Av. 13 de Maio – Obras do Metrô, anos 70
O amigo Ricardo Lafayette, geógrafo, tem a salutar mania de quando possível tentar repetir nos dias de hoje fotos antigas para seu arquivo pessoal, além de fotografar grandes obras públicas em nossa cidade.
Em 2006 ele repetiu a nossa foto postada praticamente do mesmo ângulo mas de uma janela do Palácio Pedro Ernesto, ontem depois do desabamento dos Ed. Liberdade e do Colombo, além do pequeno prédio certamente da era Passos ele me mandou não só esta imagem como também as de 2006 e a triste repetição do dia de ontem em meio a muita fumaça, viaturas, ruínas e jornalistas. Mas em respeito a nossa linha do tempo posto apenas a mais antiga.
É uma pena a perda do Colombo um típico exemplar do Art-Déco, inclusive classificado como prédio representativo pela própria Prefeitura em seu Guia de Arquitetura, transcrevemos o verbete do Ed. Colombo: “Resquícios de típica decoração Art-Déco (frisos escotilhas) se misturam com caracteristicas modernas, como, por exemplo, a predominância de vazios sobre cheios, aqui restritos aos pilares estruturais e vigas de entrepiso” , o Colombo é de 1938 e pertenceu a apenas uma família que o conservava em bom estado, o que era atestado pela sua portaria de mármore multicolorido com um velho relógio redondo, típico do período.
A foto mostra o início da abertura das valas do cut and cover para a passagem do túnel entre a Cinelândia a Carioca, podemos datar nossa imagem pelo estado corroído das cúpulas do Municipal antes das reformas do governo Faria Lima, como a presença do prédio da Ordem Terceira no Largo da Carioca para a primeira metade dos anos 70.
A foto é esclarecedora de como as paredes da galeria do Metrô passam por perto das fundaçoes do Ed. Colombo e certamente das do Liberdade pois estão no mesmo alinhamento. Meu pai conversando comigo falou que alguns prédios nessa região tiveram que receber injeção de concreto em suas fundaçoes durante as obras pois havia ameaça de recalque das mesmas. Será que as obras nessa época provocaram um pequeno problema que com o excesso de peso ou corte de vigas, ou até mesmo a não eliminada explosão de gás no sub-solo provocado uma reação em cadeia ontem a noite e posto o Liberdade abaixo esmagando seus vizinhos?
Fica aqui a especulação

Rafael Netto comentou,
Eu tinha visto essa foto hoje de manhã em outro site. A digitalização não parece original, dá impressão de ter sido escaneada em resolução mais baixa e ampliada. A janela de tempo deve ser bem estreita pois as obras já tinham começado mas o edifício da Ordem Terceira ainda estava de pé. Quando seria isso? 1974?
Não acredito que o Metrô tenha contribuído para o desabamento, afinal o túnel está escavado há 35 anos. Acho mais provável a hipótese de negligência nas reformas do Ed. Liberdade. Pelo que eu soube, ele era construído em alvenaria estrutural, a estrutura de concreto não é capaz de sustentar o prédio sozinha, parte da carga é suportada pelas paredes. Sem saber disso (ou talvez sabendo, mas “achando que dava”) foram feitas muitas reformas, com abertura de inúmeras janelas na empena cega voltada para o Municipal e derrubada das paredes internas. Um funcionário do curso de informática que fazia a reforma disse ao Jornal Nacional que todas as paredes tinham sido demolidas e “não havia nenhuma viga” no pavimento em obras. O edifício talvez tenha aguentado alterações em um ou dois pavimentos, mas a insistência nessas intervenções fez a integridade estrutural chegar ao limite.
Fico mais triste pelo Ed. Colombo, “vítima inocente” da tragédia, que era mantido original e em boas condições pela proprietária, também entrevistada pelo JN, descendente do construtor do prédio e consciente de seu patrimônio arquitetônico.
