Rua Visc. do Rio Branco 1973
Vemos na foto de hoje, de autoria do Sr. Gyorgy Szendrodi a Rua Visc. do Rio Branco, uma das históricas vias da cidade, que junto com a Rua da Carioca e Frei Caneca saia do centro urbano original da cidade rumo aos engenhos e propriedades dos jesuítas, bem como aos sertões, e que foi a via primal de expanção da cidade rumo ao novo bairro que surgia no Engenho Velho, sendo palco das primeiras experiências com transporte coletivo em nossa cidade.
Mas não podemos de acesar nossos arquivos e vermos que o Sr. Gyorgy tirou a foto em ângulo praticamente igual a outra imagem, que mostra a entrada das tropas golpistas de 30, depois do presidente Whashington Luiz ter declarado o Rio uma cidade aberta: http://www.rioquepassou.com.br/2007/11/05/rio-cidade-aberta/ o post original teve sua imagem atualizada para a versão em alta definição.
Vemos que passados mais de 40 anos com exceção de alguns prédios altos construídos na Praça Tiradentes depois do prédio que abriga o 13 BPM, e de um poste canadense, na esquina da Lavradio, intruso na imagem certamente depois do NY original ter sido derrubado em alguma colisão, praticamente tudo continua no lugar, a Granado e até mesmo o chaletzinho de “mestre de obras do Porto” como desdenhava Luiz Edmundo, agora com letreiros da Pirelli. Já o horizonte era bloqueado pelo enorme De Paoli
Na foto do Sr. Gyorgy vemos clramente o choque dos alinhamentos do lado esquerdo, o colonial e o da era Passos, pois nessa via alguns proprietários conseguiram resistir ao recuo de PA certamente argumentando que o velho prédio do Visconde do Rio Seco não iria ao chão.
Podemos ver a região nos dias de hoje http://goo.gl/maps/JNhac parece muito mais árida que a foto dos anos 70, fria e até mesmo impessoal, certamente esta impressão vem dos ditames do corredor cultural que obriga a retirada dos letreiros e das marquises das fachadas, aqui pela aridez da rua, sem árvores e com calçadas estreitas teve um efeito contrário ao pretendido. O chalet infelizmente não chegou aos nossos dias, sofreu uma horrorosa reforma em algum ponto dos anos 70, com um puxadinho em seu segundo andar embora as pedras de cantaria e a grade de ferro da loja ainda sejam as originais

Rafael Netto comentou,
A foto do sr Szendrödi não seria de 1971?
Parece que o referido chalezinho na verdade foi demolido. O que existe no lugar hoje é uma daquelas construções que não deviam ser permitidas, um amontoado de lajes e paredes feita sem nenhum senso estético.
O restante das casas mistura boa conservação com abandono, o sobrado vizinho à então Granado até sofreu incêndio (como tantos na região). Será que não seria possível uma iniciativa governamental, PPP ou coisa do tipo, para restaurar “em massa” os imóveis do Corredor Cultural? Poderíamos ter um bairro de construções históricas preservadas como o que vemos em cidades europeias.
[Responder]
31 de julho de 2012 às 12:29
Derani comentou,
Apesar de mais “árido” o aspectio atual é melhor, com as construções em sua forma original, sem penduricalhos.
[Responder]
31 de julho de 2012 às 16:14
Luiz D´ comentou,
Gyorgy Szendrodi tirou fotos que nenhum turista tira. Atingiu o objetivo de documentar a vida do Rio na década de 70.
[Responder]
1 de agosto de 2012 às 7:59
LeonardoR comentou,
E o CTC entra na via…
[Responder]
1 de agosto de 2012 às 17:48
Marco de Yparraguirre comentou,
Interessante comparação das 3 fotos.Parece incrivel que a rua
ainda mantenha parte da sua originalidade, até quando não se
sabe, pois nessa cidade tudo pode acontecer.
