Há uns bons anos publicamos duas foto-montagens do que seria o Túnel Leme-Praia Vermelha ( http://www.rioquepassou.com.br/2004/07/30/tunel-lemepraia-vermelha-i/ e  http://www.rioquepassou.com.br/2004/07/31/tunel-lemepraia-vermelha-ii/ ), que fazia parte do projeto de retirar praticamente todo o tráfego de passagem de Copacabana, juntamente com o Túnel Botafogo-Ipanema ( http://www.rioquepassou.com.br/2004/04/12/auto-estrada-botafogolagoa-i/ , http://www.rioquepassou.com.br/2004/04/13/auto-estrada-botafogolagoa-ii/ e http://www.rioquepassou.com.br/2004/04/14/auto-estrada-botafogolagoa-iii/ ) pois na época considerava-se Copacabana como a principal rolha do tráfego que viria da Barra da Tijuca rumo ao Centro, por isso a proposta era eliminar todos os sinais de transito de Ipanema até o Castelo, isso para quem ia para o Centro, pois os que se dirigiam para o Perimetral, Gasômetro e Av. Brasil teriam por muitos quilômetros via expressa aberta.

Pois ao ver as fotos do Sr.  Gyorgy Szendrodi descobri a área de acesso ao túnel não urbanizada como a boca de uma das galerias pintada no costão do Leme ( melhor percebida em alta definição, obtida ao clicar nas imagens). Vemos que além da falta de urbanismo a iluminação pública avançava para a área de terra como se o canteiro central fosse continuar até a pedra. Além disso o velho calçadão e a velha avenida ainda sobreviviam naquele pedaço, que realmente estava em compasso de espera para a realização ou não do projeto, que pouco depois foi sepultado.

É de se pensar que essas obras viárias vinham acompanhadas de um forte investimento na construção do metrô, inclusive com verba no orçamento “travada” diretamente para o investimento no sistema do metropolitano da Cidade Estado.

A especulação é livre, mas o que seria do deslocamento na cidade se além do metrô, construído de acordo com o cronograma do início dos anos 70 tivéssemos todas as obras viárias planejadas nessa época realizadas. Certamente a dinâmica da cidade seria outra.