Nossa foto de hoje da coleção do Sr. Carlos Dufriche mostra o Ed. Erlú e ao seu lado o Ed. Tietê ainda em construção, possivelmente em 1935, por vermos junto as construções os protótipos da iluminação implantada na orla em 1936, ainda com base e cor diferentes das remanescentes em estado de ruína que teimam em sobreviver ao descaso municipal.

Mas o personagem principal é o Ed. Erlú, posto a venda semana passada por seus proprietários e claramente ameaçado pela especulação imobiliária, pois a possibilidade dele ir ao chão é de mais de 90%. Enquanto a ”sopa de letrinhas“ esfrega as mãos a cidade pode perder um dos seus mais bem conservados prédios em estilo Art-Déco da orla da Z. Sul.

O fato de ter sido a vida inteira de uma só família, o salvou das alterações perpetradas por proprietários de unidades autônomas  destruírem a volumetria do prédio com fechamento das varandas, trocas de esquadrias por de vidro fumê, puxadinhos no terraço, portarias de porcelanato etc…. Mas ao mesmo tempo é sua sentença de morte, pois as demolidoras, disfarçadas de construtoras, depois de algumas “boas” experiências desastrosas na compra de prédios com vários proprietários tem preferindo virar as suas presas para esse tipo de prédio.

Infelizmente a possibilidade de termos alguma bodosa construção de vidro colorido, de no mínimo a altura do Ed. Regina Feigl é mais que premente, e que se dane o contorno do Morro da Babilônia por de trás, pois tanto nosso prefeito como nosso governador são agentes da especulação imobiliária e um possível tutelamento do Ed. Erlu está praticamente descartado.

Aqui está a conservadíssima vítima, pronta para o abate dos pilantras http://g.co/maps/s2kga