Nos dias de hoje é praticamente impossível tomar um chope na Av. Atlântica e até mesmo em bares em ruas internas perto da orla sem ser perturbado pelos “assassinos do samba” ou “torturinhas de pagode” como os desafinados biscateiros e seus cavaquinhos, pandeiros e tambores são chamados por alguns gaiatos.

Mas ao examinarmos as fotos da Revista Life, tiradas na época da política de boa vizinhança na II Guerra, nos deparamos com essas duas imagens. Um grupo de oficiais da marinha americana, é torturado por um trio de seresteiros no deck do bar de um hotel na Praia de Copacabana.

Que corrobora que a prática de chatear quem bebe na orla do bairro é mais antiga que pensamos, e só deve ter sido amortecida pelos anos seguintes ao choque de ordem dos governos da Guanabara.

Dá para ver que os gringos se esforçam para continuar sua conversação enquanto a turma toca e canta alto, tentando ser notada e quiçá gratificada.

O local, do mais puro art-déco possivelmente é o bar do Hotel Luxor, no quarteirão entre as ruas Figueiredo Magalhães e Santa Clara, por ter sido o único hotel com linhas déco na orla do bairro até sua reforma nos anos 70, onde ganhou a fachada de vidro que está lá até os dias de hoje