Praça Serzedelo Correia e sobrado do antigo Au Bom Marchè
Voltamos a mais uma foto do Sr. Gyorgy Szendrodi e novamente estamos numa tarde de inverno em Copacabana.
O sr. Gyorgy fotografa o ponto incial do bairro rumo ao seu desenvolvimento, naquela época uns 80 anos antes, onde vemos o grande prédio do CCC havia a velha estação e garagem de bondes da Light inaugurada juntamente com o precário ramal de bondes a burro que partia de Botafogo e findava em agreste areal ( http://www.rioquepassou.com.br/2007/09/19/praca-malvino-reis-1892/ ). Logo o ramal começou a se expandir, rumo ao Leme e a Igrejinha, ponto mais povoado do bairro na época e nesse ponto de encontro um incipiente comércio surgiu, bótica, bar, venda, banca de jornais e bilhetes etc… Um dos mais antigos era o armazem de produtos finos Au Bom Marchè inaugurado no bairro em 1907 e que fazia um contraponto ao nem um pouco chique Café Pernabuco, ponto de crônica policial e boemia, seja a qualquer hora do dia, formando no início do processo de urbanização do bairro, por volta de 1910/1915 um triangulo de grande fama ( http://www.rioquepassou.com.br/2009/09/09/praca-malvino-reis-e-hotel-estacao-de-copacabana/ ) e ponto de encontro do bairro.
Mais uma vez o Sr. Gyorgy fotografa um ponto histórico que em breve desapareceria, como já havia acontecido com o Café Pernambuco, demolido pouco antes como vemos o canteiro de obras mais a frente. Mas o antigo sobrado do chique estabelecimento ainda se mostrava em razoável estado de conservação, que foi piorando até ser demolido no final desta década.
Infelizmente o Sr. Gyorgy não fez nenhuma foto do imóvel de frente para vermos se o velho armazém ainda funcionava nele, se tivesse resistido mais uns 10 anos do que resistiu teria sido tombado.
Na praça vemos as bancas da Feira do Livro sendo montadas

Augusto comentou,
Esse acervo do Sr. Gyorgy sempre nos apresenta algo que é bem explorados pelos FRA’s. Em Copacabana, o Andre nos dá detalhes que para outros passariam batido.
Quanto à foto em particular, vejo um Fusca em fila dupla e dois ônibus à esquerda.
O da frente pode ser da Real, mas não tenho certeza por causa da faixa clara em cima da “saia” vermelha. Atrás, parece ser um ônibus da Alpha.
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1 de fevereiro de 2012 às 6:28
PauloZ comentou,
Certamente não foi o acaso que levou a Light a construir estações dos carris em frente a praças dos bairros litorâneos da Zona Sul. O posicionamento do prédio do CCC, acima em foto de Gyorgy Szendrodi, guarda total semelhança com o prédio da esquina da Visconde de Pirajá com Teixeira de Melo em Ipanema, onde também existiu anteriormente uma estação de bondes.
A empresa que era carinhosamente apelidada de “polvo canadense” deve ter arrecadado um boa grana nos dois empreendimentos e naturalmente os recursos devem ter se transformado em dividendos para seus acionistas. O administrador local certamente compensou os resultados provenientes das tarifas (de serviços) congeladas com a receita imobiliária proveniente destes prédios.
P.S. O ônibus é da REAL quando sua pintura incluía o branco além azul e vermelho.
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1 de fevereiro de 2012 às 8:55
LeonardoR comentou,
Na foto temos 4 ônibus; só os dois primeiros são identificáveis.
Um Metropolitana da Real e, mais atrás, um outro Metropolitana da Alpha.
O terceiro tem saia azul. Pode ser da Real, Alpha ou Catumbi.
O quarto é bege com saia azul. Pode ser Amigos Unidos, que usou um padrão de cores assim por um curto período.
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1 de fevereiro de 2012 às 11:34
Mauro Marcello Filho comentou,
Paulo Z, as cores da Real você acertou só faltando mencionar o prata. Ou seja: era azul, vermelho e prateado.
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1 de fevereiro de 2012 às 15:58
Ricardo Lafayette comentou,
André,
Uma das cássias-rosa que aparecem no quarteirão seguinte a direita ainda está lá hoje, assim como os oitis à esquerda.
Abraço,
Ricardo Lafayette
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1 de fevereiro de 2012 às 20:39
Marco de Yparraguirre comentou,
Pelo menos as árvores ainda estão de pé. Até quando ninguem
sabe.
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2 de fevereiro de 2012 às 16:56
Luiz D´ comentou,
Aqui à direita, fora da foto, a antiquíssima loja dos Correios. No prédio do Centro Comercial de Copacabana nesta época bombava, na sobreloja, a “Disco do Dia”, vendendo LPs e compactos.
No prédio começavam a dar consulta dois recém-formados médicos assíduos comentaristas dos FRAs (na época não se conheciam).
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2 de fevereiro de 2012 às 21:55