Na segunda passada, dia 13 aconteceu, praticamente sem nenhum anúncio por parte da imprensa, a Audiência Pública para se apresentar o projeto do governo do estado para a Linha 4, não o projeto já consagrado, mas sim mais uma cara gambiarra pretendida.

Além do silêncio para com a realização do evento o local também chamava a atenção, um centro comunitário na Favela da Rocinha, que não será afetada pelas obras e a estação mais próxima é a única que respeita os planos originais. A motivação deste local vai desde a dificuldade de acesso bem como a possível contratação de uma claque para defender os interesses do governo, algo bem comum de ser usado por políticos mediocres e populistas.

Mas os dois parágrafos acima são apenas o aperitivo para o verdadeiro show de horrores administrativos apresentados pelo Sr. Júlio Lopes ( sim depois dos corpos de Santa Teresa bem frios ele sai de seu esconderijo) e equipe . Primeiro não se apresentou nenhum croqui da estação anexa da Gal. Osório que teve sua obra iniciada de forma irregular há algumas semanas, bem como da  Estação Gávea , sendo novamente omitido de quantos níveis ela terá e pasmem do traçado de todo o trecho que passa pelo Leblon !!!!!!!!!!!!

A motivação para o abandono do trajeto projetado há décadas também permaneceu nebulosa, alegava-se novamente o já “fantasmagórico e espectral”  estudo de demanda feito pela FGV, que mais uma vez não foi mostrado. E embora se sonegassem estas informações, a turma da Sec. de Transporte afirmava que tudo estava na página de internet do INEA, ao ser instado onde e em que link o Sr. Júlio Lopes falou para os presentes usarem o google, num verdadeiro escárnio com o contribuinte, com a cidade e os presentes, o que mais uma vez escancara a personalidade de quem, numa verdadeira carnificina provocada pelo abandono de um sistema de bondes, falou com os corpos ainda cobertos por plásticos pretos que a culpa era do motorneiro, convenientemente um dos mortos.

Já a obrigatoriedade para fins de licenciamento de pelo menos dois trajetos alternativos, foi novamente ultrapassada sem respostas por parte do secretário.

Quando instado sobre o que será feito quando as estações Gal. Osório e Cantagalo forem fechadas ( !!!!! ) durante as obras, novamente se fez silêncio, o que demonstra que não há preocupação com os impactos viários no Bairro de Copacabana e nem aos usuários do sistema.

Arguído de como se operará o surreal Y na Gávea, novamente foi falado que está tudo estudado, mas não se falou nada, mais uma vez !!!!!!!

Chama também a atenção a omissão da prefeitura do Dudu que não mandou um só representante, embora as obras irão afetar áreas públicas tombadas pelo município,  afetar o transito, implicar na mudança de redes de águas pluviais, remoção de árvores etc….. tudo muito conveniente, tipico de verdadeiros comparsas.

Portanto ao que vemos possivelmente nem a Sec. de Transportes sabe o que está fazendo, o importante é tentar cumprir uma meta olímpica, para que nos 20 dias de jogos trens andem em baixa velocidade nesse surreal aborto metroviário, para nunca mais funcionar a contento, só com caríssimas correções para a alegria da máfia da fetranspor.

Dia 27 de fevereiro, segunda feira após o Carnaval, será feita mais uma audiência pública, desta vez do Colégio André Maurois, na Gávea, onde será uma das últimas oportunidades de enfrentar cara a cara o Sr. Júlio Lopes, certamente estarei lá, e a presença de todos os interessados em um metrô que atenda a todos será obrigatória !!!!!