Terreno de propriedade da CRESA Emp. Imobiliários S.A. – 1970
Hoje temos um post duplo com o Saudades do Rio sobre o terreno onde hoje está o Rio Sul ( http://fotolog.terra.com.br/luizd:2839 )
Todos sabem que o terreno onde hoje se ergue o enorme centro comercial é um dos restos da antiga Fazenda do Vigário Geral da qual o Solar da Fossa, de fama tão lendária na nossa cidade, podia ser sua última construção e até mesmo os restos da sede da fazenda. Passada por testamentos a Santa Casa de Misericórdia a fazenda foi sendo desmembrada lentamente ao longo dos séc. XIX e XX sobrando um grande terreno aos pés do Morro da Babilônia.
Nos anos 60 o terreno foi vendido a CRESA Emp. Imobiliários S.A. da qual não sei se fazia parte do grupo SAG/LIGHT/BRASCAN – o famoso “Polvo Canadense” mas toda a área, exceto a ocupada desde os anos 30 por um posto da Standart Oil, num bico da antiga Rua do Túnel com o prolongamento da velha Rua da Passagem renomeada de Itapemirim e depois Lauro Muller, de propriedade do famoso Fred, dono de postos de gasolina, restaurantes e boates como a Fred´s em Copacabana. Acontece que o Fred, ou Frederico Mello anos antes tinha celebrado com a Santa Casa um contrato de arrendamento, não só da velha casa mas também de galpões anexos ao posto onde funcionava uma grande oficina mecânica, tal arrendamento criou uma longa celeuma jurídica que atrasou em pelo menos 5 anos a construção do centro comercial. Celeuma essa provocada pela própria CRESA que possivelmente não tinha o capital necessário para levantar o planejado prédio de 42 andares no local e resolveu manter como cessionário o Sr. Fred, para somente ocupar o terreno.
A existência da CRESA e a construção do Rio-Sul pela BRASCAN me fazem especular se a LIGHT/SAG/BRASCAN tenha usado o mesmo expediente que fez quando da concorrência dos ônibus elétricos na Av. Rio Branco, o uso de “laranjas sem poder de fogo financeiro”, apenas dinheiro para dar início ao negócio e desviar a antipatia do povo para com o Polvo, para depois da estória iniciada assumir os negócios ( http://www.rioquepassou.com.br/2008/01/15/brill-magazine-maio-de-1918/ e http://www.rioquepassou.com.br/2008/01/14/onibus-eletrico-da-light-av-rio-branco-anos-20/ )
As fotos do Sr. Gyorgy Szendrodi são de exatamente este período onde a CRESA já tinha a propriedade do terreno e brigava na justiça pela posse do resto para erguer o complexo comercial.
Por isso vemos a estrutura tubular segurando o logo da companhia e mais informações infelizmente ilegíveis pelo angulo da foto sobre o que se pretendia construir no local.
Temos alguns pontos curiosos, como o verdadeiro paliteiro que tinha se transformado a pista rumo à Copacabana com os postes que sustentavam a rede de bondes e outros que sustentavam a rede de trolleys em abandono em constraste com os limpos e bem pintados postes da iluminação pública.
Vemos a estrutura do letreiro da CRESA bem com o fundo dos galpões, junto ao muro do terreno a velha Rua do Túnel, transformada em uma pista lateral da nova Av.. Lauro Sodré.
Por fim vemos o letreiro da CRESA que infelizmente não é nítido nas informações pelo ângulo da foto, que é uma pena e também um grande paliteiro da rede de trolleys abandonada e também de um poste que sustentava a sinalização luminosa para uma passagem de pedestres que existiu até 1968.
Por fim o mais interessante é que a praça, planejada nos PA’s que quadruplicaram o Túnem Novo e que ficaria entre a Igreja de Santa Terezinha e os fundos da casa da Fazenda, com um prolongamento da Lauro Miller. Ou seja, ocupando quase toda a área onde sobe o shopping desapareceu dos projetos da prefeitura do PDF como milagre…. da Santa Casa…..
Fotos de Gyorgy Szendrodi



Luiz D´ comentou,
Mais uma história bastante interessante sobre a cidade. O que deve ter corrido de dinheiro por aí não deve ter sido fácil.
