Estamos hoje fazendo um post duplo com o Saudades do Rio que postou uma gravura do que seria o Congresso Nacional no largo monumental da Avenida Independência ( http://fotolog.terra.com.br/luizd:3146 )

A Independência foi criada nas reformas da Adm. Carlos Sampaio e previa uma via de penetração da Av. Rio Branco até o Campo de Santana, destruindo o miolo dos quarteirões das Ruas Buenos Aires e Alfândega, a via com 33 metros de largura foi objeto do decreto 1457/20 do então Distrito Federal sua justificativa primal  era a ausência de uma ligação no sentido Leste-Oeste com a avenida, curiosamente desprezando a Avenida Marechal Floriano, aberta por Passos, justamente para esse fim.

No ano seguinte a Adm. Carlos Sampaio com um novo instrumento normativo, o Dec. 1529, cria em um só pacote uma série de alterações urbanísticas na cidade, a maior de todas a demolição total do Morro do Castelo, são criados os PAs 1385, 1398, 1467 entre vários que se enroscavam no Castelo e o de número 1403, que prolongava a Av. Independência para além do Campo de Santana, criando um largo monumental e seguindo, aproveitando o eixo da Rua Benedito Hipólito que alargada seguiria até o encontro com a Av. Paulo de Frontin, rasgando o velho Mangue.

Neste largo monumental coube a Heitor de Mello inserir por de trás do prédio da Casa da Moeda o que seria o novo Congresso Nacional, ainda sem sua casa no Palácio Tiradentes.

O terreno escolhido seria um ocupado por vilas e pequenos sobrados, em uma distribuição colonial como vemos na planta acima.

Porém com o Plano Agache a Av. Inbependência sofreu uma reviravolta em seu traçado. Se o largo seria mantido, embora sem o congresso, que ficaria ao lado da Porta Monumental do Brasil, junto com o Senado. E junto desta porta, que no final do imaginado prolongamento da Avenida Rio Branco que a nova Avenida Independência começaria, rasgando o Passeio Público ao meio e cruzando  o centro, na diagonal, paralela a Av. Mem de Sá, com mais de 30 metros de largura, até terminar um pouco mais ao lado do largo monumental  planejado pela Administração Carlos Sampaio.

Afinal Agache havia desenvolvido em seu plano urbanístico o embrião não só da Av. Pres. Vargas, bem como da Radial Oeste, que constituiriam uma só via de penetração do Centro aos Subúrbios, mais precisamente ao Meier e neste trecho a Av. Independência como planejada por Carlos Sampaio perdia o sentido.

Mas apartir de seu encontro com as vizinhanças Igreja de Santana ela continuaria, possivelmente com outro nome  até centro do velho Mangue usando para isso um trajeto por cima das velhas vias da Cidade Nova como as Ruas São Marinho e Santa Maria até em um novo largo, mais ou menos onde hoje está a Estação Estácio do Metrô, haveria nova distribuição das vias rumo à Praça da Bandeira e à Tijuca.