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Andre Decourt respondeu em janeiro 27th, 2012 às 0:17:
Alvenaria estrutural com 20 pavimentos é meio difícil…. deveria ser de concreto armado
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Rafael Netto respondeu em janeiro 27th, 2012 às 14:13:
Pelo que eu entendi havia concreto armado, mas ele sozinho não garantia a integridade estrutural, o prédio dependia das paredes para se sustentar.
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Andre Decourt respondeu em janeiro 27th, 2012 às 14:28:
Acho difícil esse tipo de parede num prédio de 20 andares, ainda mais nos anos 40
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JBAN respondeu em janeiro 29th, 2012 às 23:27:
Falou-se muita bobagem. O prédio é de concreto armado. Parede estrutural uma ova.
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Camila respondeu em janeiro 28th, 2012 às 0:19:
Rafael, um predio de 20 andares em alvenaria estrutural, nao estaria de pé tantos anos depois de uma obra do metro no seu quintal, as expeculacoes de que as obras dentro do predio era ilegais pelo crea é um absurdo, pq quem trabalha na area como eu, sabe q nao é necessario uma licença para reforma, a menos que haja modificação de fachada ou acrescimo de area. O que nao foi o caso dessas reformas. Um predio daquela idade, e tendo como finalidade ser comercial, tem que ter planta livre, o que indica que as colunas do predio encontravam se na fachada, com isso as pessoas que disseram que nao havia colunas, quando derrubaram as paredes, estao certas. Para mim, se a questao foi a parede derrubada no 9º andar, o predio já deveria ter caida há um mes atras, e caido a partir do 9º, e nao do ultimo como estao dizendo. Acredito mais na historia da senhora que relatou ao vivo na globo, que nos anos 70 com as obras do metro, a estrutura foi abalada e mandaram colocar concreto, o que é dito neste site tb.
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JBAN respondeu em janeiro 29th, 2012 às 23:28:
O prédio nasceu residencial e foi convertido….
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27 de janeiro de 2012 às 0:14
PGomes comentou,
Vejam que há duas aberturas na lateral do ed. Liberdade, em foto mais recente tem maus de 20 entre janelas e condicionadores de ar. Claro que não foiisso que fez o prédio ruir, mas representa a falta de critério nas obras e reformas que fazem nas estruturas desses edifícios. Como não era a fachada, fizeram o que bem entenderam na lateral. Asiim dá para supor que fazem alterações nas estruturas internas dos prédios sem a menor noção do que isso pode acarretar na estabilidade.
Outra ação que fazem é usar as salas como depósitos de materias pesados como papel, por exemplo. As lages são progetadas para suporatar aquele determinado peso, excessos podem causar uma ruptura.
De todoa forma, um lamentável, mas evitável acidente.
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Andre Decourt respondeu em janeiro 27th, 2012 às 7:29:
Voto mais nessa hipótese de sobregarga na estrutura conjugado a algum outro menor problema estrutural, a combinação dos dois implodiu o Loberdade e infelizmente levou os outros dois prédios que não tinham nada a ver com a história
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27 de janeiro de 2012 às 1:21
Ellen Lima comentou,
Os predios que cairam aparecem nessa foto? Quais saum?
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Diogo Martins respondeu em janeiro 27th, 2012 às 9:47:
Ellen, respondi à sua pergunta mas o comentário ficou mais abaixo.
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27 de janeiro de 2012 às 6:13
Augusto comentou,
Foto muito boa. É do próprio Ricardo?
Cheguei a tirar algumas fotos deste mesmo ângulo, só que de mais baixo, das escadarias da Câmara, na época da reforma mais recente do Municipal.
Por falar na reforma do Municipal, ela poderia, de alguma forma, ter abalado as estruturas dos prédios vizinhos? A gente sabe que, oficialmente, a FRM não faz m…, mas quem sabe? Chegamos a especular, eu e meu irmão, algo sobre o Metrô.
