçado é o mesmo da via original, e se ela deixou de existir e foi reconstruída em alguma época.
Seja como for o traçado original da Frei Caneca é curioso, pois parece muito mais lógico a via seguir por onde é a Salvador de Sá.
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Andre Decourt respondeu em agosto 27th, 2010 às 15:11:
Lógico hoje com a região dissecada e urbanizada, a Frei Caneca driblava charcos e pântanos e foi traçada no período colonial de forma expontânea, por isso o traçado irregular como a sua contemporânea a Rua do Riachuelo. A ver mapas antigos vemos que esse traçado sumiu, o que temos hoje é apenas uma via espremida entre os viadutos, para constar e manter os trechos unidos para fim de cadastro e numeração
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Rafael Netto respondeu em agosto 27th, 2010 às 19:07:
Riachuelo eu sei que seguia entre os morros de Santa Teresa e do Senado, enquanto o outro lado desse morro (onde hoje passa a Pres. Vargas) era pantanoso. Já a Frei Caneca eu não sabia, achava que os charcos eram só na região onde está a Praça da Bandeira.
Não era a Frei Caneca chamada de “Mata Bois” ou “Mata Porcos” ?
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Andre Decourt respondeu em agosto 27th, 2010 às 22:49:
Os charcos se espalhavam por toda a cidade, tanto que a Benedito Hipólito foi conhecida na época de D. João como Caminho do Aterrado e depois das Lanternas, colocadas para sinalizar o leito da via que era cercada de charcos pelos dois lados. O traçado original da Frei Caneca, a aniga Mata Porcos buscava áreas maius altas chegando junto as fraldas dos morros da Formiga e S. Carlos
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27 de agosto de 2010 às 12:41
Helio Ribeiro comentou,
Decourt, talvez você consiga me tirar uma grande dúvida. Vi num filme do ano de 1940 uma cena muito estranha: um bonde sai do que a meu ver é a rua do Riachuelo e entra à direita na Frei Caneca. Porém, em frente à rua do Riachuelo, onde hoje é a rua Marquês do Pombal, no filme aparecia uma espécie de pátio fechado. Ao que me consta, a Marquês de Pombal (embora com outro nome) é uma rua muito antiga e sempre desembocou na Frei Caneca.
Você teria algo a comentar sobre isso?
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Andre Decourt respondeu em setembro 1st, 2010 às 22:07:
Hélio, tenho um mapa da região dos anos 40 e voilá, a Rua Marquês de Pombal é interrompida antes de chegar na Frei Caneca, vou investigar para tentar saber o que exisitia por ali. Possivelmente o Batalhão da Polícia de Choque era maior do que hoje.
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27 de agosto de 2010 às 15:31
Helio Ribeiro comentou,
Decourt, você sabe informar se a rua Marquês de Pombal sempre desembocou na Frei Caneca? A meu ver, sim. Porém vi num filme de 1940 o que parecia ser um pátio fechado, no ponto desse desemboque. Como se a Marquês de Pombal não tivesse saida para a Frei Caneca.
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27 de agosto de 2010 às 15:34
João Carlos comentou,
Gostei de saber porque o traçado da frei Caneca parece ser tão bizarro. Hoje, a parte que vem do campo de sant’ana parece que nada tem a ver com a que está após o sambódromo.
A área foi piorando com o tempo desde que fizeram o túnel. Lembro-me de utilizar muito a Marques de Sapucaí a a própria Frei Caneca nos anos 60. Morador da Pinheiro Machado, seguia por ali frequentemente para visitar os familiares que moravam na zona norte. no início não era tão ruim.
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29 de agosto de 2010 às 2:44
Paulo D´Oliveira comentou,
por acaso os senhores tem alguma inormação sobre um posto de gasolina, penso ter sido de bandeira Ipiranga, localizado no cruzamento da Rua Frei Caneca e Men de Sá pelos idos de 1050/56?
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27 de outubro de 2010 às 6:36
Rodrigo Rodrigues comentou,
Eu moro no Catumbi, e passo por esse lugar com frequencia, em frente ao chafariz do lagarto existe hoje uma recem urbanizada pracinha, antes de tal urbanização ainda podiam-se ver restos de pisos das residencias q ali existiam, pena que não tive tempo de fotografá-los, mas, ainda sobram nas bordas da pracinha, os blocos de pedra que ficavam no chão, nas entradas das construções, e da pra notar os furos onde fixavam-se as barras dos portões e grades!
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10 de fevereiro de 2011 às 19:39