Hoje vemos em detalhes um pouco mais da obra, esquecida e demolida, do Gaudi carioca, Antônio Virzi, autor das mais sensacionais e “assustadoras” construções cariocas de todos os tempos, mestre do fer-forgé, dos entalhes em estuque, das linhas tortuosas e das trocas abruptas de planos e linhas, das esculturas em mármore.

A nossa foto mostra algumas das esculturas que ficavam na vitrine direita do velho prédio, bem ao lado da entrada principal em forma triangular que avançava rumo a calçada ( http://www.rioquepassou.com.br/2004/11/06/elixir-nogueira-vista-da-fachada-principal/ ) em seus últimos dias. O grupo escultório originalmente em cor bem mais clara que a da fachada ( http://www.rioquepassou.com.br/2004/11/04/elixir-nogueira-grupo-escultorio/ ) se encontrava enegrecido e com as formas já  “borradas” pela a ação de muitas mãos de tinta e possivelmente alguma erosão física e química.

As figuras são dramáticas, uma mostra o esforço de um não tão jovem em sustentar o prédio e que segurava algo como um cajado ou espada, não percebido nessa foto. Já a outra mostra um casal com uma criança cujo o varão subjulga uma gárgula.

O prédio além das esculturas tinha outros detalhes surpreendentes e etéreos, numa aura de mistério da qual até teorias satânicas são especuladas.

Mais do Elixir Nogueira aqui: http://www.rioquepassou.com.br/2004/11/05/elixir-nogueira-detalhes-da-fachada/ - http://www.rioquepassou.com.br/2004/11/03/elixir-nogueira-desenho-da-fachada/