[Responder]
2 de agosto de 2012 às 10:38
Julio Pinheiro comentou,
Interessante observar, de cara, que o sentido da rua era invertido em relação ao que se tem hoje e o fluxo do tráfego fluía em direção à Praça Tiradentes. Chama atenção o padrão de postes ainda idênticos aos da foto anterior (década de 30). O saudoso Zé do Caixão dispensa comentários. Na calçada da direita, na esquina da Avenida Gomes Freire, ainda com as portas arriadas, repousava a tradicional Casa Hum de roupas masculinas. Essa região sempre foi profícua em hotéis, hostais e hospedagens em geral. O casario que aparece naquela mesma calçada da direita (acho) ainda existe porque foi tombado. Ao menos a maioria ainda está lá. Logo em seguida à loja de roupas, recordo de uma casa lotérica, porém a resolução da imagem impede a conferência do letreiro, meio encoberto por sombra, indicando que a foto foi feita pela manhã, num momento em que aquela porção do centro da cidade, ainda preguiçosa, preparava-se para mais um dia. Havia também uma papelaria, a loja da “frente” da Granado (cujo laboratório se estendia até a Rua do Senado, com entrada independente – um terreno imenso). Não consigo recordar qual o motivo do pavilhão nacional hasteado, apesar de que a imagem mostre mais dois mastros nús. Mais adiante, após a Rua do Lavradio, se pode avistar a torre do Batalhão da Polícia Militar, seguida do prédio da Telerj. Ao fundo, já na altura do Largo da Carioca se pode avistar o Edifício de Paoli, já imponente naquele tempo. A respeito do coletivo que aparece na imagem ser da CTC, fiquei em dúvida quanto a precisão dessa afirmação. A pintura era um pouco diferente. Recordo de uma linha que servia o Bairro de Fátima, ainda ativa ao que sei (410?). Certamente havia uma linha da CTC; não tenho certeza quanto ao fato daquele ônibus, especificamente. Logo à frente do ônibus, aparentemente estacionado, um belo Vemag bicolor com seu motor 2 tempos… Interessante notar, finalmente, que o alinhamento da rua, logo aqui “na frente”, à esquerda, entre o ponto do fotógrafo e a Rua Regente Feijó guardava um belo recuo, que se estende até a Rua República do Líbano. A propósito, o alinhamento naquela região é bastante complicado, mas isso talvez se deva à idade das edificações. É difícil consertar isso, ainda mais com o tombamento. O fotógrafo fez esta imagem, literalmente, na rua, bem defronte à uma bela edificação pública: a Escola Municipal Tiradentes. Belo registro! Parabéns!
[Responder]
4 de agosto de 2012 às 2:02
Julio Pinheiro comentou,
Por desatenção de minha parte li sua postagem depois de tecer comentários. Peço desculpas pela duplicidade de informações.
[Responder]
4 de agosto de 2012 às 2:08
Virgílio comentou,
O ônibus no fundo é da CTC-GB, aquilo que parece uma sombra ajuda a confundir. Trata-se de um Monobloco da Mercedes-Bens modelo O-321, que por sair da Rua do Lavradio em direção à Praça Tiradentes devia estar fazendo ou a linha 206 ou 214. Só não tenho certeza se em 1971 as linhas ainda faziam a ligação Carioca/Silvestre e Praça XV/Santa Teresa. Quando foram criadas, a 206 subia pelo mesmo itinerário de sempre até hoje, via Rua Franciso Muratori e Joaquim Murtinho, e a 214 subia via Rua Frei Caneca e Rua Paula Mattos rumo ao ponto final no Largo dos Guimarães.
[Responder]
Virgílio respondeu em agosto 9th, 2012 às 22:49:
Esqueçam o que eu falei sobre o modelo do ônibus. Eu vi a foto sem ampliar, ampliando deu pra ver que não é um monobloco O-321, parece ser um Metropolitana Novo Rio com motorização LPO-1113 da Mercedes-Benz.
[Responder]
9 de agosto de 2012 às 22:41