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18 de janeiro de 2012 às 7:35
Alcyone comentou,
Ótimo texto, Andre! Estou sempre aprendendo coisas novas, com essas aulas de Rio de Janeiro, ministradas por vocês.
As três fotos são muito boas, sendo que a primeira, achei espetacular. A igreja ficou bem escondidinha com o seu novo vizinho. A sua lateral, tão bonita, desapareceu.
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18 de janeiro de 2012 às 9:02
Helio Ribeiro comentou,
Eu gostaria de saber onde o Decourt consegue tantas informações sobre tudo.
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Luciane respondeu em janeiro 23rd, 2012 às 1:09:
eu também! gosto muito do site e me admiro com o conhecimento de todos aqui.
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18 de janeiro de 2012 às 9:21
Ricardo Galeno comentou,
Na última foto, na pista acima do túnel, tem um grupo considerado de gente. Hoje ali, acho que tem um clube/casa de show. Naquele tempo já existia?
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Andre Decourt respondeu em janeiro 18th, 2012 às 9:43:
Nunca houve, nem há nada ali em cima, apenas uma via que serve de retorno para a Urca para o Rio-Sul e para quebra a inclinação da Ladeira do Leme. Até hoje não descobria a finalidade dela ter sido aberta ainda nos anos 40
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Ricardo Galeno respondeu em janeiro 18th, 2012 às 9:56:
André, é que às vezes quando passo por ali tem sempre alguma festa. Existe uma construção ( http://g.co/maps/4rpr8 ) mas não sei o que é!
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Andre Decourt respondeu em janeiro 18th, 2012 às 10:11:
É uma cooperativa ou algo assim, o terreno é público, aliás não é terreno mas sim o topo do túnel
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Léo Mello respondeu em janeiro 18th, 2012 às 12:06:
SMJ, creio que era para facilitar o acesso de viaturas ao PO (ponto de Observação) que servia à artilharia de costa das Fortalezas do Leme e de Copacabana, situado no topo do Morro da Babilônia. Época de guerra, preocupações com a defesa do litoral.
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Rafael Netto respondeu em janeiro 18th, 2012 às 13:39:
Eu também tenho curiosidade sobre a origem da rua Carlos Peixoto. Se não me engano, antes do Rio Sul ser construído ela ia apenas até os fundos da igreja, ou talvez até onde é hoje a entrada do G5 do shopping. A parte superior da via foi feita depois do shopping já estar concluído.
Quanto ao local acima do túnel, é uma área cercada contendo uma quadra de esportes e algumas edificações, parece ser bastante antigo. Imagino que seja alguma agremiação recreativa. Há cerca de dois anos, transformaram em uma casa de shows de samba improvisada, mas tiveram que fechar por não terem alvará para isso.
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18 de janeiro de 2012 às 9:23
Derani comentou,
Pena que não dá pra ver a casa do “Solar da Fossa”, tinha curiosidade em saber como era esse famoso local.
Um verdadeiro paliteiro mesmo…
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Rafael Netto respondeu em janeiro 18th, 2012 às 11:50:
No livro lançado ano passado sobre o Solar, tem muitas boas fotos do local e arredores.
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Paiva respondeu em janeiro 18th, 2012 às 13:34:
Solar da Fossa: http://toninhovaz.blogspot.com/2010/01/extra-extra.html
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18 de janeiro de 2012 às 11:29
Rafael Netto comentou,
Enorme curiosidade de saber o que estava escrito naquele letreirão da CRESA!!!!
Não sabia que a Brascan fazia parte do mesmo grupo da Light pré-estatal.
O Rio-Sul se arrastou bastante. Já vimos (acho que o Tutu postou) um anúncio do shopping em 1978, mas ele só foi inaugurado em 1980 e a Torre só foi entregue em 1982. A construção foi tão importante que o edifício tem até uma placa de inauguração com nomes de autoridades. Será que rolou dinheiro público?
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18 de janeiro de 2012 às 11:50
Damasceno comentou,
Belas fotos! Um fato: tem lugares no nosso Rio que muitos cariocas nunca pisaram. Por exemplo, tenho um primo que nunca foi ao Corcovado e nem se interessa por tal. No meu caso eu nunca, verdade, passei por essa via encima do túnel. Agora estou curioso e quando for ao Rio vou matar essa curiosidade. Realmente a capela poderia ter maior visibilidade.
