Hoje temos um post duplo com o Arqueologia do Rio de Janeiro ( http://fotolog.terra.com.br/bfg1:1371 ) que mostra a região do Humaitá  nos anos 20. Além da grande garagem de bondes, uma das maiores da cidade, demolida nos anos 60 e transformada na Cobal de Botafogo e no Colégio Municipal  Joaquim Abílio Borges, uma das típicas escolas modulares de Francisco Bolognha, vemos também uma unidade fabril na região onde hoje está a Rua Desembargador Burle.

A Desembargador Burle, difere de suas ruas circundantes pela arborização, urbanização ( meio fios, bueiros, tampas de galerias) e há alguns anos atrás pelos postes da iluminação pública da Light, enquando as ruas vizinhas usavam modelos instalados certamente nos anos 10 a Des. Burle usava modelos como os usados na reforma da iluminação dos bairros de Copacabana e Ipanema nos anos 40.

Um pequeno estudo nos históricos de PAs descobrimos que o urbanismo está correto e a Desembargador Burle foi aprovada em 1940, tendo sido aberta nos primeiros anos da década de 40, o que colocava seus equipamentos urbanos em sintonia com a época da sua abertura.

A primeira planta, não muito legível, determinava os lotes, suas linhas de fachada, a largura das calçadas e caixa de rua, a posição das árvores e até mesmo da iluminação pública, a inserindo no tecido urbano previamente existente, bem como já prevendo o alargamento da Rua Humaitá, natimorto projeto da Av. Humaitá-Glória, depois transformado em Av. Radial Sul e por fim arquivado em definitivo.

Tal alinhamento provocava conflitos com alguns imóveis ainda existentes respeitando o velho traçado da Rua Humaitá, bem como com os novos lotes da Des. Burle e a futura largura da Rua Humaitá.

Por esse motivo, um ano e meio após a aprovação da nova via, adaptações eram feitas em um novo PA, requalificando 4 lotes que ficaram muitos estreitos e resolvendo a questão de acesso de dois lotes já de frente com a nova Rua Humaitá e outros que respeitavam o velho traçado, sendo para isso criada uma servidão de passagem de natureza provisória, que desapareceria quando os velhos imóveis já sem nenhuma substância imobiliária fossem demolidos. A PDF forçava uma demolição de imóvel na Rua Voluntários da Pátria, e incorporava por desmebramento um naco do terreno do número 113 da Rua Humaitá no novo lote, hoje todos os lotes estão unificados em um grande prédio de número 179 da Rua Humaitá.

Essa segunda planta também mostra, de forma tênue, o PA que visava dar saída à Rua Visconde de Caravelas, rumo ao entroncamento das Ruas Macedo Sobrinho e Humaitá , usando a borda do terreno da Casa de Saúde S. José, desembocando em área próxima a um hoje abandonado posto de gasolina ( http://goo.gl/maps/H5pYj ).