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Nossa foto de hoje, na realidade um postal, trás uma curiosa anotação no seu topo, identificando o Edifício Guinle como “Casa” Guinle.

No mínimo curioso, pois nos registros históricos ventilados sobre a família em nenhum lugar diz que a família manteve algum estabelecimento que chegasse perto de “casa”, termo muito ligado ao comércio de varejo à época e juntop a esse  nome, certamente de alto padrão, mistérios.

Mas a foto é boa, mesmo que pese sua baixíssima resolução, que impede maiores ampliações.

Além do edifício Guinle um dos pioneiros na cidade em concreto armado, e o mais alto da avenida no seu tempo, 1928 vemos vários outros ícones da avenida, como na esquerda a torre do Jornal do Brasil e mais ao fundo as cúpulas do Jornal do Commercio, Casa Colombo e Casa Persa.

Do outro lado da esquina do Guinle, na Sete de Setembro com a Avenida vemos um dos exemplos da primeira geração e meia, ou seja, prédios da primeira geração que sofreram modificações extensas, ganhando mais pavimentos, perdendo cúpulas etc… Muito comum nos anos 20.

Mais para a direita da foto, temos a esquina da Rua da Assembleia, e vemos os dois prédios que ainda resistem nos dias de hoje, um intacto e outro bem modificado, nos anos 70, pelo grupo Coroa Brastel.

No extremo esquerdo da foto vemos o prédio que ficava num dos vértices da Rua de São José, e que foi vítima de um fortíssimo incêndio por volta de 1954/55, se arruinando de todo, no então maior incêndio da cidade depois da tragédia do Park Royal.

Nosso fotógrafo se encontrava em um dos quartos do Hotel Avenida, sem dúvida.