Nossa foto de hoje mostra Copacabana no início de seu processo de exaurimento no imediato pós-guerra, onde o bairro decididamente vira objeto de desejo de muitos brasileiros, o que significou especulação imobiliária desenfreiada e que em 15 anos levou o bairro a total saturação.

A imagen tirada de um avião mostra o trecho entre os antigos Postos IV e V do meio do quarteirão entre as Ruas Santa Clara e Constante Ramos até o meio do quarteirão entre as Ruas Migule Lemos e Xavier da Silveira. Vemos marcos importantes como os Ed. Guarujá, que uns 20 anos antes reinava absoluto na praia, como também o Ed. Mondezir e nas encostas do Cantagalo o grande Ed. Yomar.

Mesmo na orla podemos ver muitos espaços vazios no paredão de prédios que começava a se fechar, como também uma obervação detalhada mostra que o interior do bairro era escassamente verticalizado pelo grande número de empenas cegas e o avistamento de construções que mesmo hoje de igual ângulo não seriam mais vistas como a cúpula da Igreja de São Paulo Apóstolo envolta hoje na massa de prédios, quarteirões inteiros ainda eram dominados por casas e de interessante podemos ver que todos os prédios ainda mantinham seus coroamentos originais, recuando nos últimos pavimentos, como assim determinava os PAs que sofriam influência do engavetado Plano Agache.

Mas mesmo nesse estágio de não predação total o bairro mostrava em suas areias o sinal da superpopulação que sobrecarregava um sistema de galerias pluviais e de esgotamento feitos no início do século e para uma população muito menor. Várias linguas negras cuspiam esgoto de onde deveria apenas sair água da chuva, problema que foi se agravando de tal monta que nos anos 60 0 governo Lacerda teve que construir uma galeria de cintura para retirar as águas pluviais da orla e  conduzi-la diretamente para as elevatórias de esgoto do bairro, algo que existe até hoje e que funciona, mesmo sem a manutenção adequada, 50 anos depois de sua construção.

Esse seria hipoteticamente o ponto máximo de ocupação do bairro, embora o ideal fosse no final dos anos 30 incio dos 40, onde o bairro viveu seu maior equilíbrio urbanístico. Mas os anos seguintes da nossa imagem foram ainda piores, a ponto de agentes destruidores como a Construtora Corcovado motivarme toda uma legislação de uso do solo por parte do nascente EGB