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Andre Decourt respondeu em janeiro 27th, 2012 às 8:18:
A foto não é dele não, acho praticamente impossível as obras do Municipal terem provocado qualquer abalo.
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27 de janeiro de 2012 às 8:08
André Mendonça comentou,
Nas minhas andanças pela cidade fotografei o Ed. Colombo.
Vejam as imagens nos links a seguir:
http://www.pbase.com/andremendonca/image/85159880
http://www.pbase.com/andremendonca/image/85159878
Sds.
André Mendonça
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Andre Decourt respondeu em janeiro 27th, 2012 às 9:52:
O Colombo pelo menos externamente pode ser reconstruído, mas os materiais internos se perderam totalmente, pois certamente as jazidas dos mármores da portaria já estão extintas. Pelo menos se foi sem fazer nenhuma vitima em seus destroços, estava vazio na hora
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27 de janeiro de 2012 às 9:13
Marco de Yparraguirre comentou,
Sobrecarga é a hipótese mas plausível. Andre como se faz a perícia e quanto tempo dura a mesma, para saber o que realmente aconteceu? Dá pra acreditar nos laudos do estado,e
prefeitura?
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Andre Decourt respondeu em janeiro 27th, 2012 às 9:53:
A perícia nessa caso vai se alicerçar muito mais em depoimentos pessoais de destemunhas e na análise das plantas, sobrou pouca coisa para ser periciada do prédio
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27 de janeiro de 2012 às 9:41
Diogo Martins comentou,
Cara Ellen,
Em primeiro plano está o Teatro Municipal. Atrás pode ver o Ed. Colombo que desabou, tem uns 10 pisos, é marron claro e faz esquina. Por trás deste está o Ed. Liberdade, branco e com 20 pisos, o prédio estreito que desabou primeiro. Invisível na foto, estava o prédio com 4 pisos que também caiu, situado entre os outros dois.
Penso que é assim como referi.
Saudações de Lisboa.
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27 de janeiro de 2012 às 9:44
Diogo Martins comentou,
Caro André,
Obrigado e parabéns pelo seu site, é muito bom.
Tudo tem um lado positivo e, devido a esta desgraça, encontrei este sítio com a memória de quando o Rio era ainda mais belo…
Saudações cordiais de Portugal.
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27 de janeiro de 2012 às 10:07
Marco de Yparraguirre comentou,
Então nunca saberemos o que realmente aconteceu.
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27 de janeiro de 2012 às 10:08
Alcyone comentou,
É permitido a abertura de janelas na empena cega? O prédio não estaria apresentando rachaduras, caso a estrutura estivesse abalada? É só uma coincidência, as paredes da galeria do metrô, passarem tão perto das fundações dos prédios? Só tenho perguntas porque acho que nunca ficaremos sabendo as respostas da causa do desmoronamento.
Excelente foto e texto, Andre!
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Andre Decourt respondeu em janeiro 27th, 2012 às 11:12:
É permitido desde que haja por exemplo uma servidão de ar e luz entre os prédios. Mas sem nada é permitida somente a abertura de prismas e superfícies translúcidas, como janelas de tijolos de vidro e ventilações de gobogós.
Mas a abertura de janelas não autorizadas normalmente não saõ coibidas pelo poder público que só se preocupa com as fachadas, o protesto tem que ver do imóvel vizinho com o ajuizamento de ação judicial como a Denunciação de Obra Nova, passado o prazo para a abertura da ação a reversão é muito difícil, foi o que deve ter ocorrido no Liberdade. Que aliás por ser muito fino só deveria ter pilares nas extremidades e junto as escadas e poço de elevadores. Nesse caso a perfuração de vigas com a retirada de ferragens pode ser mais uma causa do enfraquecimento estrutural, mas continuo a acreditas que a simples remoção de paredes não derrubaria o prédio.
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Derani respondeu em janeiro 27th, 2012 às 12:10:
Ainda estou convicto de que foi colapso estrutural, ou seja vigas ou colunas cortadas irresponsávelmente.
