Continuamos na mesma região da foto do post anterior, mas agora mais de baixo vemos em detalhes o conjunto edificado de parte da Cinelândia, bem como da Rua Álvaro Alvim.

O fotógrafo está no telhado de um dos prédios que ficavam entre o STF e o Clube Militar, vemos inclusive a estrutura de um letreiro, que pode ter sido aquele que durante anos anunciou os relógios Longines.

A arborização da Av. Rio Branco já está consolidada, inclusive os oitis nas calçadas, plantados por volta de 1919, quando se viu a inviabilidade dos jambeiros plantados quando da inauguração da via. Prédios de concreto armado apontam sobre a ainda baixa cidade, o mais interessante é perceber na Rua 13 de Maio, ainda não alargada pelo PA do Plano Agache, o primeiro edifício a já respeitar esse novo alinhamento. O prédio construído no final dos anos 20, em linhas simples e fluidas, quase Bauhaus, sucumbiu nos anos 70, para a construção de um prédio ao lado da Travessa dos Poetas de Calçada. Acho que vemos também o prédio da Ordem Terceira no Largo da Carioca e no final da avenida o A Noite.

Mas podemos ver também um prédio que passa hoje desapercebido, talvez pela espremida rua em que se encontra talvez por seu esquecimento o Ed. Rex, possivelmente o edifício de escritórios mais avançado da cidade no seu tempo, que além das salas comerciais, 27 por andar, possuia um enorme cinema, com mais de 15 metros de altura e quase 3.300 lugares, teatro, além de lojas comerciais. O prédio tinha mais sofisticações além dos 5 velozes elevadores, em duas alas; uma central de água potável gelada para os bebedores e um sistema interno de telefonia, para todas as salas ligadas à rede telefônica da CTB.

De resto vemos o de sempre no período em que a cidade viveu, na minha opinião, seu ápice em civilidade urbana, jardins bem cuidados, árvores podadas, ruas limpas, tráfego calmo e equilíbrio na proporção Urbana vs Humana.