andredecourt's photo from 3/17/06

Ontem na conclusão da nossa charada fotográfica surgiu a dúvida de quanto do conjunto do Liceu tinha sido demolido para a construção da Av. Alm. Barroso.

Para a resposta posto esse fragmento da planta de desapropriações da construção da Av. Central, nela podemos ver o velho tecido urbano, dos tempos coloniais que será substituído pelo novo, não só da Av. Central mas como todas as outras reformas contemporâneas.

No centro temos a área ocupada pelo Liceu, que era apenas uma parte do profundo quarteirão que existia entre as ruas da Ajuda, Guarda Velha ( 13 de Maio) Santo Antônio e Barão de São Gonçalo.

Depois das demolições e desapropriações o Liceu continuou funcionando com os prédios que sobraram das demolições, e ganhou da municipalidade todo o quarteirão, onde só construiu sua nova sede já nos anos 20, tendo explorado as sobras de terrenos com várias atividades para arrecadas fundos, como café cantante, cinematógrafo e parque de diversões, tudo isso em instalações provisórias.

O mapa também nos mostra o antigo PA do largo da Carioca, e também faz a constatação que após a Rio Branco, os dois lados da rua de São José foram demolidos o esquerdo para a construção do Hotel Avenida-galeria Cruzeiro e o direito para o aumento do largo da Carioca e o sei alinhamento com a quina do prédio do hotel Avenida.

Como curiosidade peço para que reparem da profundidade das construções existentes na velha cidade e a sua mínima testada, certamente como falam os cronistas da época eram prédios escuros, completamente sem ventilação, verdadeiras masmorras

Comments (11)

luiz_d 3/17/06 9:34 AM …

Seus arquivos são impressionantes!

jban 3/17/06 9:47 AM …

Hoje em dia existe uma masmorra remasnescente no Castelo do Barão de Santo Amaro e Conde de Santa Teresa.

Lembrei que tenho este mapa em um livro sobre a Avenida Central. As mudanças foram radicais !

Matou a cobra e mostrou a cobra morta.

rodperez 3/17/06 10:06 AM …

que interessante!

Jorge Silva 3/17/06 10:49 AM …

Por este mapa dá pra ver representado em linhas
a ponta do Morro do Castelo,acabando onde hoje é o Buraco do Lume,Rua da Ajuda,que ainda existe um pedacinho,bem como podemos visualizar a transformação total da área, que continha um amontoado de pequenos imoveis.

derani 3/17/06 12:04 PM …

Só não deram nunca uma boa solução para o Largo da Carioca.
Parece sempre ser um espaço meio inacabado, faltando alguma coisa, árido…

AG 3/17/06 12:14 PM …

Andresíssima pessoa,
foi a profundidade das construções que mais me chamou à atenção.
Chamar de masmorra é pouco.
Imagina o que seria morar nessas “tripas” compridas, sem luaz, sem ar, sem sol e, principalmente, sem higiene, argh!!!!

Por isso, pra mim, existem dois “Rio antigos”.
Existe o Rio Antigo idealizado e o Rio Antigo Real.
Não que só houvesse coisa ruim na cidade mas que o ruim deviam dar de dez a zero nas boas, lá isso deviam.

Antes que me acusem, quero dizer que não estou falando das “belezas naturais” da cidade; essas são imabtíveis.

eduardo bertoni 3/17/06 12:49 PM …

Se você não mata as charadas ninguèm mata.
É impressionante o teu arquivo como disse o Dr.D’.
Abração!

esanchez 3/17/06 4:47 PM …

Estou embasbacado com a exatidão das informações, é exatamente o que eu estou pesquisando no momento! Este post me foi de imensa ajuda!
Pelo que observei o Liceu não ocupava o lugar onde hoje está o Ed. da Caixa, onde trabalho, este lugar era ocupado pelas tais “masmorras”… realmente impressionante!
Me desculpem a ignorância, mas às vezes me sinto um garoto importunando um grupo de senhores de cabelos brancos, todos com mais de 100 anos, cultíssimos, e que viram todas as mudanças na cidade acontecerem diante de seus olhos.
Vou me limitar a observar e aprender.
Mais uma vez obrigado!

Rafael Netto 3/17/06 6:18 PM …

Esse formato dos terrenos seria algum resquício europeu? Acho que em climas frios a falta de ventilação seria desejável.

Percebe-se também o quanto o Ed. Avenida Central “roubou” do Largo da Carioca. Hoje a fachada dele e a da CEF estão alinhadas com a esquina da 13 de Maio com Almirante Barroso. Isto é, o Av. Central mordeu não apenas um pedaço da antiga 13 de Maio como também o bico da Imprensa Nacional.

É interessante que a “nova” Rua da Ajuda (que existe até hoje) manteve o traçado da antiga e inclusive em um dos lados nem chegou a haver alterações.

A Rua de Santo Antônio não cruzava o Largo e subia o morro junto ao muro do Convento? Ainda hoje existe uma plaquinha no muro “Rua de Santo Antônio”, mas acho que é recente.

http://fotolog.terra.com.br/rafael_netto

Solange Passos Pereira 3/17/06 8:38 PM …

Em ruas preservadas,como a Ouvidor, dá pra ver ainda as lojas instaladas em antigas residências bem compridas e estreitas, exatamente como na planta.

apessoa 4/4/06 6:14 PM …

A testada “curta” e o terreno profundo obedece a dois paradigas: Primeiro, não era barato enm fácil fazer estrutura paras os telhados com mais de sete metros de largura, e, segundo, era uma estratégia de ocupação, pois assim se adensava uma área facilmente, e os terrenos não eram 100% construídos no começo. Os quintais eram para a criação de animais de pequeno porte e alguma cuiltura de subesistência. Somente com o aumento da populaçao os terrenos são inteiramente construídos, muitos com edificaçãoes para aluguel.