Em edifícios não se fazem paredes auto-portantes (de função estrutural), só em casas.
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Alcyone respondeu em janeiro 27th, 2012 às 13:51:
Andre, não sei nada de engenharia mas não consigo entender, como um edifício raquítico, de 6 andares, como aquele que ficava entre os dois, pode levar abaixo consigo, um prédio grande como o Colombo. Volto a dizer que nada sei de engenharia mas fica a minha dúvida. Não estariam os três prédios já com as estruturas comprometidas?
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Rafael Netto respondeu em janeiro 27th, 2012 às 19:49:
Não tinha 6 andares, e sim 20!
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27 de janeiro de 2012 às 10:40
Ricardo Lafayette comentou,
André,
Trabalhando na Câmara Municipal, no Palácio Pedro Ernesto, e a alguns metros de distância do local onde ocorreu os desabamentos, estou sendo testemunha de toda essa loucura! Parabéns pelo post de hoje e as ricas informações sobre o local.
Mas preciso fazer jus a foto do seu post, enviada pelo amigo Jan Kruger, do site – http://www.caoscarioca.com.br/. – e companheiro do “Movimento o Metrô Linha 4 que o Rio precisa” – http://www.metroqueorioprecisa.com.br/tag/linha-4/.
Abração e parabéns mais uma vez,
Ricardo Lafayette
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27 de janeiro de 2012 às 13:22
Raul Félix comentou,
Reparem no canto direito da foto que ainda estavam de pé os antigos prédios do Jóquei Clube e do Derby.
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27 de janeiro de 2012 às 14:03
Rafael Netto comentou,
Decourt, você possui a revista Manchete “Rio Maravilha 74″?
Acabei de ver em um site uma imagem desta revista que mostra a construção do Metrô na 13 de Maio bem de perto, junto aos edifícios derrubados.
Nesta página tem fotos (não scans) dessa revista e muito mais coisa sobre o Metrô, algumas você já postou:
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=50569641&postcount=56
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Roberto Tumminelli respondeu em janeiro 27th, 2012 às 14:46:
Rafael,
tenho umas Manchetes sobre o Rio, vou ver se alguma é esta que vc menciona.
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Roberto Tumminelli respondeu em janeiro 27th, 2012 às 14:50:
Rafa,
acabei de ver o link. Tenho esta revista. Vou escanear a foto e postar.
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27 de janeiro de 2012 às 14:20
Andre Decourt comentou,
Rafa, escanei algumas imagens de um exemplar dessa edição, mas estava muito ruim, não escanei tudo. Esse link só vou acessar em casa, não abre aqui
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27 de janeiro de 2012 às 14:26
Roberto Tumminelli comentou,
Comparando esta foto com a que postei ( http://fotolog.terra.com.br/carioca_da_gema_2:452 ), podemos ver que o Liberdade perdeu o afunilamento dos andares superiores.
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27 de janeiro de 2012 às 14:46
Luiz D´ comentou,
Muita informação e muitas dúvidas. Acho que nunca se poderá ter certeza do que ocorreu. Os que sabem mais não vão querer falar.
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27 de janeiro de 2012 às 17:41
Luiz Fernando comentou,
Uma senhora, moradora há 38 anos, no prédio em frente, declarou na TV Globo, numa entrevista, que durante as obras do metro, houve um afastamento de mais ou menos um palmo (+ ou – 20 cm) no prédio de nº 44. Precisamos levar em consideração tal declaração, pois o deslocamento ao lado do prédio nº 6 da Almte.Barroso, nos faz afirmar que o abalo na estrutura poderá ter sido na viga frontal do lado esquerdo do mesmo, ou seja, no lado do prédio menor. Com o passar dos anos a trepidação do metro poderia ser o agravante deste acidente. É o que eu penso e acho que isto deveria ser investigado.
