Por motivos de obras nosso arquivo inédito, bem como os livros e demais materiais de consulta estão indisponíveis, portando faremos um repeteco de posts que foram realizados no fotolog desde o início do “foi um RIO que passou”, quando possível com os textos revisados e enriquecidos. O de hoje, publicado em Fevereiro de 2004.

Os primeiros bondes chegam a Ipanema .

Se formos usar de lógica, já que não há nenhuma construção para que possamos nos localizar, vemos o bonde a burro, usando o primitivo ramal da General Osório.
Foi inclusive eletrificado e utilizado até 1938, esse ramal era uma continuação do da Igrejinha, só que na Francisco Otaviano ele rumava rumo à Ipanema, entrava pela Av. Vieira Souto se utilizando da pista interna, dobrava na rua Teixeira de Mello e chegava na praça, onde havia uma estação, foi utilizado até a construção do ramal da Francisco Sá em 1936/37, e os trilhos então arrancados .
Esse ramal foi inaugurado em 1902, e talvez essa foto, pois ha duas pessoas de cartola dentro do vagão seja da inauguração do próprio, a foto é de uma surrealidade tão grande, que vemos a pedra do Arpoador, vemos a praia do Diabo, e a própria praia do Arpoador, só que as dunas dominam tudo, e não conseguem nos dar uma idéia exata do ponto que essa foto foi tirada, ou se na Francisco Otaviano quase na praia , ou se já na Vieira Souto .
Há alguns anos, precisamente em 1998 a revista Domingo do Jornal do Brasil fez uma reportagem sobre os pioneiros da fotografia na cidade, e essa foto foi uma das vedetes, e causou um embaraço, o coordenador do Patrimônio Histórico do Centro Cultural Light duvidou da existência dessa foto, alegando que o bonde só tinha chegado ao bairro em 1904, e já elétrico… errou pois nesse ano é que o bonde chega no Bar 20, e o ramal General Osório também é eletrificado….. prova que o Rio é uma cidade tão complexa em sua história que ninguém pode ter para si a verdade absoluta.

A linha à época dessa foto era tão precária que os trilhos eram de madeira, partindo do fim do Ramal da Igrejinha, e indo até a Praça Floriano, hoje  Gal. Osório, servindo basicamente para aventureiros e interessados na compra de terras na ainda praticamente deserta Villa Ypanema

Foto do fotógrafo amador José Vianna, autor de uma foto única e raríssima