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	<title>foi um RIO que passou</title>
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	<description>foi um RIO que passou</description>
	<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 10:49:39 +0000</pubDate>
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		<title>Estátua do Pequeno Jornaleiro</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 10:45:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Decourt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arquivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Por motivos de obras nosso arquivo inédito, bem como os livros e demais materiais de consulta estão indisponíveis, portando faremos um repeteco de posts que foram realizados no fotolog desde o início do “foi um RIO que passou”, quando possível com os textos revisados e enriquecidos. O de hoje, publicado em Abril de 2005.
 
 Vemos a estátua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por motivos de obras nosso arquivo inédito, bem como os livros e demais materiais de consulta estão indisponíveis, portando faremos um repeteco de posts que foram realizados no fotolog desde o início do “foi um RIO que passou”, quando possível com os textos revisados e enriquecidos. O de hoje, publicado em Abril de 2005.</p>
<p align="center"> <img src="http://www.rioquepassou.com.br/andredecourt/wp-content/imagens/1113835914_f1.thumbnail.jpg" /></p>
<p> Vemos a estátua em seu lugar original, na confluência das ruas Miguel Couto, Ouvidor e Av. Rio Branco.</p>
<p>O que muita gente não sabe que a estátua do Pequeno Jornaleiro é um dos maiores símbolos da administração Pedro Ernesto em nossa cidade, pois com sua cassação por Vargas, acusado de ter colaborado com a Intentona, todos os símbolos de sua administração, bem como políticas educacionais e de saúde foram banidas, o busto do antigo prefeito doado por funcionários da PDF desaparecido dentre outros “dispositivos” típicos de um regime totalitário.</p>
<p>A história da estátua começa com a publicação de uma notícia pelo jornal A Noite no dia 23 de Setembro de 1931 sobre Heitor dos Prazeres, onde o compositor e pintor falava sobre sua infância miserável no “Mangue” do Estácio, e perguntado sobre qual samba queria ver publicado na reportagem escolheu o triste “Jornaleiro”, a reportagem causou uma comoção inesperada nos leitores, onde as correspondências ao periódico começaram a criar corpo de uma campanha humanitária e filantrópica. Rapidamente o jornal começou uma campanha de fato para a arrecadação de fundos para os menores desamparados da cidade.</p>
<p>O prefeito Pedro Ernesto fez uma doação de 10 contos de réis para o fundo, o apoio oficial foi como uma grande caixa de ressonância na população e a campanha começou a atingir todas as esferas da sociedade.</p>
<p>Aderindo a campanha, o artista plástico Anísio Mota, inspirado pela triste letra da composição de Heitor dos Prazeres fez a escultura do menino maltrapilho, com o chapéu de abas rotas caindo sobre sua face triste de onde uma boca escancarada faz o pregão das publicações que vende pela cidade.</p>
<p>A estátua foi inaugurada em primeiro de junho de 1933, com a presença do prefeito e alunos da rede pública. Que contava com um programa revolucionário de educação laica, que estava deixando a igreja e setores conservadores literalmente em pé de guerra com o prefeito. Contava com a seguinte placa “ A noite, à cidade no governo do Dr. Pedro Ernesto”, a “casa do garoto” como seria chamada já tinha terreno e projeto, mas com o recrudescimento da política de posteriormente da cassação do prefeito não foi construída.</p>
<p>Em 1940 Vargas inaugura a “casa do Pequeno Jornaleiro” onde Vargas buscava preencher o lugar de Pedro Ernesto como benfeitor dos pobres, na inauguração o cardeal D. Sebastião Leme conclamou ao meninos: terem como espelho da verdadeira mãe D. Darcy Vargas, mais estado novo impossível.</p>
<p>A estátua hoje foi removida do seu lugar original e escondida na rua Sete de Setembro no quarteirão entre a Av. Rio Branco e Gonçalves Dias.</p>
<p>Agradeço pelas informações históricas a Carlos Eduardo Sarmento em seu livro O Rio de Janeiro na Era Pedro Ernesto.</p>
<p>foto: National Geographic</p>
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		<title>Seu França, sócio da Confeitaria Colombo</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 09:47:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Decourt</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arquivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Por motivos de obras nosso arquivo inédito, bem como os livros e demais materiais de consulta estão indisponíveis, portando faremos um repeteco de posts que foram realizados no fotolog desde o início do “foi um RIO que passou”, quando possível com os textos revisados e enriquecidos. O de hoje, publicado em Janeiro de 2005.

Uma foto enviada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por motivos de obras nosso arquivo inédito, bem como os livros e demais materiais de consulta estão indisponíveis, portando faremos um repeteco de posts que foram realizados no fotolog desde o início do “foi um RIO que passou”, quando possível com os textos revisados e enriquecidos. O de hoje, publicado em Janeiro de 2005.</p>
<p align="center"><img src="http://www.rioquepassou.com.br/andredecourt/wp-content/imagens/1106830146_f1.thumbnail.jpg" /></p>
<p>Uma foto enviada pelo amigo Felipe Corbett mostrando seu trisavô, Antônio Ribeiro França, na praça do Lido em 1937</p>
<p><em>“Antonio Ribeiro França, o “França”, como era conhecido, desde cedo assessorara Lebrão na parte tão importante da comunicação com o público. De simples empregado, em 1896, vindo de Portugal com o grupo que Lebrão trouxe de lá, passou a &#8220;interessado” e depois a sócio, graças às suas virtudes de educação e tato.<br />
Sempre cuidadosamente vestido, França sabia, como poucos lidar com os clientes.<br />
Cumprimentava a todos, atendida a desejos e caprichos de alguns e muitos faziam questão de uma boa conversa com ele, antes de saírem da confeitaria. Fazia muito sucesso com seu jeito galante e respeitoso, conquistando freqüentadores, expandindo o mercado do estabelecimento. França foi um grande relações públicas da Colombo, junto à imprensa e a clientes, políticos, magistrados, senhoras e senhoritas”</em></p>
<p>Trecho do livro: Confeitaria Colombo de Alda Rosa Travassos e Elizabeth de Mattos Dias</p>
<p>Como podemos ver pela roupa do “seu” França e por seu porte aristocrático, que a foto nos passa, o texto está correto. Junto com Eloy Jorge ele transformou a confeitaria Colombo numa das marcas mais chiques, sofisticadas e conhecidas do Brasil nos anos 30, 40 e 50.<br />
Um ano depois seu filho Antônio Ribeiro França Júnior também virava sócio e comandou a empresa junto com os filhos de Eloy Jorge e Manuel Antonio de Souza Velloso, até a venda ao grupo goiano Arisco. Que quase destruiu a marca, estando ela até hoje sentida da administração fria e vinda de “fora” que desconsiderava a importância da confeitaria e sua filial à vida da cidade.</p>
<p>A filial do Centro depois de muita luta está voltando ao que era, e a do Forte de Copacabana continua sendo um arremedo, com vista, do que era a clássica Colombo de Copacabana, com sua grande loja e armazem onde se vendia produtos hoje considerados gourmet.</p>
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