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Andre Decourt respondeu em janeiro 27th, 2012 às 23:00:
Mas vai ser muito mais fácil culpar a obra, interna e de reforma, pelo desabamento do prédio. O engenheiro que fez outras obras no prédio já confirmou que não havia pilares no meio do prédio, todos eram na fachada, divisas ou fundos. Também que não havia vigas, o prédio era um grande cubo estrtural com o interior em praticamente vão livre, pois era bem estreito. Até as janelas abertas na empena cega, estão culpando…. é mais fácil….
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Andre Decourt respondeu em janeiro 27th, 2012 às 23:38:
Aqui está o vídeo da entrevista http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=IdUPbIM0o3M
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Rafael Netto respondeu em janeiro 27th, 2012 às 23:52:
Eu acho que nenhum dos fatores sozinho foi responsável pela queda do prédio. Acho muito pouco razoável que a construção do Metrô em 1973 só tenha provocado consequências quase 39 anos depois. Também pode não ser razoável que a simples abertura de janelas, ou derrubada de paredes, causasse o colapso estrutural. Parece que o desabamento foi o conjunto disso tudo: um prédio que já estava desnivelado, com paredes (que ajudavam a sustentá-lo) comprometidas, e submetido a obras que abalaram sua estrutura.
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Andre Decourt respondeu em janeiro 27th, 2012 às 23:59:
Rafa, a Cora Ronai morava desde criança num prédio aqui na minha rua. Quando da abertura da segunda galeria do túnel velho o prédio sofreu um pequeno abalo, nada grave. Ainda mais porque ele ficava quase na pracinha, muito longe das obras, mas parece que o solo turfoso propagou as ondas de choque das explosões. Só que esse pequeno abalo fragilizou tanto o prédio, que 20 anos depois, por volta de 1988, ele teve que ser vendido e demolido, pois corria o risco de ruir, totalmente desnivelado e inclinado….
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27 de janeiro de 2012 às 22:23
Augusto comentou,
Post duplo (foto de 2009) em http://fotolog.terra.com.br/delfos:215
Acho que também tenho a tal revista Manchete de 74 que o Rafael e o Tumminelli falaram. Tenho que dar uma catada nas minhas coisas.
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27 de janeiro de 2012 às 22:49
Claudio comentou,
Uma foto de junho-2010 mostra a empena cega com várias janelas e o infeliz vizinho menor também sepultado na irresponsabilidade que provavelmente nunca será esclarecida.
http://www.edificiobrasilia.com.br/images/100608-06.jpg
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28 de janeiro de 2012 às 0:36
Luiz Fernando comentou,
André, eu trabalhei durante 3 anos (91,92 e 93) no nº 44 e o que o engenheiro da TO diz é verdade, eu testemunho, lá era uma lage corrida e de alvenaria só havia o banheiro. Não havia vigas nem pilares internos e a lage no seu total, acho eu, não passava de 100 m2. Quanto ao tempo, 39 anos, da obra do metro não isenta a possibilidade da trepidação, aos poucos, agravar a estrutura, se essa, já estivesse comprometida.
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28 de janeiro de 2012 às 9:01
Marco de Yparraguirre comentou,
http://oglobo.globo.com/videos/t/todos-os-videos/v/selecaooglobo/1784254
Andre: Permita-me enviar o plano contra enchentes na região da Praça da Bandeira e outros bairros. Espero pela sua análise
e de outros analistas.
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28 de janeiro de 2012 às 9:55
Luciana Caminha comentou,
O que me impressiona nesse caso, foi a entrevista dessa senhora que vive há mais de 30 anos no local, não ter sido levada em consideração, nem da imprensa e nem dos técnicos e engenheiros envolvidos. Pois sua declaração é bastante idônea, como testemunha e sem nenhum interesse no caso a não ser o fato de morar próximo ao local dos desabamentos. Isso me causa muita estranheza, mas na verdade o que penso é que o Metrô é intocável. Levantar essa hipótese não seria bom numa época como essa em que o metrô avança até a Barra, correndo contra o tempo, para fazermos bonito durante a Copa e Olimpíadas!…Isso iria de encontro aos interesses públicos. Mas depois de tanto estrago,( o prédio esfacelou!) como iriam encontrar provas de que o prédio foi abalado primeiramente pelas obras do metrô? Só se isso estiver em arquivos do CREA, ou de Jornais(se foi noticiado na época). Acho que caberia pelo menos uma pesquisa sobre o assunto.
