Vemos na foto de hoje, de autoria do Sr. Gyorgy Szendrodi a Rua Visc. do Rio Branco, uma das históricas vias da cidade, que junto com a Rua da Carioca e Frei Caneca saia do centro urbano original da cidade rumo aos engenhos e propriedades dos jesuítas, bem como aos sertões, e que foi a via primal de expanção da cidade rumo ao novo bairro que surgia no Engenho Velho, sendo palco das primeiras experiências com transporte coletivo em nossa cidade.

Mas não podemos de acesar nossos arquivos e vermos que o Sr. Gyorgy tirou a foto em ângulo praticamente igual a outra imagem, que mostra a entrada das tropas golpistas de 30, depois do presidente Whashington Luiz ter declarado o Rio uma cidade aberta: http://www.rioquepassou.com.br/2007/11/05/rio-cidade-aberta/ o post original teve sua imagem atualizada para a versão em alta definição.

Vemos que passados mais de 40 anos com exceção de alguns prédios altos construídos na Praça Tiradentes depois do prédio que abriga o 13 BPM, e de um poste canadense, na esquina da Lavradio, intruso na imagem certamente  depois do NY original ter sido derrubado em alguma colisão, praticamente tudo continua no lugar, a Granado e até mesmo o chaletzinho de “mestre de obras do Porto” como desdenhava Luiz Edmundo, agora com letreiros da Pirelli. Já o horizonte era bloqueado pelo enorme De Paoli

Na foto do Sr. Gyorgy vemos clramente o choque dos alinhamentos do lado esquerdo, o colonial e o da era Passos, pois nessa via alguns proprietários conseguiram resistir ao recuo de PA certamente argumentando que o velho prédio do Visconde do Rio Seco não iria ao chão.

Podemos ver a região nos dias de hoje http://goo.gl/maps/JNhac parece muito mais árida que a foto dos anos 70, fria e até mesmo impessoal, certamente esta impressão vem dos ditames do corredor cultural que obriga a retirada dos letreiros e das marquises das fachadas, aqui pela aridez da rua, sem árvores e com calçadas estreitas teve um efeito contrário ao pretendido. O chalet infelizmente não chegou aos nossos dias, sofreu uma horrorosa reforma em algum ponto dos anos 70, com um puxadinho em seu segundo andar embora as pedras de cantaria e a grade de ferro da loja ainda sejam as originais