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18 de janeiro de 2012 às 14:29
Rafael Netto comentou,
Uma curiosidade, as duas primeiras fotos mostram sedãs Mercedes-Benz de cor clara, na primeira um modelo que devia ser bem recente indo para Copacabana, e na segunda outro mais antigo vindo para Botafogo.
Ainda na segunda foto, vê-se o Morro do Pasmado já livre da favela e coberto de mato, também havia uma grande construção na encosta visível logo acima da sede do Botafogo, o que seria aquilo?
Na terceira foto, um indício que já se usava a boca do Túnel Novo como espaço publicitário, estava em construção uma estrutura metálica em arco que provavelmente deveria ser para expor alguma propaganda.
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Andre Decourt respondeu em janeiro 18th, 2012 às 16:56:
Ali já era fora da área da favela que subia limitada por dois muros, tal como o Santa Marta, essa construção sumiu, certamente sua parte debaixo virou algum prédio.
A mercedes era bem forte no Rio nessa época e as importações ainda não eram proibidas a W-114 da segunda foto era um carro com no máximo 2 anos
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Rafael Netto respondeu em janeiro 19th, 2012 às 13:35:
Acho que esse é o da primeira foto. O da segunda foto seria um W110/111, aquele que tinha a traseira pontuda, um discreto “rabo de peixe”.
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18 de janeiro de 2012 às 15:41
Marco de Yparraguirre comentou,
Muito bom a texto e as fotos. Andre por favor qual foi o empresário que pegou dinheiro na Caixa para a construção do
shopping ? A cúria não recebeu nenhuma oferta pelo terreno
onde está a igreja?
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18 de janeiro de 2012 às 17:48
Gustavo Lemos comentou,
A Cresa pertencia ao empresário José Luiz Moreira de Souza, que também era dono da Bemoreira/Ducal. Foi ele quem construiu o shopping e a Torre Rio Sul. Com a intervenção do governo no Banco Independência/Decred, que pertencia ao grupo, a torre foi entregue como garantia da dívida e posteriormente repassada ao governo.
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Andre Decourt respondeu em janeiro 18th, 2012 às 22:47:
Pelo que sei Gustavo a Brascan assumiu a construção, possivelmente esse foi a razão do atraso nas obras. Mais uma dúvida respondida.
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18 de janeiro de 2012 às 18:00
Marco de Yparraguirre comentou,
Valeu Gustavo. Nós pobres mortais podemos fazer o mesmo
tipo de negócio?
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18 de janeiro de 2012 às 19:25
PauloZ comentou,
Conforme já dito anteriormente, quando o RIO-SUL começou a ser erguido o terreno pertencia a empresa (ou empresas) de José Luiz Moreira de Souza.
Eu tenho a impressão que o anúncio foi instalado no final dos anos 60. Esta estrutura pegou fogo umas duas vezes.
A DECRED foi sucessora da CRESA e parece lógico que Moreira de Souza adotou este nome pois tinha uma predileção por nomes de empresas iniciados pela letra “D”.
Eu não estou me lembrando da construtora que fez o RIO-SUL (teria que pesquisar), mas a MORRISON KNUDSEN fiscalizava a obra que era financiada pela caixa Econômica.
Não sei dizer como a BRASCAN entrou na parada, mas se não me engano com a venda da Torre o Moreira de Souza (ou quem o sucedeu) obteve lucro, depois de atendidos o Banco Central e a Caixa.
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19 de janeiro de 2012 às 1:02
Augusto comentou,
Mais uma aula, usando as fotos do Sr. Gyorgy. Tinha visto as fotos, mas com os esclarecimentos, fica bem mais fácil ver os detalhes.
Ônibus da Alpha, São Silvestre e CTC. Na foto 2, parecem ser ônibus da Braso Lisboa ao longe.
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Augusto respondeu em janeiro 20th, 2012 às 11:41:
Acabei de descobrir que a formatura do curso de Corte e Costura da minha tia, em 1957, foi na Igreja de Santa Terezinha, inclusive com uma foto batida do lado de fora da igreja.
