Voltamos ao Elixir Nogueira e suas impressionantes esculturas ao rés do chão, que adornavam as vitrines e entradas do prédio causando grande dramaticidade cênica ao imóvel.

Nossas fotos são de  autoria de Fernando Duarte e foram produzidas em 1962, quando o prédio iniciava seu processo de decadência, mas vemos que ao contrário das imagens mais conhecidas os globos de alguns aparelhos anda estavam íntegros, o que pouco tempo depois se perdeu totalmente.

Vamos agrupar as esculturas por partes começando primeiramente pela parte circular direita, onde senama passada já haviamos tido um detalhamento de duas das esculturas.

Escultura da extrema direita, um idoso segura uma serpente, se agarrando à fachada e projetando seu olhar à criança que fica na outra escultura, na base vemos uma mulhar que pega uma criança mais velha, aparentemente desfalecida, enquanto outra   criança dirige o olhar para as outras esculturas, vemos que também há outras serprentes, bem como flores.

Nessa escultura temos a família, já mostrada na semana passada, o homem aparentemente tenta subjulgar o felino, enquanto a mãe com o bebê no colo observa a sua ação

Fechando o lado direito da fachada vemos a escultura do homem, que infelizmente foi pouco retratado nessa seção de fotos, não sendo fotografado sozinho.

Vemos agora o complexo grupo frontal do prédio, que dividia a entrada principal, uma entidade, com capecete e que segura a placa com os dizeres em latim ” O trabalho de todos vence” se sobrepõe sobre as outras, algumas a vestem, outras a amparam. Por de trás uma mãe eleva seu bebê. O detalhamento da fachada acima das esculturas é fantástico

Vamos agora para a lateral esquerda do prédio, infelizmente como seu par no outro lado do portão a mulher que fica agachada e segura algo como uma ânfora, não foi detalhada pelo fotógrado e nós podemos vê-la na foto acima, somente.

No meio do lado esquerdo tinhamos essa riquíssima e dramática escultura, um doente é amparado por outro adulto, enquanto crianças na base parecem olhar para ele e tentar ajudar, uma delas está entrelaçada com uma mulher que também apoia o doente e se obsevarmos com calma vemos que ela trás consigo um vidro do Elixir Nogueira.

No extremo esquerdo, a última figura da base do prédio, um adulto, faz o gestual como se levasse o prédio em suas costas, logo abaixo uma mulher que segura uma vara, infelizmente não possuo nenhuma imagem com a base desta escultura detalhada, sei que existem mais duas crianças e as penas de um adulto que se projetam da fachada e seu tronco e cabeça são envolvidos pela alvenaria

O detalhamento do prédio do Elixir Nogueira não se limitava apenas a estre grupo escultório no nível da calçada, havia inúmeras outras esculturas mais simples por toda a fachada, até seu coroamento, bem como um intenso trabalho de fer-forgè em todo prédio. Por fim termino o post com uma magem curiosa, captada pela perspicácia do fotógrafo, um padre de batina passa na frente do prédio, interessante ainda mais se nos lembramos das especulações sobre satanismo que este fantástico prédio carregava.