Nossa foto de hoje mostra o Copa durante as obras de transformação da orla do bairro, com a duplicação das pistas, instalação do interceptor oceânico e o grande aterro hidráulico que levou a orla mais de centena de metros mar a dentro neste trecho da praia.

O Copa nessa época apesar do seu inconteste charme era um estabelcimento que já tinha visto melhores dias, ainda mais após o falecimento de Octávio Guinle em 1968. A operação era cara pois o prédio já sentia o peso dos anos em suas instalações e um dos sinais evidentes era a mistura de esquadrias de alumínio, com originais, e algumas esquadrias de madeira dos anos 40. A fachada pintada toda de bege também tirava muito dos detalhes de Gire.

A família queria demolir todo o conjunto e levantar no enorme terreno um hotel um hotel no estilo dos ainda em construção Othon Palace e Le Meredien, não esperavam pela grita que foi enorme ainda mais numa cidade que começava  a ficar  traumatizada com o agressivo bota-abaixo dos anos 60 que invés de cassinhas de bairro começou a demolir ícones da arquitetura carioca.

Tombou-se então o prédio principal, mas ainda interessava a demolição dos fundos e do anexo, prédio dos anos 40 sem valor arquitetônico, novo movimento e das duas torres previstas neste plano apenas uma subsistia em mais uma tentativa, o que certamente foi inviabilizado pela crise dos anos 8o. Em 1985 sob nova ameaça de demolição de toda a parte dos fundos e da piscina tombou-se de vez todo o conjunto.

A velha avenida desaparecia paulatinamente conforme as novas pistas iam sendo abertas Aqui ela ainda estava funcional, mas seus sinais de transito já tinham sido retirados dos postes americanos que os davam suporte e estavam presos em postes de madeira, podemos ver também no poste com a célula fotoelétrica danificada a potência das lâmpadas incandescentes usadas na época nesses globos grandes.

Ao fundo o Ed. Continetal ainda tinha alguns aparamentos com varandas abertas, mas o térreo já havia sido convertido em uma loja.

Foto do Sr. Gyorgy Szendrodi