Nessa foto de hoje do acervo do Fernando França Leite vemos a Rua Carvalho de Mendonça nos anos 50, erroneamente pela revista identificada como “Beco das Garrafas”, na realidade a velha Carvalho tinha a alcunha de outro beco o Da Chave.

Aberta nos anos 30 mas só ocupadano seu miolo no final dos  anos 40 a rua foi uma tentativa de se construir um boulevard de comércio sofisticado, a famosa, mas natimorta, Galerias Duvivier, que nunca deu certo. Possivelmente os prédios iguais com pequenas lojas e apartamentos e em plena zona boêmia da cidade atraíram outros tipos de ocupantes que a frequência chique imaginada.

Os apartamentos rapidamente começaram a ser usados como garçonnières ou moradia de artistas e vedetes em início de carreira, já as lojas as quais se imaginava serem ocupadas por floristas e modistas rapidamente se encheram de botecos e barzinhos, dando ao local junto com a PJ o centro da zona boêmia da Zona Sul nos anos 50 e  a fama correu a cidade.

Consta no folclore da cidade que o apelido de “Beco da Chave” aconteceu na alta madrugada quando um rapaz já meio empolgado berrou para uma amiga residente em um dos apartamentos: “joga a chave meu amor”, mas a moça errando de pontaria acertou em cheio a testa do rapaz com o molho de chaves, que desmaiou imediatamente.

Na nossa foto a rua ainda estava aberta ao tráfego, e vemos o contraste entre os prédios déco construídos nos anos, quando essa região era muito sofisticada e os prédios internos da rua, todos ou de sala quarto ou conjugados.

A iluminação desse pequeno trecho do bairro diferia do padrão do resto das ruas, Duvivier, Carvalho de Mendonça e Rodolfo Dantas usavam postes em estilo francês, usados no resto do bairro só nas praças Serzedelo Correia e Eugênio Jardim.