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	<title>foi um RIO que passou &#187; Arquivo</title>
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	<description>Um site sobre o Rio de Janeiro com fotos e textos</description>
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		<title>Rua Paysandu &#8211; 1971</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 02:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Decourt</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nossa foto de hoje mostra o quarteirão final da Rua Paysandu, com seu renque de palmeiras imperias, assim plantadas para formar uma aléia de acesso ao palácio de residência da Princesa Isabel, sendo possivelmente uma das primeiras ruas do país a ganhar um projeto de arborização, coeso e uniforme, décadas antes das reformas urbanas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="lightbox" title="R Paisandu 1" href="http://www.rioquepassou.com.br/andredecourt/wp-content/imagens/R-Paisandu-1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7256" title="R Paisandu 1" src="http://www.rioquepassou.com.br/andredecourt/wp-content/imagens/R-Paisandu-1-349x500.jpg" alt="" width="349" height="500" /></a></p>
<p>Nossa foto de hoje mostra o quarteirão final da Rua Paysandu, com seu renque de palmeiras imperias, assim plantadas para formar uma aléia de acesso ao palácio de residência da Princesa Isabel, sendo possivelmente uma das primeiras ruas do país a ganhar um projeto de arborização, coeso e uniforme, décadas antes das reformas urbanas de Passos.</p>
<p>O ângulo é muito parecido com essa imagem <a href="http://www.fotolog.com/luiz_o/86894920/">http://www.fotolog.com/luiz_o/86894920/</a> que mostra a via no final dos anos 30 e seu pavimento de ladrilhos asfálticos, uma das experiências de Passos, que ainda perdurava mais de 30 anos após o grande prefeito.</p>
<p>Além da arborização a Paysandu foi uma das vias pioneiras a ganhar iluminação elétrica, antes da década de 10, para isso sendo usados os postes da Expo de 1908, como aliás foi o mesmo expediente na Rua Voluntários da Pátria. Mas a foto nos mostra um detalhe muito interessante e que com certeza se perdeu no tempo. Possivelmente na década de 40 a rua recebeu um reforço em sua iluminação, postes padrão Light de braço reto do mesmo modelo usado na reforma da iluminação pública de Leme, Copacabana e Ipanema foram instalados. Curiosamente entre os velhos postes da via, do início do século que permaneceram.</p>
<p>Logicamente todos foram retirados na passagem da iluminação para vapor de mercúrio poucos anos para a frente.</p>
<p>Foto de Gyorgy Szendrodi</p>
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		<title>Clube Marimbás início da década de 30</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 02:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Decourt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem hoje vê o prédio do Clube Marimbás no final da praia de Copacabana com seu visual amorfo, com elementos dos anos 50 e 70 não imagina que o prédio, em seu desenho original foi de puro art-déco e se surpreenderá mais ainda ao saber que o prédio saiu das pranchetas do modernista Lúcio Costa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="lightbox" title="Marimbas" href="http://www.rioquepassou.com.br/andredecourt/wp-content/imagens/Marimbas.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7244" title="Marimbas" src="http://www.rioquepassou.com.br/andredecourt/wp-content/imagens/Marimbas-500x305.jpg" alt="" width="500" height="305" /></a></p>
<p>Quem hoje vê o prédio do Clube Marimbás no final da praia de Copacabana com seu visual amorfo, com elementos dos anos 50 e 70 não imagina que o prédio, em seu desenho original foi de puro art-déco e se surpreenderá mais ainda ao saber que o prédio saiu das pranchetas do modernista Lúcio Costa em associação com húngaro Warchavchik, ambos considerados como os pais do modernismo no Brasil, que quem diria começou como Art-Déco, estilo aliás que não só a casa Nordchild ( <a href="http://www.rioquepassou.com.br/2004/02/13/1468/">http://www.rioquepassou.com.br/2004/02/13/1468/</a> ) bebe na fonte, como a própria Casa Modernistas em São Paulo.</p>
<p>O clube fincado nas areias da praia de Copacabana, junto a antiga colônia de pescadores foi construído em um local onde no séc. XIX havia uma casas de pescadores e hospedarias para romeiros, mas construído após a regularização da orla pelo pA da Av. Atlântica tem cara de ser mais uma daquelas seções de área pública, feitas na primeira metade do Sec. XX, pelas quais 90% dos clubes da cidade conquistaram seu pouso, com a precariedade fundiária se esvaindo pelo passar das décadas. Na realidade há o registrode doação do terreno por Pedro Ernesto por volta de 1933, proezas do tenentismo visto que estamos em plena área de marinha.</p>
<p>Um dos criadores do clube foi o jornalista Roberto Marinho, que além de eminência parda do Brasil por décadas era nos anos 30 um adépto do estilo <em>sportsman</em> pilotando carros de corrida, lanchas velozes e praticando a novíssima caça submarina, aliás função primal do clube visto sua excelente localização. E a escolha de Lúcio Costa era muito natural visto que o arquiteto projetava uma casa para o jornalista no Cosme Velho.</p>
<p>O estilo náutico do prédio pode ser visto em outros elementos internos, do então pequeno prédio, como a escada em caracol que ligava os pavimentos, parecia ter sido retirada de um iate, fora os externos como a sequência de escotilhas que ventilavam os toaletes e a primeira cozinha.</p>
<p>A parte de baixo do prédio se destinava a guarda dos barcos e dos equipamentos dos sócios, o do  meio a vida social, com a característica varanda, bilhar secretaria, estar e uma grande sala de ginástica, infelizmente não tenho o detalhamento do pavimento superior.</p>
<p>Vemos que nesse trecho a iluminação da Av. Atlântica era feita por outros tipos de poste, nessa resolução parece ser um francês de tamanho médio, vemos também os postes telegráficos para o Forte. Nesse exato ponto até hoje é o único lugar que o primeiro calçadão da Av. Atlântica ainda sobrevive, inclusive com a pedra de cantaria abaulada, hoje colada nas paredes co clube, o que indica que o prédio foi inserido na areia, depois da urbanização do alargamento de Frontin em 1921.</p>
<p>A foto é do acervo de Fernando Franca Leite, atentendo o seu desejo de suas imagens serem espalhadas pela grande rede.</p>
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