O Sr.  Gyorgy Szendrodi  nos brinda com suas fotos com a revelação de mais um dos detalhes perdidos da história;  um dos locais onde a fonte Do Amor à Lira esteve antes do seu pouso atual na Praça Estado da Guanabara, criada com a efetivação do PA da Av. Nilo Peçanha na primeira metade dos anos 70 com a demolição do velho prédio da Willys Gastal ( http://www.rioquepassou.com.br/2011/11/30/rua-sao-jose-esq-av-rio-branco-1971/  ).

A fonte uma das típicas obras da fundição Val D’osne de autoria de  Eugène Louis Lequesne tinha, como vemos pelas suas bicas, a função de fonte pública de água  nos tempos que o abastecimento não era tão universal como hoje, tais como as famosas fontes Wallace.

A Amor à Lira é mais uma das vítimas da famosa “dança dos monumentos” na cidade onde até mesmo a FPJ, órgão municipal responsável pela guarda e manutençao desses monumentos tem seus registros falhos, fora as ínumeras peças que simplesmente sumiram, sendo furtadas ,ou simplesmente descartadas como sucata ou lixo por administrações passadas, notadamente nos destrutivos e sem memória anos 50.

Na nossa foto  vemos que a fonte servia de banheira e bebedouro aos  “ratos de asa” que infestam vários pontos nessa cidade. O cruzamento pela fácil vida dessas aves transformou o que vemos na foto, pombos de várias plumagens, em raridade, hoje só há pretos pela prevalência dos genes dominantes numa população estagnada.

Vemos na foto a decoração de natal da Av. Rio Branco, decoração esta que se estendia por diversas vias da cidade, sendo certamente os objetos mais simpáticos as árvores de natal do Aterro, sumidas desde 2007, quando pelo visto a prefeitura decidiu concetrar tuda na brega árvore da Lagoa.