O metrô do Rio, estupidamente mal gerido pela atual concessionária, e inocuamente fiscalizada pelo omisso governo estadual e sua inútil agência reguladora, mais preocupada em abrigar compadres não para de dar ao carioca esclarecido péssimas surpresas.

Os novos trens comprados na China, que deveriam ter chegado aqui há pelo menos 4 anos atrás já levantavam suspeitas sobre uma possível ineficiência no sistema de tração, pois ao contrário dos Mafersa, dos anos 70, e dos Alston, dos anos 90, foram encomendados sem seguir as especificações técnicas do metrô do Rio, de ter os carros totalmente indepentendes entre sí, inclusive na tração, todos os carros são motores e os do meio da composição só diferem dos da ponta pela ausência da cabine de controle. O trem importado é uma peça única, sem divisões e com motores apenas nas pontas, ou seja, não se pode como os trens comprados por técnicos de verdade serem modulados em composições de 8, 6, 5 carros.

Mas agora indícios de uma grande burrice começaram a ser mostrados por internautas nas redes sociais, todas as plataformas do sistema estão sendo serradas na “maquita” na calada da noite, algo que pode ser claramente visto pelos adesivos de orientação para os usuários que estão inclusive estão sendo cortados junto com o concreto e o granito e pela poeira e até mesmo entulho que vem sendo deixado nas vias tal o açodamento do serviço. Em algumas estações como na Siqueira Campos que é em suave inflexão até mesmo o acabamento das pilastras no centro da estação está sendo desbastado.

No que se conclui que os novos trens trazidos pela atual concessionária com o aval do atual governo do estado e seu homicida secretário de transporte SÃO MAIORES QUE A LARGURA PLANEJADA PARA AS ESTAÇÕES E PARA OS TRENS  em outras palavras, NÃO RESPEITAM O GABARITO E AS ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MAIS DE 40 ANOS, um verdadeiro absurdo que mostra que o que deveria ser o principal modal de transporte da cidade está sendo tratado de modo leviano, irresponsável e criminoso, e além de nosso dinheiro está sendo mais uma vez jogado no lixo o usuário é exposto a mais um fator de risco.

Nas estações em curva que existem no sistema o vão entre o trem e a plataforma já é considerável engolindo facilmente as penas de uma criança como ficará com esse desbaste de pelo menos mais uns 10 cm na plataformas. Além disso há todo o sistema de sinalização e iluminação nas galerias e uma das vantagens do sistema sobre trilhos é que essa tolerância pode ser mínima, será que isso também éstá sendo “modificado” na surdina???

Se estivéssemos em um país sério e num estado menos venal esses trens encomendados e entregues na medida errda, com certeza causariam a perda da concessão da operadora do sistema, ainda mais pois este não é um fato isolado dos constantes problemas do sistema.

Há alguns anos vemos falando que um acidente de grandes proporções se avizinha do metrô do Rio e a concessionária junto com o poder concedente ao contrário de mitigar o risco o abastecem cada vez mais.