Diante de alguns questionamentos ontem não poderia deixar de fechar essa involuntária, mas muito produtiva série sobre a Real Grandeza e as suas modificações ao longo do séc. XX com essa imagem, da velha travessa, do antigo viaduto e do antigo túnel velho, de galeria apertada, quase a metade da de hoje.

A foto já mostra a velha travessa, na época já renomeada de Rua Lacerda de Almeida após os melhoramentos; alargamento e mudança da angulação das duas curvas que existiam, o que permitiu a duplicação dos trilhos, ficamos imaginando o espaço livre existente entre as paredes e principalmente entre dois bondes caso eles se cruzassem dentro da galeria. Como podemos observar não havia passeio ou refúgio para pedestres e talvez dois veículos automotores de maior porte não conseguissem também se cruzar. O que não esconde a natureza de túnel exclusivamente ferroviário, tal como foi aberto pela Jardim Botânico ainda no séc. XIX.

A urbanização ainda é bem rústica, bem diferente da reforma concluída por Prado Júnior, os cortes nus no terreno, e as amuradas de rocha empilhada, não deixam nem espaço para os postes da iluminação pública e da rede elétrica, o viaduto da Real Grandeza também permitia a passagem de apenas um veículo, pois como vemos na primeira planta de ontem ele era be mais estreito que a caixa da rua.

Ficamos por aqui, embora esta série não fica completa sem uma imagem do chafariz comemorativo que existia na saída de Copacabana demolido já nos anos 40.