Ao contrário das maquiagens feitas atualmente com nomes hiperbólicos, marketing  e péssima qualidade, obras de infraestrutura pesada atingiam ruas que já estavam urbanizadas e nos dias de hoje seriam mantidas como estavam.

Nossas duas fotos de hoje, tiradas na R. Barata Ribeiro na altura do Posto III, mais precisamente nas esquinas das Ruas Paula Freiras e República do Peru mostras as obras implementadas pela SURSAN, para troca das galerias de águas pluviais e esgoto, elevação do pavimento da rua, realinhamento de calçadas e meio-fios, além do posterior asfaltamento.

Na primeira foto, tirada na esquina da Paula Freitas, vemos os trabalhos da base para o pavimento asfáltico, feitos em tabuleiros onde eram despejados os insumos como pedra britada, saibro, betume etc….

Mais a frente vemos empilhadas no quarteirão seguinte muitas manilhas, que pelo diâmetro indicam ser para o sistema de águas pluviais, todos os prédios mostrados estão até hoje no local, inclusive o menor, quase chegando na esquina da Rua Hilário de Goveia, mas todos já com expressivas modificações, mais notadamente nas varandas e nas lojas.

A segunda foto mostra os trabalhos de asfaltamento da esquina com a Rua República do Peru, o prédio em construção são o condomínio gêmeo dos Ed.  Finúsia e D. Fátima de autoria dos Irmãos Roberto, mantendo uma de suas principais características, o uso de brises na fachada de maior insolação, além da curvatura da mesma para evitar uma maior exposição aos raios solares.

As obras na Rua Barata Ribeiro, mais precisamente nesse trecho do Leme até a Rua Siqueira Campos certamente eram necessárias pois essa via foi uma das primeiras a serem urbanizadas no bairro, antes mesmo da Av. Copacabana que no meio do anos 10, em vários de seus trechos sofreu profundas obras de levantamento de piso, pois possuia problemas com o lençol freático.

A nota triste é que praticamente todas as árvores mostradas na foto morreram nos últimos 05 anos, envenenadas por vazamentos na rede da CEG, aquela que se eximia das exposões em bueiros na nossa cidade. Quem conhecia a situação das árvores não só nesse trecho da Rua Barata Ribeoro, como em um dos lados da R. Bolivar em em trechos da R. Santa Clara, Souza Lima etc…. sabia que a companhia de capital ibérico/chileno mentia descaradamente.

Nas vias mais antigas da cidade, as tubulações de gás passam rente ao meio fio, pois nessas ruas já houve o sistema de iluminação por combustores a gás, a morte de árvores, que ficam alinhadas com as tubulações, nessas vias mais antigas é o primeiro sinal que algo vai mal no sub-solo, pois o gás vai contaminando o solo e causa a morte  de uma maneira bem peculiar, perda das folhas de maneira gradativa e distribuída e escurecimento de toda a casca da árvore.