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19 de janeiro de 2012 às 6:44
JBAN comentou,
Excelente postagem! As fotos do Sr. Szendrodi estão prestando um belo serviço, complementando o texto do André.
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20 de janeiro de 2012 às 9:59
Marco de Yparraguirre comentou,
Quem construiu o predio foi a Odebrecht.
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20 de janeiro de 2012 às 10:25
Vinicius comentou,
Nessa época ainda não existia o edifício Morada do Sol, que fica em frente ao Rio Sul, correto?
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20 de janeiro de 2012 às 11:56
LeonardoR comentou,
Os ônibus que aparecem:
Foto 1: Nenhum
Foto 2: CTC-GB e dois Braso Lisboa lá na frente
Foto3: Um Metropolitana Onuf da Alpha na linha 415, um Amigos Unidos (logo atrás) e mais atrás ainda, um São Silvestre.
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20 de janeiro de 2012 às 17:44
Henrique Pires comentou,
Posso dar alguns dados: o shopping e a torre eram um empreendimento do grupo Sparta (confecções)-Bemoreira-Ducal. A incorporadora era Capri Empreendimentos Imobiliários, que fazia parte do grupo. A Cresa-Decred eram o braço financeiro e como o investimento se mostrou maior que o grupo poderia enfrentar, houve a intervenção. Não lembro realmente se foi via Caixa. Acho que foi pelo BNH, por incrível que pareça, já que este era um banco de fomento à habitação e o projeto era comercial, mas àquela época, tais decisões nem eram questionadas… Depois da intervenção, os trabalhos realmente correram, com talvez dois mil operários em ação. De fato, a obra foi tocada pela CNO (Odebrecht) e fiscalizada pela Morrison-Knudsen. O concurso para o projeto de arquitetura foi vencido por Ulysses Burlamaqui (também autor, entre outras obras, dos antigos postos Shell do Aterro), acho que com a parceria de Alexandre Chan (autor da nova ponte da Cidade Universitária atualmente em construção). Que eu me lembre, a Brascan entrou depois do shopping funcionando, para concluir a torre, à medida que o governo saía do negócio (em 1982, o país foi ao FMI). Apesar de toda a “engenharia financeira”, as lojas da Ducal fechariam pouco depois…
Gostei de saber sobre a fazenda que pertencia à Santa Casa. Então, a Av. Lauro Sodré cortou essa gleba em duas, já que dela deviam fazer parte os terrenos do outro lado da via, onde estão a futura Casa Daros, os postos de gasolina e concessionárias da esquina da Góes Monteiro (onde a CNO, sempre ela, vai levantar um condomínio de prédios) e mais acima o Hospital S. José. Isso é correto?
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Andre Decourt respondeu em janeiro 22nd, 2012 às 10:18:
Exato a Santa Casa é proprietária de todo aquele naco de terra até o posto de saúde na esquina da Rua da Passagem, é o que sobra naquela área na mão daquela instituição de toda antiga fazenda, que abrigava também boa parte de Botafogo, Urca, P Vermelha etc.
Bem pelo que parece graças aos nossos comentárias quase todas as dúvidas que cercavam o empreendimento já foram desvendadas.
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PauloZ respondeu em janeiro 25th, 2012 às 17:54:
A presença da Caixa Econômica Federal, por mim citada anteriormente, se encaixaria, como uma luva, na explicação do comentarista acima, se a Caixa fizesse o papel do chamado “agente financeiro do BNH”. Creio que foi isso que ocorreu.
E se bem me lembro a Morrison-Knudsen era contratada pela CEF.
A contradição da ‘engenharia financeira’ desta portentosa obra do RIO-SUL (na ótica do cidadão contribuinte) está justamente no fato de que tanto para as empresas financeiras do chamado “grupo DUCAL”, quanto para a CEF + BNH interessava que o investimento na construção fosse crescente.
Certamente o grupo Ducal guardou este valorizadíssimo terreno na nossa cidade para a eventualidade de infortúnio em outras operações. E, como vemos, o RIO-SUL mostrou-se o “salvador” do grupo Ducal que, aparentemente, saiu superavitário ao final desta operação que construiu o RIO-SUL. Coisas da vida.
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21 de janeiro de 2012 às 23:58