Adicionando mais um detalhe a essa hipótese, o Metrô ao passar por baixo de certos lugares, ele causa uma trepidação.Na Facha, faculdade onde estudei, isso era sentido. Se essa estrutura já não estava 100%, a proximidade pode ter criado uma fragilidade na estrutura até seu rompimento, bom sou leiga, mas acho que foi um conjunto de fatores. E não um só, como aberturas de janelas…
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Roberto Tumminelli respondeu em janeiro 30th, 2012 às 0:55:
Luciana,
eu tb estudei na FACHA e reitero o que voce falou sobre a trepidação nela quando da passagem do trem do metro.
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28 de janeiro de 2012 às 15:43
Marcio Fiocchi comentou,
Foi um acidente lamentável, e o pior é que mais uma vez a culpa pode ter sido pelo descaso, não só dos governantes/entidades que não fiscalizaram, mas nosso tambem quando não denunciamos uma construção que nos pareça irregular, é incrivel a quantidade de janelas que foram abertas na empena cega desse edificio, com certeza a mexida na estrutura do predio deve te-lo afetado, assim como aconteceu com a sustentação das torres gemeas e elas cairam, vai caindo um chao sobre o outro, alem dessas aberturas, o excesso de peso não previsto, eu ouvi numa rádio uma pessoa dizendo que não sei se no mesmo dia ou algum anterior, no corredor aparecia pedaços de reboco, provavelmente caindo pelo poço do elevador, eu acredito na hipotese de se estarem abrindo as paredes, as empresas fazem isso indiscriminadamente no centro da cidade, predios que tem paredes, em tese, necessitam delas, os predios comerciais que não tem parede se utilizam de divisorias, eu conheço vários predios que são assim.
Uma coisa que eu costumo fazer e muito é sempre admirar os predios, olhar pra cima seja onde for…as pessoas não tem o costume de olhar pra cima, é uma verdade… se fizerem isso no centro do Rio, verão muitas coisas absurdas, das piores, imensas unidades evaporadoras de ar condicionado split dependuradas na fachada de varios predios, algumas assustadoramente enormes…sabe-se lá como aquilo foi preso ali e se está seguramente firme!
alem disso, outra coisa me causou espanto, após esse acidente quando estive na área pra ver como estava tudo, fiz o que costumo fazer, observar os predios e percebi no alto de dois edificios da rua 13 de maio, os que ficam em frente ao Theatro uma especie de ‘ligação’ entre eles, como se fosse uma passarela ou algo do genero, alguem sabe o que seria? consegui uma imagem bem precaria no street view.
http://g.co/maps/53afw
pergunto, foi feito algum calculo pra se ter aquilo lá em cima, me parece que é uma coisa muito improvisada… gostaria de ter pouco mais de coragem de ir com minha camera até ali pra tirar mais e melhores fotos disso de ficar de bobeira com ela ali batendo as fotos.
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28 de janeiro de 2012 às 15:52
Guilherme comentou,
Todas as hipóteses tem que ser analizadas, certamente o desabamento do Edifício Liberdade não foi causado por único fator. Tem um somatório de fatores que levaram o prédio a desabar e muitos são os responsaveis.
Fico muito surpreso quando um Presidente do CREA, CAU ou Clube de Engenharia, em rede nacional fica apontando um determinado fator, com obra no nono andar e abertura de janelas laterais como causa mais provável.
