Como agora temos a possibilidade de se observar as fotos na resolução disponível posto essa foto da coleção do Honório Vargas que mostra um dia de regatas na frente do velho Pavilhão de Regatas na antiga Enseada de Botafogo.

Do final do séc. XIX até os anos 30 do séc. XX as regatas sempre tiveram não só um grande público, mas como torcedores apaixonados e muitos atletas que levavam suas pelejas extremadas até mesmo nas vias do Catete inundadas por temporais ou ressacas. Mas a raia oficial da cidade era a tranquila enseada, onde a Adm. Passos ergueu um pavilhão em fer-forgé para substituir uma antiga tribuna que existia na orla velha de Botafogo. Do Centro até a Praia da Saudade diversos clubes tinham suas garagens de barcos, curiosamente refletindo o estrato social de seus associados e atletas. O único que se distanciava era o Vasco com sede em São Cristóvão e garagem de barcos na praia homônima, hoje desaparecida, história essa contada numa série feita sobre a história do Clube Guanabara por volta de 2004 nos tempos de fotolog.

A foto apesar de possuir uma nitidez impressionante, típica de negativos de grande formato não é, em sua versão digitalizada, muito grande. Mas nos permite observar vários detalhes.

No extremo direito vemos a passarela que ligava a terra firme a estrutura metálica do pavilhão e nela um grupo de moças e senhoras todas de vestidos claros e longos.

No meio dos vários esquifes, de diversos tipos vemos uma plataforma flutuante, que ficava bem de frente ao pavilhão, possivelmente para se comandar o partidor que parece estar mais à frente, engalonado com fitas, ainda na água outra estrutura, que parece ser uma pequena “cabine” de observação, possivelmente para algum árbitro.

Ao fundo vemos da esquerda para a direita os prédios da City, do Clube Guanabara, a sede náutica do Botafogo, o Pavilhão Mourisco e por fim o coroamento com relógio do Cine Hight-Life, demolido nos anos 70 como Cine Guanabara.

Mais ao fundo o Morro dos Pasmado, com suas abas recortadas para a passagem da Av. Pasteur e a casa da família de Oscar Gama, dono da incorporadora URCA, que nessa época construía o bairro que leva seu nome.