foto de andredecourt em 28/03/06

Dando continuidade ao post de ontem, posto uma foto da primitiva estação das Barcas.

Construída na segunda metade do sec. XIX a estação da finada Companhia Ferry, além de dar conforto aos passageiros que faziam a travessia para Niterói, ela inovava, também pelo tipo de barco utilizado e pelo uso de pontes de atracação, algo que não exisitia nas embarcações que faziam a travesia antes, mesmo nas barcaças à vapor da classe da “A Especuladora” que começaram a navegar em 1835.

Essa estação deixou de existir em 1906 quando a nova estação foi inaugurada, arrisco dizer que essa foto é de antes de 1889, sendo por isso das pioneiras em nosso pais. A razão para tal “achismo”, já que não tenho nem o autor nem a publicação da foto, é que no topo da estação ainda está grafado o nomo de companhia Ferry, que deixou de existir nesse ano, transformando-se na cia Cantareira

Comments (9)

luiz_d disse em 28/03/06 09:04 …

Ninguém de bermudas, chinelos ou sem camisa…

Rafael Netto disse em 28/03/06 09:24 …

Segundo o Jô, no “Xangô de Baker Street”, era considerado deselegante, ao menos pelos ricos, mostrar que estavam sentindo calor. Não sei se isso é verídico…

No livro isso é mostrado pela perplexidade do Sherlock com as carruagens de capota levantada e os homens de casaca escura.

Eu acho que deve haver uma grande dificuldade para reconstituir o aspecto que as cidades tinham no século XIX. Porque quase tudo da época foi demolido, os conjuntos urbanos preservados, em Minas e Paraty por exemplo, são do século 18 para trás.

http://fotolog.terra.com.br/rafael_netto

Lefla disse em 28/03/06 09:36 …

Acho que tem tudo a ver. Eu vou ao Leilão, se quiser te ligo e nos encontramos lá. De repente conversamos com alguém. Abs

andredecourt disse em 28/03/06 09:44 …

Lefla te ligo mais tarde !!

derani disse em 28/03/06 10:25 …

Neoclássico, típico das construções do Segundo Reinado. Com certeza do período imperial.

antoniocvbraga@terra.com.br disse em 28/03/06 10:48 …

Os motorneiros da Light vestiam pesados ternos, desenhados para o clima do Canadá. Um cavalheiro trajava quilos de vestimentas. Acho que por isso é que as pessoas eram tão circunspectas: qualquer movimento a mais era um horror.

Marcos Souza Costa disse em 28/03/06 13:34 …

Uma historinha que não tem muito a ver com a antiga estação da Cantareira, mas de acordo com o que o Rafael e o Antonio dizem aí em cima:

Lembro de uma coluna do Ibrahim Sued na década de 80, onde uma notinha típica de coluna social dava conta que Jorginho Guinle teve o dissabor de ver seu Mercedão enguiçado em plena avenida. Dizia a nota social: “Flagrado empurrando o carro debaixo de um sol escaldante mas sem derramar uma única gota de suor, como condiz a um gentleman da mais fina estirpe”.

Ibrahim e Jorginho revelam nessa historinha um pouco desses antigos detalhes a respeito de classe e distinção. Resumindo: o importante era manter a pose!

Solange Passos disse em 28/03/06 18:02 …

Bem, pessoal, pelas minhas leituras dos costumes da época, nestes tempos trabalhar era tarefa de escravos e operários, e não era de bom-tom um cavalheiro ser apanhado nessas indignas tarefas.Os senhores bem-nascidos não faziam absolutamente nada , não tomavam uma nesga de sol,portanto suas peles brancas deixavam transparecer sua veias, daí advindo a expressão “sangue azul” para designar os nobres.Imagino que o cidadão se arrebentava todo, mas não perdia a pose.

antoniocvbraga@terra.com.br disse em 28/03/06 23:23 …

O Brasil é tão louco que vi, com estes olhos que hão de ser doados, um Rolls-Royce com o capô aberto, em algum ano da década de 70. Foi pertinho do Hotel Nacional. Um cavalheiro inglês desmaiaria se isso ocorresse. A fábrica negaria a possibilidade.