Transito do Rio, anos 50, o “açougue” !
Há alguns anos um amigo dos FRA, reporter de um grande jornal fez uma pesquisa em seu órgão de comunicação sobre o assunto “carro” nos arquivos do mesmo. E falou, como se morria nos anos dourados de carro no Rio, lotações, ônibus e carros de passeio promoviam um massacre diário muitas vezes com dezenas de vítimas, muitas fatais.
Qual seria a fórmula para tal explosiva realidade, veículos inseguros, imperícia e irresponsabilidade dos condutores, sistema viário ultrapassado, falta de manutenção generalizada da frota…… acredito que era uma combinação de todos os fatores além de uma cidade que se motorizava rapidamente no pós guerra e que mantinha seu traçado viário básico do período Passos, as vezes com pontos não projetados para prevenir os acidentes.
Nas fotos que apresentamos hoje vemos que a grande maioria se concentrava no eixo Botafogo-Flamengo, notadamente na Av. Beira Mar, a época o ponto principal de ligação dos bairros da Z. Sul, com o Centro e Z. Norte e como eram vias sem o tráfego de bondes certamente os veículos imprimiam maiores velocidades, sendo os acidentes mais feios também.



Três imagens de acidentes na Praia do Flamengo, em pontos diversos, do choque de veículos em um cruzamento ( notem o poste exclusivo para sinais de transito, e as luminárias mais a frente já trocadas para as de mercúrio), passando pela violenta colisão de um coletivo com um poste e uma árvore do canteiro central da via e terminando com um capotamento de coletivo.

Colisão em off-set entre um caminhão de areia e um bonde na Praia de Botafogo na altura da Rua Marquês de Abrantes, reparem na verdadeira figura que é o guarda de transito, afastando a garotada. A cabine do caminhão está destruída dentro do bonde.

Capotamento de um Camões na curva da Ruy Barbosa, até hoje um lugar com muitas colisões, reparem que o teto do ônibus foi praticamente arrancado na capotagen e possível colisão com a árvore na calçada.

Choque entre uma caminhonete e dois carros de passeio em uma rua interna do Bairro de Copacabana.
xande comentou,
Nossa Senhora !!!! Não imagina que houvesse tanta desgraça no trânsito daquela época como há hoje. Impressionante essas fotos.
[Responder]
10 de setembro de 2010 às 1:54
Luiz D´ comentou,
Desde sempre os motoristas cariocas são despreparados. Poucos conhecem as regras de trânsito e muitos não respeitam os princípios básicos. Estamos, infelizmente, numa terra em que vale tudo.
Viaje num ônibus numa cidade européia e veja como os motoristas dirigem: é totalmente diferente da maneira selvagem com que o fazem aqui no Rio.
PS: não faltam fotografias de desastres…
[Responder]
Rafael Netto respondeu em setembro 10th, 2010 às 15:08:
Nem precisa ir tão longe. Vá pra qualquer outra cidade brasileira e supreenda-se como os ônibus param nos pontos…
[Responder]
10 de setembro de 2010 às 6:17
Celso Araujo comentou,
Ou seja, é desde sempre que o carioca faz questão de dar o pior exemplo possível no trânsito, não? E ainda acha bonito.
[Responder]
10 de setembro de 2010 às 10:13
Derani comentou,
O problema é que todo brasileiro (não só o carioca), se acha “piloto”, habilíssimo ao volante, e despreza as mais elementares regras de segurança. A ultrapassagem “cega” nas estradas, coisa muito comum, é uma prova disso e punida muitas vezes com a morte.
Realmente somos um povo muito burro cujo resultado negativo sempre se volta contra nós.
[Responder]
10 de setembro de 2010 às 12:52
Victor comentou,
A aparência do guarda dá bem a dimensão do que é povo brasileiro e do que, com seu subdesenvolvimento, é capaz de fazer ao volante.
[Responder]
10 de setembro de 2010 às 13:26
Rafael Netto comentou,
Na foto do bonde, não estou reconhecendo o local. Parece que há um morro ao fundo, e um sobrado de esquina em 90 graus próximo. Na esquina da Marquês de Abrantes há um sobrado que “faz a curva”.
[Responder]
Andre Decourt respondeu em setembro 10th, 2010 às 15:21:
Não é morro Rafa, são os Ficus Religiosos daquele trecho dos jardins da P de Botafogo
[Responder]
Rafael Netto respondeu em setembro 10th, 2010 às 17:57:
Seja como for não vejo em que lugar da Praia de Botafogo possa ser isso.
[Responder]
10 de setembro de 2010 às 15:11
Ricardo Galeno comentou,
Impressionante!
Não é de hoje que o brasileiro dirige mal!
Engraçado que não dá para ampliar as fotos!
[Responder]
Andre Decourt respondeu em setembro 10th, 2010 às 16:37:
Infelizmente Ricardo essas imagens já estão na resolução máxima, por isso desabilitei a função de ampliá-las pois não modificaria em nada o que já estamos vendo.
[Responder]
10 de setembro de 2010 às 16:21
João Carlos comentou,
Provavelmente muito influia para os acidentes o hábito de beber (e muito) e dirigir. Muitos acidentes ocorreram na madrugada. A lei seca incomoda aos que “bebem um pouquinho só” mas tem sido importante para reduzir o número de acidentes. É como usar cinto de segurança, que todos usam hoje, as pessoas se habituam com o que é correto na base da punição.
[Responder]
11 de setembro de 2010 às 9:12
João Carlos comentou,
Regeistrei um Acidente em Ipanema em 1976:
http://cariocadorio.wordpress.com/2010/01/29/acidente-em-ipanema/
[Responder]
11 de setembro de 2010 às 9:21
Augusto comentou,
Acredito que os carros dessa época eram bem mais “robustos” do que os de hoje, que têm itens de segurança impensáveis para os anos 50. Quanto aos ônibus, não vejo muita diferença, pois continuam a ser feitos com chassis de caminhões. Acho até que involuímos, pois haviam ônibus com estruturas melhores que os de hoje.
[Responder]
11 de setembro de 2010 às 9:49
JBAN comentou,
Sobrou alguma foto para o resto ???? Eita bicho guloso.
[Responder]
11 de setembro de 2010 às 22:00