Estão querendo achar um responsável ou que alguem pague a conta. Todos os andares do Liberdade ao longo dos anos sofreram alterações e reformas, a obra do metro também pode ter afetado a fundação.
Toda estrutura de concreto precisa de inspeção e revisão, pois com os anos tricas podem surgir com a acomodação do solo e sobrecarga, principalmente uma estrutura com mais de 70 anos.
Uma estrutura de concreto armado certamente antes de desabar teria apresentado algum sinal de problemas, como tricas e “flexas” nas lajes. Como ninguém percebeu?
Veja o caso do Palace, não sou defensor do Sérgio Naia, só sei que o Palace antes de desabar vinha dando sinais de problemas estruturais e ninguém tomou providência (CREA, Prefeitura, Moradores, Policia, etc), pois a rsponsábilidade era da Construtora. Na minha opinião se não fosse a pressão da TV Globo, 48 famílias ainda poderiam estar morando no Palace, pois a torre que foi implodida cabia um reforço de estrutura, a um custo infinitamente inferior, pois o problema não era o dimensionamento da estrutura e sim de execução.
Por sorte a tragedia não foi muito maior, pois aconteceu fora do horário comercial, só sei que dentro de alguns meses ninguém vai mais lembrar do caso, exceto os envolvidos direto, e muitos prédios antigos, não só no Rio, vão ficar esquecidos expondo todos ao risco.
É muito fácil os órgãos públicos exigirem que cidadão cumpra a sua parte, tentem tirar um alvará de reforma em qq Prefeitura, se for pelo tramite legal, sem uma “propina” ou um “padrinho” esqueça, pois seu alvará nunca vai sair.
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29 de janeiro de 2012 às 15:00
Luana Albuquerque comentou,
Ola, nossa adorei o site … Muito inteligente e interessante!!! Concordo com tudo que você disse nesses comentários!! Quero fazer uma pergunta , quando terá mais notícias ?? Mais atualizações?? Sobre o acidente ?? Bjs obrigado
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29 de janeiro de 2012 às 20:27
JBAN comentou,
Nota dez: Postagem e comentários.
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29 de janeiro de 2012 às 23:36
Sirléa Leal comentou,
Quanta dor, quanta tristeza meu Deus !!!
Como carioca , penso que deveria ser construído no local do desabamento, onde ficara erguidos
outrora ,os edifícios que ruiram ,um monumento lindo, cheio de luz, verde ,águas cristalinas em memória às vítimas, para serem lembradas com respeito por todos, inclusive os turistas e com saudade pelos entes queridos que aqui ficaram…
Lamentável tragédia, grande dor.
Só mesmo o Senhor Jesus para derramar o Seu bálsamo sobre cada coração enlutado, trazendo o refrigério para cada um.
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Andre Decourt respondeu em janeiro 31st, 2012 às 23:43:
Na minha opinião um novo prédio deve ser erguido no local, apagar as cicatrizes urbanas, um monumento só servirá para ficar abandonado e criar mais decadência para o local
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JBAN respondeu em fevereiro 1st, 2012 às 0:08:
Mãe do céu……
Mais um monumento para viver ao abandono, cheio de mendigos e com cheiro de urina?
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31 de janeiro de 2012 às 0:01
Luana Albuquerque comentou,
Olá, boa noite
Gostaria de saber André se você teria algum email de contato??
Sou esposa do diretor-presidente da TO-BRASIL, e li suas reportagens sobre a tragédia da avinida treze de maio no dia 25 de janeiro de 2012.
Estamos sendo injusticados e precisamos muito de pessoas como vocês desse site que publicao essas reportagens sobre o Edificio Liberdade!
Você teria algum email de contato que pudéssemos nos falar melhor?
Desde já fico agradecia, beijos!!!
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Andre Decourt respondeu em fevereiro 14th, 2012 às 23:35:
Aqui está: contato@rioquepassou.com.br
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14 de fevereiro de 2012 às 19:52