Nesses dois postais de Botelho, colorizados a mão, vemos a Vista Chinesa na altura do mirante e no cotovelo de união da Estrada Dona Castorina com a Estrada da Vista Chinesa. Pelo carro, e pelo pavimento das duas estradas ainda de macadame simples e com pouquíssima urbanização acredito que estamos no início do séc. XX, possivelmente ou no período Passos ou na Adm Souza Aguiar, logo após.

O mirante foi regularizado  com seu pagode chinês construído na Adm. Passos, fechando os fortes vínculos do local remetendo-se a má-fadada tentativa de plantio de chá por chineses na região ainda no período de D. João. Não pelo insucesso do plantio, que visejou, mas por medidas governamentais, o qual preferiu a continuae praticando o comércio de chá com a Inglaterra do que implementar o cultivo no resto do país, embora haja outras versões, como a da indolência dos chineses e o gosto ruim do chá aqui plantado.

Além da máquina de “grande formato” do fotógrafo em seu tripé e do automóvel com chouffer estacionado praticamente no meio da pista há um detalhe muito interessante nas fotos; a localização da fonte de Val D’osne de modelo Stella. Na época da foto ela ficava no vértice do cotovelo de juntção das pistas, e em alguma data posterior, possivelmente nas melhorias da Adm. Prado Júnior, ela foi deslocada junto a um muro de arrimo, por de trás onde o carro estava estacionado, como podemos ver pela foto atual do local:  http://goo.gl/maps/vujk e http://goo.gl/maps/PJS8P , na época da passagem do carro do Google a fonte estava seriamente danificada, e foi consertada pela FPJ embora continue sem funcionar como as outras também as outras três fontes do trajeto até a Mesa do Imperador, o que faz muita falta para os atletas e caminhantes.