Em foto do Sr. Gyorgy Szendrodi vemos a praça Sarah Kubitschek, possivlemente um dos logradouros mais improvisados e esquecidos de toda a Z. Sul, que nem PA possui.

Ao analisarmos mapas antigos vemos que a área onde hoje está só não a praça como um conjuto de 4 prédios, antigamente 5,  estava intimanente ligada ao antigo Hotel Belvedere ( http://www.rioquepassou.com.br/2010/08/19/hotel-belvedere-um-triste-exemplo-de-fagocitacao-do-tecido-formal-da-cidade/ e http://www.rioquepassou.com.br/2011/10/24/hotel-belvedere-anos-50/ ) que possuia seu principal acesso por uma escadaria ou rampa que ligava a construção principal à Av. Copacabana, que desembocava em uma grande área demarcada e vazia junto a Av. Copacabana, há também um PA cancelado dos anos 30, que indica que a área fronteira ao hotel  foi arruada, com uma via que partia da Rua Saint Romain e acompanhava grande parte da área hoje favelizada, com 34 lotes, todos com testada de 30 metros e o na vertente do morro com profundidade de até 170 metros, com a via de 12 metros de largura. Embora  toda a linha de fachada estivesse na cota 85 o PA foi cancelado, tratava-se de área expropriada em 1945 e certamente essa combinação foi o estopim para a galopamente favelização do local.

Nos anos 30 os 4 pioneiros prédios surgiram ao lado do H. Belvedere, possivelmente em seus terrenos, todos de inspiração déco e no final dos anos 40 subiu o Ed. Andraus, construído nos fundos do Ed. Líbano (http://www.rioquepassou.com.br/2008/07/11/pegadinha/ ) Nos anos 50 com o indício de construção de mais um prédio na área vaga na frente do Ed. Andraus houve uma movimentação popular e a PDF desapropriou o local fazendo ali uma praça, que pelo que vi não existe como Projeto de Alinhamento nos arquivos da prefeitura, um verdadeiro absurdo, pois em tese não é um logradouro público.

Certamente para contra-balançar a perda da praça Santa Leocádia nos anos 30 criou-se a praça ( http://www.rioquepassou.com.br/2004/07/02/inauguracao-da-praca-sara-kubichek/ ) mas como falamos em 2004 ela nunca pegou e sempre teve problemas de uso, não obstante as várias formas que ela teve ao longo dos anos.  A ausência de um PA torna ainda mais curiosa a demolição nos anos 90 do prédio déco que vemos na direita da imagem, construído certamente  na mesma época com azulado ao fundo e o que subsiste mais a direita, e que não aparece na foto ainda mais se observarmos que entre os dois imóveis citados há um dos anos 50 com cara de ser composto de apartamentos conjugados. O prédio demolido ainda possuia portaria virada para o que seria a praça e fundos para o dos anos 50, como que se a prevesse ou então desse frente para a servidão do Belvedere e fundos para uma área de servidão ou terreno, lembrando que o prédio dos anos 50 foi construído com a mesma orientação do prédio demolido, ou seja uma grande confusão urbanísitica.

Vemos que os barracos da favela ainda estavam no topo do morro e que lá ficaram todo os anos 70, descendo o morro e colando nas construções da cidade formal nos anos 80 e 90, ocupação essa fomentada pelo ignóbil poder público e a politica populsita que até hoje grassa em nossa cidade.

O mesmo local hoje: http://g.co/maps/vfrb3