No último domingo o Jornal  O Globo fez uma reportagem na qual mostra o que qualquer carioca com um pouco de senso crítico já reparou há anos, os nossos túneis vão de mal a pior. Galerias sujas, pisos esburacados, sistemas de iluminação deficientes ou o pior engatilhados em garateias de projetores e fios dependurados como é o caso dos túneis do Pasmado e Novo onde há mais de 06 anos o sistema original ( modernizando para sódio há menos de 10 anos) foi desativado e abandonado, ou então com luminárias roubadas como é o caso do Major Rubens Vaz e Velho. Sistemas de segurança e sinalização são sempre deficientes e muitas vezes se resumem a sinalização horizontal pintada, quando o certo seria adesivada; placas iluminadas, sinalização de fluxo, telefones de emergência, ventiladores de exaustão, sensores de CO etc….. são luxos que nenhum dos túneis da cidade os tem todos, sendo o mais bem equipado o Rebouças, mas ainda uma piada face ao que foi planejado nos anos 60 ( http://www.rioquepassou.com.br/2010/02/01/reboucas-nada-de-novo-nas-novidades/ ).

Não vamos nem mencionar o asfalto liso ( escorregadio mesmo) e frágil, um convite a derrapadas no filme de óleo e borracha e as infiltrações endêmicas, menos ainda da favelização em cima das bocas de mais de 50% dos túneis da cidade.

O mais grave disso é que mais uma vez involuímos, na nossa foto de hoje vemos o Túnel Santa Bárbara logo após a sua inauguração, em destaque dois dos equipamentos do túnel, as luminárias com lâmpadas fluorescentes do modelo “power grove” da GE americana de 110 W, totalizando em cada parelho a potencia de 330 W algo equivalente a mais de 1000W incandescentes e algo como uns 500 W em vapor de sódio hoje. Ao seu lado vemos um dos indicadores de fluxo de pista. Além disso o túnel possuia placas com retro-iluminação por lâmpadas fluorescentes, tudo isso em 1965 ……