Rua Buenos Aires – 1971
Continuamos na mesma região do post passado e o Sr. Gyorgy foca a Rua Buenos Aires da mesma maneira que focou a da Constituição, da esquina com o Campo de Santana.
A Buenos Aires é mais uma das duas de abertura praticamente expontâneo da cidade, possivelmente tento apenas algum plano de arruamento quando ultrapassou a antiga vala, invadindo as áreas das antigas chácaras. De início como outras nomeada de quarteirão a quarteirão, conforme seu morador mais notório ou estabelecimento mais conhecido, teve diversos nomes como “da Portuguesa, do Becão, do Ascênio” e os primais mais conhecidos ” do Padre Manoel Ribeiro” , da marinha até a Vala e “do Alecrim” a partir da Vala. Especula-se que do Alecrim estava relacionada com uma das primeiras empresas “saneadoras” da cidade, que alugava urinois e tronos e também o serviço dos Tigres para seu esvaziamento na praia mais próxima.
Mas foi com a construção do pequeno convento ou “hospício” construído pelo Capuchinhos atrás da igreja da Boa Morte que a rua ganhou um dos seus nomes mais duradouros. Inicialmente chamada de “De trás do Hospício” teve o nome abreviado por simplesmento Do Hospício, nome este que conservou até 93 anos atrás quando homenageou a capital da Argentina.
A foto nos mostra o prédio do TCE na direita e o início das demolições dos antigos sobrados que permitiram a construção do Ed. Garagem Wadih Kabarite, construído no bojo de uma anacrônica legislação que atrelava a construção de prédios novos no Centro a disponibilidade de vagas ou a construção de unidades para o parquemento exclusivo de veículos em lotes outros.
A rua apesar de não ter mais o transporte de carris mantem todas as suas características como a iluminação por cabos e não por arcadas ou postes na calçada como era comum nas outras vias dessa região. Em imagens antigas a Rua Buenos Aires contava com uma linha singela de bondes que terminou seus dias, já operada pela Light terminando na Av. Passos.
Ao contrário de hoje em que a rua é praticamente bloqueada ao tráfego na época a via escoava um bom volume de carros e ônibus além de servir de estacionamento, vemos também sinais de transito nas esquinas da República do Líbano/Tomé de Souza e mais ao fundo certamente com a Av. Passos, aliás quem vê a estreita via de hoje que só dá espaço para a passagem de um só veículo, comportar praticamente 3 lado a lado.
O passar do anos também modificou os sobrados, quase todos perderam as marquises que vemos nos anos 70 e alguns perderam ornamentos ecléticos voltando ao neo-clássico. A construção localizada logo após a empena de tijolos na esquerda, se localiza após a esquina com a Tomé de Souza construído por uma das caixas beneficentes ligadas à Igreja passa hoje por uma grande obra de restauro e é um dos mais importantes prédios desse pedaço da rua.
Dominando o horizonte além dos espigões que subiam na região da Rio Branco a torre da Igreja do Santíssimo Sacramento.
Foto de Gyorgy Szendrodi

Afranio comentou,
A foto é do início dos anos 70, e é quando começou a febre da loteria esportiva, lançada em abril de 1970. Em um pequeno trecho vemos duas lojas de loteria, sem fila, certamente não era dia de aposta. Os carros que aparecem na foto são um destaque a parte. O velho Citroen estacionado à esquerda da rua chama a atenção, mesmo para a época da foto.
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23 de janeiro de 2012 às 1:49
Augusto comentou,
Uma rua que parece mais estreita nos dias de hoje, tanto que nem imaginava já ter havido trânsito de ônibus por ela.
De cara, o Citroen se destaca à direita.
À esquerda, um ônibus da antiga linha 267, provavelmente Largo de São Francisco X Freguesia, da Redentor. Hoje, o ponto final é na Praça XV (a linha foi renumerada no final de 2010 para 346) e a linha foi estendida até Gardênia Azul. A variante para a Barra, via Linha Amarela e Rio das Pedras, é 343. As linhas atuais são da Transportes Futuro, pertencente ao Grupo Redentor.
