No nosso post de hoje vemos as elegantes instalações da Ótica Lux, que ficava numa das principais esquinas da Cidade, Rio Branco com Nilo Peçanha ( http://www.rioquepassou.com.br/2010/09/17/boas-samaritanas-esq-av-rio-branco-com-nilo-pecanha/ ) mostrando o que era bom gosto no início dos anos 50 para casas comerciais, estilo partilhado com algumas lojas do período como a finada Barbosa Freitas.

O surgimento das lâmpadas tubulares fluorescentes possibilitava fazer grandes sancas com iluminação indireta, algo que se usou e abusou nos anos 50 e 60, não obstante a baixa fidelidade das cores, pela alta temperatura de cor 6.000 K, e pelas cintilações e alterações do fluxo dos gases nas lâmpadas, fora ainda a manutenção complicada dos starteres, numa época de reatores magnéticos e sem partida automática. Falam as más linguas que o salão de jantar do Palácio Alvorada em Brasília, que abusava das lâmpadas fluorescentes transformava a mais belamente maqueada senhora  numa criatura de trem fantasma.

Além da iluminação vemos o uso dos granitos claros no piso e as paredes revestidas de lambris ou relevos em gesso. A loja aparentemente além de vender óculos tinha equipamentos para alguns rápidos exames possivelmente para se aviar lentes, prática proibida nos dias de hoje.

A Lux permaneceu nessa esquina até os anos 80, quando fechou, tento o imóvel usado por uma rede de pizzarias americana, que usou na cidade outras lojas emblemáticas como a da Ducal em Copacabana, após o deblaque da operação desse rede o  ponto hoje é ocupado por uma vulgar loja de colchões.