O Ed. Ferrini já foi citado inúmeras vezes pelos FRAs ( http://www.fotolog.com.br/tumminelli/7980802  http://www.rioquepassou.com.br/2006/11/29/evento-na-av-atlantica-anos-20/  http://www.rioquepassou.com.br/2005/10/19/posto-v-inicio-dos-anos-40/  http://fotolog.terra.com.br/carioca_da_gema:202   http://www.fotolog.com.br/tumminelli/9451605  http://fotolog.terra.com.br/carioca_da_gema:231  )

Construído no meio  dos anos 20, respeitando o afastamento do Plano Agache o Ferrini era um dos primeiros grandes prédios da Av. Atlântica, apesar de seus 6 andares, contemporâneo do Guarujá e mais novo que o Palacete Atlântico, mas erguido antes do conjunto déco do Lido possuia o que tinha de melhor na arquitetura de sua época, algo muito comum nos prédios de apartamentos que tentavam eliminar o estígma de casa de cômodos.

Além da fachada totalmente trabalhada, com uma portaria monumental virada para a Rua Sá Ferreira o prédio tinha outros elementos muito interessantes, como o pátio interno com chafariz central e o chanfro na fachada que vemos bem detalhadamente nesta foto.

Não conseguimos até hoje apurar quando o posto foi instalado em seus jardins, mas possivelmente o foi no início dos anos 50 quando ele começa a surgir na iconografia da cidade, certamente o primeiro golpe contra o prédio, que já não conseguia concorrer com os edifícios mais modernos, ainda mais sendo de um só proprietário, como era muito comum antigamente, e que com as frequentes crises e congelamentos dos alugueres naquela época significava mais um dinheiro em caixa.

Na época de nossa foto o prédio já nãos estava em seus melhores dias, possivelmente em compasso de espera para ser colocado no chão, como tinha sido a pequena vila e a casa pioneira localizadas no seu lado substituídas por dois prédios de apartamentos, mas mesmo assim se mantinha longe da ruína e muito pouco descaracterizado, embora vejamos duas esquadrias de alumínio em pequenas janelas no terceiro andar.

Em 1975 o prédio foi vendido à Veplan e desocupado por volta do final de 1977, quando foi rapidamente posto ao chão, certamente com medo de algum protesto por tombamento. Mas talvez para a época fosse apenas mais um prédio velho no bairro, pois por muito pouco o Guarujá não teve o mesmo destino, evitado por uma disputa entre herdeiros e finalmente salvo em 1989 quando foi tombado junto com muitos prédios dos anos 20, 30 e 40 em Copacabana.

A foto também nos mostra que ao lado do Hotel Miramar havia outro prédio em estilo déco ( pelo menos parece) não documentado e que também foi ao chão na mesma época.

Foto de Gyorgy Szendrodi