Por motivos de obras nosso arquivo inédito, bem como os livros e demais materiais de consulta estão indisponíveis, portando faremos um repeteco de posts que foram realizados no fotolog desde o início do “foi um RIO que passou”, quando possível com os textos revisados e enriquecidos. O de hoje, publicado em Dezembro de 2004.

Dia 17/12/1941, dez dias após os japoneses bombardearem Pearl Harbor, e a guerra realmente envolver as Américas, a cidade do Rio de janeiro parece um canteiro de obras, enquanto meio mundo parece uma zona de demolição .

Vemos numa foto provavelmente tirada de uma das janelas do Edifício Mundo Novo, a esplanada do Castelo, onde praticamente tudo está em obras.

Se repararem bem vão ver que a Av. Graça Aranha, não se comunica com a Calógeras, haviam ainda sobrados da rua de Santa Luzia que acompanhavam as fraldas do morro do Castelo na região, na foto a velha policlínica da cidade, que já estava com sua nova sede na Av. Nillo Peçanha, está sendo demolida para permitir o encontro das duas vias.

Em primeiro plano vemos o edifício Metrópole número 165 da pres. Wilson ainda em construção, à direita onde hoje se ergue o gigantesco ed. Santos Dumont, vemos o terreno cercado para a construção de um prédio que durou pouco mais de 30 anos.

Ao fundo o prédio do MEC está só nas estruturas, mas já se destacando completamente de uma paisagem de arranha céus Déco, embora o prédio do INPS de autoria de Paulo Antunes Ribeiro, o mesmo arquiteto do recém implodido prédio da Gastal, já flerta bem com o estilo modernista brasileiro, e o vemos sofrendo a reforma que o deixou com as feições atuais, o prédio aí ganhava mais 3 andares destruindo o coroamento original do edifício bem como seu pilotis foi fechado ganhando esquadrias de ferro com motivos geométricos que sustentam grandes vitrines, em flagrante contraste com as esquadrias originais dos pavimentos superiores e ganhando a agência da previdência que existe até hoje, a poucos anos sofreu mais uma alteração em sua fachada virada para a rua México onde foram instaladas Brises Soleis.

De curioso notar as largas calçadas da Av. Calógeras hoje reduzidas para se estacionar carros, como bem lá no fundo uma Av. Graça Aranha tomada de carros estacionados, em 3 filas, duas junto ao meio fio e uma terceira no meio da rua, mas isso não mudou muito só não devia existir as máfias de flanelinhas manobristas que grassam pelo local.