Rua do Ouvidor esquina com Rua do Mercado 1973
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Nessa foto da revista Life é mostrada a esquina da R. do Ouvidor com a R. do Mercado no início dos anos 70.
O trecho um dos mais antigos da cidade, na época da foto ainda exercia sua principal função, da venda de produtos horti-granjeiros, pescados e produtos relacionados a pesca e manutenção predial. Não obstante a pouquíssimos metros estarem instaladas além da Bolsa de Valores inúmeras sedes de instituições financeiras e corretoras de valores.
A Rua do Mercado como inúmeras outras nessa parte da cidade já foi praieira nos tempos coloniais. Após o recuo natural do mar de mais ou menos dos fundos da Igreja de Santa Cruz dos Militares até a R. do Mercado. Passando a se chamar Rua da Praia do Peixe, aterros posteriores, esses pela mão do homem, afastaram a rua do mar para a criação de novas docas, que estão na mesma linha até hoje.
Ela ganhou esse nome quando da construção do velho mercado municipal, projeto de Grandjean, demolido em 1906, pois virou o acesso mais fácil e reto para a praça de comércio, ganhando aí forte tradição no ramo de alimentos brutos, atacado e alfaias para pesca e agricultura, junto com outras ruas já desaparecidas, como a Clapp.
Mesmo com a demolição do velho Mercado, a construção do “novo” na Misericórdia, sua demolição e transferência para a CADEG em Benfica, a região teimosamente continuou com a sua tradição durante todos os anos 70 e parte dos 80, quando entrou em profunda decadência. Sendo esta o motivo da preservação do conjunto, que mesmo em mal estado mantém as características originais do final do séc. XIX início do XX.
Com a criação dos centros culturais junto ao Mineiros, a região conhecida por sua boêmia vespertina vem ganhando nos últimos 10 anos sofisticação, com a abertura de restaurantes, livrarias, galerias de arte, reforma dos velhos bares e restaurantes pré existentes e um programa de restauração dos velhos sobrados.
Porém o urbanismo do local não vem acompanhando a mudança de uso, esgotos transbordando, iluminação pública precária e pavimentação má mantida fazem a tônica. Embora vários trechos dessa área tenham escapado das pavorosas “requalificações” urbanas da última década na região ou de reformas desastradas como a que afetou a própria R. do Ouvidor após a Primeiro de Março. Se tranformando numa cápusula do tempo de como eram as estreitas ruas do Centro antigamente. Mas vá antes que algum prefeito bote as mãos sem nenhum bom gosto no lugar.
Rafael Netto comentou,
Decourt, onde você acha essas imagens dos anos 70 na Life? Eu procuro e só acho fotos dos anos 30-50…
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Andre Decourt respondeu em dezembro 22nd, 2008 às 11:32:
Insistência é a alma do negócio
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22 de dezembro de 2008 às 9:57
JBAN comentou,
André,
Aí na Rua do Mercado ficava a Casa Atacadista Oliveira Lopes, onde meu avô trabalhou por quase toda a sua vida aqui no Brasil e onde se aposentou. Seu Manoel Valente de Almeida gastou muita sola de sapato na Rua do Mercado e adjacências, isso sem falar nos bairros que ele percorria fazendo vendas, entregando duplicatas e anotando pedidos dos comerciantes. Tive a sorte de acompanhar o meu avô algumas vezes nestes roteiros, que eram percorridos a pé, em ritmo de caminhada forte, com paradas nos clientes e para tomar um guaraná. Aliás, o guaraná era o motivo pelo qual queríamos acompanha-lo. Ele aceitava meio a contragosto sabendo que iríamos atrasa-lo, mas como adorava os netos, sempre concordava. O problema era conseguir segui-lo. O português tinha 1,85, pernas compridas e andava rápido. Aí de quem ficasse de morrinhação na frente dele….
Bom post !
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22 de dezembro de 2008 às 10:21
Luiz D´ comentou,
A área é interessante, há realmente coisas que funcionam mas, como você diz, o abandono do Poder Público é evidente.
Fica um aspecto de sujeira impressionante.
Como é possível que um garoto como o Rafa, nascido na época da Informática, não consiga achar as fotos no LIFE???
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JBAN respondeu em dezembro 22nd, 2008 às 13:32:
O Rafito deve estar de novo enrabichado com alguma loira do funk. Ele fica desorientado.
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22 de dezembro de 2008 às 12:53
Richard comentou,
Nesta época, eu trabalhava na Ney Carvalho, corretora que ficava na Rua do Mercado, 23, ou seja, logo ali a esquerda.
Foi um tempo muito bom.
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22 de dezembro de 2008 às 13:22
Derani comentou,
Nesta época da foto, aí era uma área bem degradada da cidade.
Comparando, hoje melhorou muito.
Mas não pela mão da Prefeitura, é claro.
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22 de dezembro de 2008 às 14:45
Gabriel Sperandio comentou,
É impressão minha ou a pavimentação de hoje é diferente?
Acho essa área meio moderna hoje em dia, mantendo bem o visual antigo. Vai ver é a decadência da cidade que faz achar qualquer parte melhor conservada até de moderna…
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Andre Decourt respondeu em dezembro 22nd, 2008 às 20:21:
Acho que nesse trecho a pavimentação continua assim, em vias próximas e na própria Ouvidor após a 1 de Março que ela sofreu mudanças
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22 de dezembro de 2008 às 20:15
André Costa comentou,
Gente D+ Espaço D-
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22 de dezembro de 2008 às 20:48