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Rafael Netto respondeu em janeiro 23rd, 2012 às 13:24:
Eu fico impressionado quando lembro que várias linhas de ônibus faziam ponto final no Largo de S.Francisco e Rua Luís de Camões, desciam pela Andradas, entravam pela Buenos Aires, num pequeno trecho em mão invertida, saindo pela Uruguaiana. Isso até o início dos anos 90.
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23 de janeiro de 2012 às 7:42
Luiz D' comentou,
E o velho Aero também deve ser mencionado.
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23 de janeiro de 2012 às 7:51
LeonardoR comentou,
Excelente foto! Ainda se viam carros como o Citroen dos anos 50 nas ruas, mas isso aparece mais nas fotos do centro. Na Zona Sul, as fotos mostram carros mais novos.
O Aero também já tem seus quase 10 anos de uso.
Já o Cermava da Viação Redentor, na linha 267 – LS Francisco x Freguesia também chama a atenção. Nesta época a empresa estava iniciando a sua expansão em Jacarepaguá, tendo acabado de adquirir as empresas Cisiotar (636 e 748) e Nossa Senhora do Loreto (766) e viria em breve adquirir a antiga Ocidental (240, 241, 258), passando a operar na Grajaú x Jacarepaguá. Estava também em fase final de construção de sua garagem na Estrada do Gabinal.
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23 de janeiro de 2012 às 11:45
Rafael Netto comentou,
O Sr. György tirou várias fotos focando as ruas que chegam ao Campo de Santana, todas com um certo “zoom” que achata os planos e dá a impressão que os prédios do Largo da Carioca estão mais perto do que na realidade.
Algumas eu tive até dificuldade de localizar, achava até que a identificação “perto da Praça da República” estava errada.
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23 de janeiro de 2012 às 13:22
Derani comentou,
Na verdade a rua se estreitou mesmo. Uma das calçadas foi alargada.
Um inferno passar por aí hoje.
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23 de janeiro de 2012 às 15:37
Marco de Yparraguirre comentou,
Em que rua dobraria o Corcel vinho da foto coma seta piscan-
do. O que asusta é a mudança da legislação constantemente
no que se refere ao plano de obras da cidade. Cada governo
a muda ao seu bel prazer.
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23 de janeiro de 2012 às 16:02
Ricardo Galeno comentou,
Que diferença!
Lembro do sinal retangular!
Uma pergunta se a Buenos Aires e a Constituição davam mão para o Campo de Santana, qual rua fazia o papel de mão contrária?
Era a do Batalhão?
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23 de janeiro de 2012 às 16:05
Henrique Filgueiras comentou,
Andre, excelente trabalho. Te acompanho há vários anos. Coleciono tudo o que você faz e pesquisa. Mas uma pergunta que nada tem a ver com o post de hoje. Você que é morador de Copacabana há muitos anos me diga uma coisa: O posto 6 de Copacabana, onde está? Antes da reforma dos postos ele existia fisicamente? Não acho mais . O último posto da praia de Copacabana é o posto 5, quase em frente à rua Souza Lima, que pra mim era o início do posto 6. Existe o posto 7 no arpoador, o 8 , o 9 e todos os outros. Mas e o posto 6? Deixou de existir ou nunca existiu?
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Andre Decourt respondeu em janeiro 23rd, 2012 às 22:36:
Existia sim, ficava praticamente na frente da Rua Rainha Elizabeth, com a presença do Salvamar junto ao Marimbas acho que decidiu-se não instalá-lo. Aliás os postos clássicos mudaram de local, permanecendo o 2 como único no local correto na orla de Copa. O IV ficava na frente da Santa Clara e o V na Miguel Lemos. Lembro por fim que o I e o V são muito mais novos que os outros, construidos já nos anos 90
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23 de janeiro de 2012 às 21:22
Marco de Yparraguirre comentou,
Henrique Filgueiras , por acaso você trabalhou na Nuclen?
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24 de janeiro de 2012 às 9:28
Emilson França comentou,
Leonardo, a Redentor tinha muitos Cermavas na época, mas o da foto é um Caio Jaraguá.
Marco de Yparraguirre, o corcel vai dobrar à esquerda na Pça. da República em direção Av. P. Vargas. (hoje é inverso)
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1 de fevereiro de 2012 às 12:05