Nosso parisiense governador quer dar um presente para Copacabana, será a cereja do bolo depois de esticar a linha 1 do metrô garantindo aos moradores do bairro que não vão conseguir mais entrar dentro dos trens, como aliás quase todos os da Z. Sul, pois transformou o que deveria ser uma rede com várias linhas num linguição.

Mas voltando a cereja do bolo, nosso governador, com o mutismo de seu títere, o prefeito do Rio, decidiram, de forma unilateral, para variar, que os postos de gasolina da Av. Atlântica atrapalham o turismo, a vista, o lençol freático e etc. e vão removê-los daqui a menos de um mês. Isso deixará o bairro mais adensado do país com apenas um posto, pois considero o da Francisco Otaviano muito mais para Ipanema do que para Copacabana. Seria até uma medida interessante, se o bairro nos últimos 25 anos não tivesse perdido 4 grandes postos junto as suas principais saídas ou entradas. Um na Av. Princesa Isabel, dois na Figueiredo Magalhães e por fim o do Corte do Cantagalo.

Alegam que vão reconstituir o planejado po Burle Marx, mas essa foto do Sr. Gyorgy Szendrodi mostra que os postos, com excessão ao do Leme, foram inseridos junto com as obras de ampliação da avenida, como vemos aqui o do Posto II já pronto antes mesmo das pistas sentido Posto VI estarem 100% liberadas e a velha Atlântica desativada.

O que mais causa espanto é que o governador tão preocupado com o visual da avenida e o desenho de seus calçadões  CONSTRUIU UM PUXADINHO DA ELEVATÓRIA DO PARAFUSO NO POSTO V, O COLOCANDO POR DE CIMA DO CALÇADÃO TOMBADO, para completar a obra pintou toda a elevatória que antes tinha estilo brutalista, com cor de concreto aparente para interferir o mínimo no visual de BRANCO, AZUL E VERDE e ainda ENCHEU DE PROPAGANDAS DA CIA. ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTO. Num claro afronta a lei orgânica do município que proíbe publicidade na orla.

Fora isso a prefeitura também colabora com o calçadão de Burle Marx, ENFIANDO SOBRE AS PEDRAS PORTUGUESAS UM HORROSO CONTEINER DO “cHOQUE DE oRDEM” na esquina com a Rua Sá Ferreira. Fora isso temos o empachamento da orla pelos inúmeros quiosques dos modelos novos e velhos, sem falar os palcos e arenas esportivas montados a exaustão nas areias do bairro.

Além disso a prefeitura mantém torpemente a manutenção de dois camelódromos, um no Posto V e outro no Lido, com a desculpa de se tratar de feira de artesanato, algo que esses dois muquifos deixaram de ser há décadas.

Fora isso certamente um levantamento do lençol freático da praia, mesmo junto aos postos certamente achará muito mais coliformes fecais que vestígios de hidro-carbonetos, pois o interceptor oceânico, bem como as galerias de esgoto do bairro começam a demostrar pela idade e falta de manutenção problemas de vazamentos. Basta verificar que há trechos de árvores mortas ou inexistentes, a partir da Elevatória do Parafuso, onde a tubulação fica mais aflorada, passando pela rua Souza Lima, Francisco Sá e Gomes Carneiro, fora os constantes desabamentos e afundamentos na Gomes Carneiro.

Portanto aproveita-se de mais uma herança nefasta da fusão, de se termantido áreas estaduais no meio de logradouros municipais para se advogar em nomes de interesses nebulosos, e passando mais uma vez sobre os moradores do local.